O Professor - Capítulo 12

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Oi meninas! Fui bem rápida desta vez, não fui? Bom... Não se acostumem. Como escritora de alma que sou, estou sempre envolvida em novos projetos, então acabo mesmo atrasando tudo rsrsrsrsrsrsrs Vou tentar começar a escrever logo o próximo capítulo que é para ninguém ficar na mão, ok? Primeiro. Obrigada a todos pelos comentários incríveis do último capítulo. Eu amei. Não sei se vocês já perceberam, ou se já comentei antes, mas nossa querida aluna está escrevendo Função CEO. Explico: Não tenho esta capacidade toda de criar várias histórias ao mesmo tempo rsrsrsrsrsrs Como estou completamente envolvida no projeto Função CEO, acabei fazendo desta forma, pq aí dá para descrever tudo direitinho. Uma pessoa percebeu que no capítulo passado nosso professor agiu de maneira similar ao nosso amado CEO, explico também rsrsrsrsrs Eu quis fazer assim para demonstrar o quanto ambos estão envolvidos com os personagens do livro da Bella e também pq tenho recebido inúmeras mensagens de saudades do CEO. Foi apenas uma brincadeira e não uma confusão de personagens. Hoje nosso professor volta ao seu estado normal. Para quem não viu ainda, escrevi um artigo muito legal para uma revista chamada Mulheres que Comandam (http://www.mulheresquecomandam.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=552%3Apublicar-livro-&catid=31%3Aa-gente-nao-quer-so-comida&Itemid=36) Quem quiser e puder passar por lá e dar um like, eu vou adorar. Quem quiser ler e comentar eu vou simplesmente amar rsrsrsrsrsrsrsrs Bom, vamos ao capítulo. Aviso: este é um capítulo doce, meigo, romântico... Então as pervas de plantão vão ficar apenas na vontade rsrsrsrsrsrs Bjs e amo vcs!


- Ele sabe como você se sente? – Rose estava ao meu lado, sentada no alto da escada que ligava os dois andares da nossa casa sussurrando para não chamar a atenção dos meus pais que estavam no andar de baixo.

    - Não. Não posso dizer a ele que me apaixonei.

    Eu e minha melhor amiga conversávamos tentando acertar as diferenças da noite passada. Ela tinha infernizado nosso jantar na tentativa de fazer com que Edward desistisse. Teria dado tudo errado se ela não tivesse se redimido se submetendo àquele acidente absurdo para encobrir o meu encontro com ele.

    - Bella, esse... Relacionamento? Podemos chamá-lo assim?

    - Não sei – ri sem muita vontade.

    - Esse acordo de vocês, só deu certo porque confiaram um no outro. Tudo bem que é uma verdadeira loucura o que decidiram fazer, por outro lado devemos admitir que, se esse acordo não fosse baseado em conversas sinceras e abertas não teria chegado até aqui, não é? - Concordei ainda sem saber aonde ela pretendia chegar. – Você precisa contar a ele. Precisa deixar claro como se sente com o passar do tempo ficará mais complicado.

    - Se eu contar que me apaixonei ele vai desistir de tudo e eu vou continuar sendo virgem aos 21 anos – ela riu e revirou os olhos.

    - Você não quer continuar apenas porque quer perder a virgindade. Seja honesta consigo mesma.

    - Estou sendo honesta comigo. Eu quero que seja com ele Rose. Mesmo que seja apenas uma única vez, é o que eu desejo – ela me olhou com receio e suspirou concordando.

    - Pelo menos será com alguém que você gosta de verdade. Fico mais tranquila, apesar de acreditar que ele é um cretino aproveitador.

    - Rose! – Alertei.

    - Ok. Ok. Só reafirmando a minha posição – rimos e nos empurramos com o ombro, como duas adolescentes. – Ainda assim acho que ele tem o direito de saber. Conte e diga também que, independentemente dos seus sentimentos, continua querendo que as coisas aconteçam como vocês determinaram.

    - Isso é loucura – eu não saberia nem por onde começar. Edward vai rir da minha cara, desfazer nosso acordo e ainda por cima desistir de trabalhar com meu livro na sua editora. – É loucura, Rose!

    - Loucura foi o acordo que fizeram infelizmente agora é tarde. Você não pode transar com ele pela primeira vez sem dizer o que está sentindo. Ele precisa saber.

    - Por que?

    - Porque é o certo a fazer Bella. Edward tem que saber como você se sente para conduzir tudo de forma correta.

    - E se ele desistir?

