Docinhos: Função CEO - A Descoberta da Verdade (parte 28)

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"Ele beijava meu sexo como se fosse minha boca, com cuidado, no entanto com muito ardor. Meu ventre estremeceu, a sensação sufocante como se as milhares de borboletas fossem sair pela minha garganta a qualquer momento, se instalou em meu corpo. Com mais pressão, ele sugou o centro entre as minhas pernas, tentei arquear o corpo, mas fui impedida pelos seus braços fazendo força para baixo e fui punida com a sua língua me invadindo.
- Robert... – meu corpo ficou mortalmente sensível. – Oh, merda! – gemi contendo o tom da minha voz. Ele intensificou o processo, chupando e lambendo, arrancando de mim, de cada nervo, de cada neurônio, o mais puro orgasmo. Cheio de cores e sensações. Uma realidade a parte. Uma outra dimensão. Meu mundo girou tirando o meu foco. E então Robert estava em meus lábios.
Sua boca tinha gosto de sexo. 
- Sabe qual é o problema em estar com você? – tentei me concentrar no que ele dizia, meu corpo ainda não estava em seu estado normal, meus olhos não focavam e minha mente produzia um mundo de rosas, lírios e fadas. Respirei profundamente recuperando o ar. Ele riu. – Eu nunca fico satisfeito.
E seus dedos voltaram para o centro entre as minhas pernas, pressionando o que já estava sensível, dormente e latejante. No mesmo instante seus lábios se fecharam em meu seio, provocando o bico intumescido. Senti uma angustia se formar. Eu não tinha mais condições, no entanto, indo contra tudo o que minha mente ditava, meu corpo estava pronto, quente e carente de mais do meu amante em mim.
- Você é afrodisíaca – sussurrou em devoção, trocando o seio em seus lábios. Com os dentes brincou com minha carne. – Deliciosa – o som rouco da sua voz, a palavra sussurrada em minha pele, o desejo que transbordava do corpo dele para o meu. Tudo era uma névoa de luxuria que me envolvia e dominava. – E minha.
Puta que pariu! Tem como não sentir prazer com um homem como Robert Carter?
Seus dedos continuavam em meu sexo, sem forçar, sem pressionar, apenas uma carícia dengosa, lenta, com o único objetivo de me manter submersa naquele oceano de prazer. Minha pele estava quente e com seus lábios nela ficava muito mais difícil pensar com coerência. 
- Minha, Mel! – foi como uma prece, profana, pois seus dedos me invadiram, massageando minhas paredes e fazendo-me arfar, no entanto, foi como adentrar o paraíso. Robert se movimentou sobre o meu corpo.
- Abra as pernas, meu bem – uma ordem baixa e imediatamente cumprida. Ele se posicionou entre minhas pernas e me penetrou com cuidado.
Seus movimentos lentos e deliciosos, faziam com que nossos corpos de encaixassem em harmonia. Ele não tinha pressa. Saboreava cada centímetro conquistado, cada investida e se deliciava com as sensações oferecidas pelo nosso momento"


"- Satisfeita, Srta. Simon?
- Nunca, Sr. Meu marido – ele sorriu daquela forma que só ele sabia fazer e beijou meus lábios saindo de dentro de mim. O vazio foi impossível de ser ignorado. 
- Marido, é? – deitou o rosto nos braços, virando para me encarar. Fechei os olhos e puxei o ar. Eu estava parcialmente satisfeita. Sentia falta daquela intimidade. Daquela paz disfarçada. De tê-lo tão entregue. – E Dean? Até onde eu sei ele é o seu marido.
- E você ainda é o marido de Tanya – ele riu sarcástico. 
- Ok. Você venceu esta – sua voz entregava o quanto ele estava cansado. O relaxamento nos conduzia aos poucos para o descanso merecido. – Somos amantes. 
- Isso é uma droga! – resmunguei. Ele passou seu braço em meu corpo me puxando para junto.
- É sim. Uma imensa droga! – me aconcheguei em seu corpo. – Vocês aterrorizaram Tanya hoje. Olívia ficou chocada.
- Eu não sabia, desculpe! Não estou controlando esta parte. Deve ser sempre quando Dean e a equipe achar que é favorável.
- Eu sei. Só não estou confortável com esta parte. Estamos forçando uma situação.
- Robert – levantei o rosto buscando por seus olhos. – Tanya está doente. Você sabe que ela não está em seu estado normal, se é que ela já esteve algum dia – ele concordou sem nada dizer. – Nós precisamos colocá-la em um sanatório. Só assim vamos conseguir mantê-la fora do nosso caminho – ele se mexeu incomodado. 
- Tanya tem que pagar pelos seus crimes, Melissa, e quanto a isso eu nada farei contra. Não acho justo forçarmos uma situação. Não sei se é o mais correto.
Senti um aperto no peito. Ouvindo Robert falar daquela forma, como se estivesse sofrendo pelo destino da esposa, as palavras de Adam parecia fazer sentido. Ele se importava demais com o destino de alguém que só lhe causou sofrimento e que sabia possuir todos os requisitos para estar trancafiada em um sanatório. Seria possível?
“Eu amei muito Tanya, Mel”
Aquela frase, dita em um passado que parecia tão distante, quando eu ainda não conhecia a sua alma, parecia ser tão real naquele momento. E se Adam estivesse certo? E se Robert ainda amasse Tanya, mas tentasse a todo custo não amá-la por não aceitar tudo o que já tinha acontecido? 
- Meu coração pelos seus pensamento – abri os olhos e encarei o teto. Eu poderia questioná-lo? Poderia trazer este assunto à tona? Não ali. Não naquele momento.
- Eu já tenho o seu coração, Sr. Carter – preferi brincar.
- Muito injusto – ele sussurrou e acariciou meu rosto. – Eu não tenho os seus pensamentos."

2 comentários:

Morgana da Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Morgana da Costa disse...

Tati lindona,

Que história mais maravilhosa, estou aqui, torcendo cada vez mais pela Melissa e pelo Robert. É tão incrível, que é impossível não se envolver, chorar, rir, se escabelar.
Parabéns pela sua dedicação, comprometimento e criatividade. Muito obrigada por compartilhar conosco essa obra fantástica.

Beijo grande!
<3

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