    - Se desistir será porque é o melhor para você. Pense bem, se fosse o contrário, você gostaria de saber?

   É Claro que sim. Qual relacionamento sobrevive a segredos, a mentiras? Por outro lado eu e Edward não tínhamos um relacionamento e sim um acordo onde ele se comprometeu a me ensinar a arte do sexo para que eu pudesse aprimorar minha escrita. Simplesmente isso. Nunca conversamos sobre sentimentos. Nunca permitimos que outras emoções pudessem ser inseridas neste contexto. Como explicar que eu tinha sido tola o suficiente para me apaixonar?

    - Então vocês precisam de uma desculpa perfeita para o encontro de hoje? – Rose mudou de assunto, o que me deixou mais relaxada. Era muito complicado brigar comigo mesma.

    Imediatamente as lembranças da nossa manhã, preencheram minha mente. Eu tinha ido à universidade para mais um encontro com o meu lindo professor.



***



    Ele estava perfeito como sempre, recém-saído do banho, cabelos molhados, barba feita, calça jeans e camisa preta. Seus olhos ficavam ainda mais incríveis quando usava cores escuras. Pareciam felinos. Como de hábito ele me deu um chá de cadeira me atendendo por último. Não conversamos sobre o meu material.

    - Você disse que ligaria ontem – cobrei. Pela primeira vez, desde que meus pais tinham chegado à cidade eu decidi que atenderia as ligações do meu professor e, justamente neste dia, ele resolveu não ligar.

    Edward sorriu. Reconheci vergonha e constrangimento em seu olhar, principalmente porque não conseguiu sustentar olhos em mim, muito pelo contrário. Meu professor tentava a todo custo se concentrar em qualquer outro ponto.

    - Desculpe-me!

    - Ah! – Foi só o que consegui dizer. Não entendia o que estava acontecendo com ele.

    - Puta merda, Isabella! Eu fui terrível com você ontem. Estou me sentindo péssimo.

    Essa é uma das coisas que não consigo entender nesse homem incrivelmente sexy e seguro de si. Como podia simplesmente não entender que independentemente de como agisse ou do que fizesse, eu sempre acabaria deslumbrada com a sua capacidade de me satisfazer completamente? Para ser sincera eu não conseguia acreditar que não enxergava como eu me sentia em relação a ele.

    Tudo ao meu redor parava e se tornava insignificante quando ele me olhava. Tudo perdia o sentido quando ele me tocava, nada mais me interessava. O resto do mundo deixava de existir quando ele me beijava.

    - Isabella? – Foquei seus olhos cinzentos e percebi que tinha me perdido neles.

    - Tudo bem. Eu... – sacudi a cabeça para reorganizar meus pensamentos. Edward sorriu tão tímido e sensual ao mesmo tempo! Tossi para limpar a garganta. – Eu achei aquilo tudo muito... Interessante.

    - Interessante? – Mordeu o lábio inferior roubando toda a minha atenção outra vez.

    - Sim – merda! Eu estava suando frio? Minhas mãos estavam geladas e meu estômago incomodava. O que estava acontecendo comigo?

    - Você está estranha – riu com carinho.

    - Edward... Hum! – Me mexi um pouco desconfortável. – O que acha de nos encontrarmos mais tarde... Em sua casa? – Ele me encarou por um tempo constrangedor. Puta que pariu! Passei da medida? Estava parecendo uma garota desesperada?

    - Em minha casa? – Ele bem que poderia parar de me fazer perguntas difíceis. – E o seu pai? O que vai dizer a ele? – Pensei em voltar atrás, mas se já tinha chegado a este ponto precisava continuar, ou então pareceria mesmo uma garotinha infantil e insegura.

    - Posso inventar uma desculpa – Edward se inclinou em minha direção e estreitou os olhos.

    - Pode? – Engoli em seco. Oh, droga! Confirmei com a cabeça. – Quer dizer que das outras vezes você não se empenhou realmente em arrumar uma desculpa?

    - Eh... Bem... – O que eu poderia dizer? Que tinha medo de encontrá-lo depois de descobrir o quanto estava apaixonada? De encarar a minha realidade de perto? – Eu fiquei insegura, Edward – admiti olhando para as minhas mãos. Rose tinha razão.  A verdade era importante em um “relacionamento” como o nosso.

    Ele recuou ainda me encarando mas a atmosfera se modificou. Edward suspirou forte e passou as mãos pelos cabelos. Então tirou uma carteira de cigarros do bolso e colocou-a sobre a mesa.

    - Você fuma? – Ele riu sem vontade.

    - Aparentemente sim. – Por que ele estava com raiva? Eu estava sendo verdadeira. Não era assim que deveria ser? Talvez Rose não tivesse tanta razão.

    - E então?

    - Vou estar no campus até às 15h, depois preciso passar na editora. Acredito que só conseguirei chegar em casa por volta das 18:00h.

    - Esta tentando me desencorajar? – Cruzei os braços no peito enquanto ele retirava um cigarro da carteira e brincava com ele entre os dedos. Edward sorriu largamente.

    - Não. Estou dizendo que você vai precisar de uma ótima desculpa, já que eu só estarei em casa no horário em que provavelmente o seu pai estará na sua. Será que você realmente vai se empenhar para conseguir uma desculpa para sair? – Ele ergueu uma sobrancelha me desafiando.

    Se existia uma coisa que me instigava mais do que as mãos do meu professor era ser desafiada. Ergui o queixo e o olhei sem me deixar intimidar.

    - Estarei lá professor.

    - Ótimo! Precisamos conversar sobre a absorção do seu livro pela minha editora. Existem alguns pontos a serem discutidos. Normalmente Alice faz esta parte, porém eu vou tentar te preparar para a fera. E o capítulo? – Nossa! Como ele conseguia ser tão indiferente? Na noite anterior estava cheio de desejo e irritado por não poder colocar as mãos em mim, hoje todo ansioso para discutir negócios quando eu afirmo que estarei disponível em sua casa e quem sabe em sua cama. Suspirei pesadamente.

    - Estou providenciando. Conversaremos mais tarde. Preciso ir. – Levantei juntando o meu material e tirando minha bolsa do chão.

    - Já vai? – Me sondou curioso.

    - Preciso começar a providenciar uma desculpa.

    - Vai precisar de uma – sorriu maliciosamente.

    - Vou conseguir. Aguarde-me professor.

    Saí ainda a tempo de ouvir seu riso abafado.



***



    - Preciso de uma boa desculpa, Rose – olhei para a minha amiga que sorria. Ela tinha um plano.

    - Eu tenho uma excelente: Comissão de formatura. – Seus olhos brilharam.

    - Comissão de formatura? – Ela confirmou alegremente. – Eu não faço parte. Meus pais sabem.

    - Mas eu sim.

    - Ok, Rose. Não tenho a mínima ideia de como vai conseguir me incluir nestes planos.

    - Bella! – Rose me encarou como se eu tivesse três olhos. – Eu posso inventar qualquer mentira relacionada à comissão de formatura. Hoje, por exemplo, estarei no ensaio para a entrada dos estudantes.

    - Existe um ensaio para a entrada dos estudantes?

    - Não. Mas eu estarei lá e você também. Ninguém precisa saber que o ensaio na verdade é de outra coisa. – Piscou me deixando completamente envergonhada. – Só precisamos combinar os horários.

    De repente estava tudo muito bem amarradinho. Rose tinha inventado a melhor de todas as suas mentiras e meus pais caíram. As quinze para as dezoito, eu estava pronta em meu vestido branco, curto, leve e solto, com os cabelos perfeitamente arrumados, maquiagem básica, perfume em todas as partes (cortesia da minha amiga) e no carro a caminho da casa do meu professor.



POV EDWARD



    Minha cabeça estava fervilhando de ideias, porém nenhuma me levava ao objetivo final. Isabella estava me escondendo algo, mesmo demonstrando que estava disposta a recuar ela havia, espontaneamente, se oferecido para passarmos um tempo juntos. Era confuso demais.

    A noite anterior me deixou louco de raiva. Acabei ultrapassando os limites com minha aluna e depois fiquei a madrugada inteira me torturando, por acreditar que tinha assustado a garota e que ela nunca mais apareceria. Acredito que ninguém entenderia a angustia que senti só em imaginar que Bella nunca mais voltaria. O que estava acontecendo comigo?

    O alívio surgiu quando ela apareceu para a aula, o que não era necessário, pois seu projeto já estava aprovado, faltando um capítulo ou não. Ela apareceu! Doce, suave, tranquila, como se nada tivesse acontecido. Porém eu sabia que tinha. Isabella fugiu de mim aterrorizada com as minhas atitudes. Se eu a amedrontasse mais provavelmente ela partiria de uma vez por todas.

    Decidi que não iria mais pressioná-la. A melhor coisa a fazer numa situação tão crítica quanto esta era recuar. Iria deixar Isabella à vontade para decidir como agir e aproveitaria meu tempo livre para voltar a fazer o que fazia melhor: Trabalhar!

    Mas quando ela me disse que iria a minha casa, tudo voltou a ficar confuso. Como eu, um homem maduro de 34 anos seguro de si, responsável, independente e realizado podia ficar tão perdido e indeciso por causa de uma menina de 21 anos? Principalmente quando ela implorava para que eu tirasse a sua virgindade, desistia, voltava atrás e ainda poderia voltar a desistir a qualquer momento. Principalmente quando me encontro tão perdidamente apaixonado e entregue que preciso pensar e repensar cada palavra, gesto ou atitude. Droga! Eu estava mesmo fodido.

    Ela só tem 21 anos é inexperiente, infantil, confusa, estranha... Mas surpreendentemente era a mulher que eu queria e precisava. Como poderia fazê-la entender isso se a garota fugia todas as vezes que estava pronto para falar? Do que Isabella Swan realmente precisava? Apenas sexo? Mais do que sexo? O que fazer para que ela entendesse que eu estava disposto a tudo?

    Bom... Conversar com ela sobre sentimentos estava fora de questão. Transar com ela sem ter esta conversa antes, também. O certo seria tentar fazê-la entender e a única maneira de conseguir era lhe dar a segurança necessária para que tomasse suas próprias decisões.

    Passei em uma loja de bebidas importadas e comprei um bom vinho. No mercado comprei queijos e torradas, iria aproveitar o patê de abacate que havia na geladeira. Enquanto aguardava para pagar, acessei a internet e comprei alguns filmes que estavam disponíveis na locadora virtual.

    Isabella teria um fim de tarde tranquilo e normal. Daria espaço para que ela conversasse sobre o que tivesse vontade. Teríamos um tempo para nos conhecermos melhor. Assistiríamos a um filme, beberíamos e conversaríamos como um casal normal. Se é que podemos nos considerar assim devido às circunstâncias. Era disso que eu precisava. Sentir que entraríamos no eixo e que no final tudo ficaria na mais perfeita normalidade.

    Depois de organizar as coisas tomei um banho ciente de que ela poderia aparecer a qualquer momento. Coloquei uma bermuda, camisa e fiquei descalço, muito confortável, queria que ela entendesse que poderíamos ser um casal comum como qualquer outro. Preparei a sala, conferi cada detalhe. Eu estava nervoso? Merda, eu estava ansioso, nervoso, com medo... Não me reconhecia.

    Ela chegou no horário combinado. Pude ouvir o barulho daquele monstro que chamava de carro antes mesmo que virasse a esquina. Como uma menina tímida que vivia se escondendo de todos acreditava que dirigir aquela carroça era o melhor, se cada vez que ligava o motor o mundo inteiro parava para descobrir do que se tratava? Abri a porta quando ela ainda estacionava “a coisa”. Fiz uma careta assim que desligou o motor e consegui vê-la revirar os olhos fingindo indiferença a minha aversão por aquele monte de ferrugem.

    - Se está criticando o meu carro, avise logo para que eu possa ir embora – fez cara de brava. Ri.

    - Longe de mim, Isabella – abri espaço para que ela pudesse entrar.

    Mesmo sem ter encostado um dedo nela percebi o quanto estava tensa. Imediatamente me senti do mesmo jeito. O que estava acontecendo com Isabella? Esta tensão toda era por minha culpa, por culpa do pai dela, ou ambos?

    - Então? – Tentei fazê-la falar. – Do que exatamente você precisa Isabella? – Ela me olhou apreensiva, mas tentou disfarçar.

    - Hum! – Deu as costas indo em direção à sala. Parou quando viu o vinho e as taças. – Estou atrapalhando alguma coisa? – Quando se voltou em minha direção estava pálida. Assustada.

    - Não. Por que pensa que está? – Ela apontou para a mesinha. – Ah! É para você – sorri achando graça da confusão que ela já deixava se estabelecer na sua cabecinha oca. – Se você não tem nada de importante ou urgente para tratar comigo, achei que poderíamos beber um vinho e assistir a um filme – respirei profundamente. Meu coração estava acelerado. E se eu estivesse indo longe demais? E se essa não fosse a intenção dela? “Droga, Edward! Você é um homem cara! Dá para parar de agir como um adolescente?”

    - Ah! – Ela ainda parecia confusa. – Ok! Eu realmente não tinha nada para falar apenas achei que você queria conversar comigo, e... – ela me avaliava, perdida em algum sentimento que eu continuava sem conseguir decifrar. Medo? – Você disse que conversaríamos sobre o livro e a editora...

    - Sim. Claro. Podemos conversar sobre o que quiser Isabella. Quer saber sobre o livro? – Caminhei até a mesinha e servi as nossas taças. Eu precisava mesmo de álcool. Entreguei a dela observando que continuava tensa. – Venha, sente-se aqui.

    Puxei minha aluna para o sofá. O mesmo da nossa primeira aula. Suspirei com as lembranças, ela estava tão linda e corada e... Era melhor voltar à realidade. Sua mão estava gelada. Sentamos de frente um para o outro, mas muito próximos. Bella tomou um gole tímido de sua taça e desviou o olhar. Estava estranho!

    - Bella, você quer me dizer alguma coisa? – Ela voltou a me olhar tensa e assustada demais. – O que está acontecendo? – De repente eu estava em estado de alerta.

    - Nada Edward. Só... – riu um pouco sem graça. – Não sei. Tudo isso é... Estranho – ri. Compartilhávamos a mesma ideia.

    - Concordo. Muito estranho. – Passei a mão em seu rosto acariciando sua pele clara, sem manchas ou defeitos. Ela era tão linda!

    Bella se curvou em direção ao meu toque e fechou os olhos. Inclinei-me para ela, passando a mão pelo seu pescoço e segurando sua nuca com delicadeza alcancei seus lábios. Eram macios, doces, delicados. O beijo foi rápido, mas intenso e cheio de familiaridade como deve ser com todos os casais. A sensação de paz foi imediata. Ela sorriu aceitando o contato.

    Aproximei-me ainda mais, tornando tudo mais íntimo. Passei os dedos em seu ombro, acariciando seu rosto e pescoço.

    - Você quer saber sobre o livro?   

    - Quero – Bella parecia mais tranquila. Fiquei deliciado ao perceber que o rubor voltava a sua pele e aquele sorriso doce e inocente estava novamente em seus lábios. Eu adorava isso nela.

    - Alice quer o capítulo para ontem. Estou tentando convencê-la a aguardar que você esteja livre da faculdade, afinal de contas falta muito pouco. Além do mais, precisamos de tempo, nosso catálogo está lotado e incluir o seu será uma quebra de protocolo. Ela quer arriscar, eu acho que vale a pena, agora basta você terminar o livro, discutir os termos do contrato com ela, assinar e pronto. Espero que esteja pronta para o que vem pela frente.

    - Por que?

    - Alice está apostando alto em seu livro. Acho que ela deseja quebrar um pouco o monopólio de Irina. Por isso vamos investir pesado em você, o que significa viagens, entrevistas e uma chuva de acontecimentos malucos – ri e tomei mais um gole do meu vinho.

    - Entendo – ela me encarou com olhos curiosos.

    - O que foi? – Isabella se remexeu no sofá tão desconfortável como quando chegou. – Fale comigo!

    - Você... Quer dizer... Nós... Droga! – Tomou um longo gole do vinho e depois brincou com a borda da taça. Levantei seu rosto e beijei seus lábios. Corri a linha do seu maxilar até o pescoço com a ponta do nariz absorvendo o seu perfume tão delicado quanto tudo nela.

    - Nós vamos ficar bem. Precisamos apenas separar as coisas. – Ela engoliu em seco e voltou a beber. Estava indo rápido demais. Era melhor colocar alguma coisa no estômago da garota. – Vou buscar algo para comermos.

    Levantei um pouco apressado demais. A inconstância no humor de Bella estava me deixando atordoado. Era melhor tornar a conversa um pouco mais leve. Distraí-la. Era realmente estranho agirmos como um casal normal quando a única coisa que estávamos acostumados a fazer bem eram as nossas brincadeiras sexuais. Isso era incontestável. Porém no momento tornou-se necessário agirmos desta maneira.

    De volta à sala observei que Bella continuava tensa. Seus olhos pareciam perdidos e ela brincava com a taça em sua mão. Peguei um pedaço de queijo e uma torrada com patê. Entreguei o queijo aguardando que mastigasse, assim que engoliu entreguei-lhe a torrada. Isabella riu, pegando-a a da minha mão.

    - O que é isso? Uma tentativa de evitar que eu fique bêbada?

    - A ideia é essa – sorri satisfeito com o pouco que ela tinha relaxado.

    Peguei o controle e liguei o som. Tinha planejando algumas músicas então deixei que elas preenchessem o ambiente. O som de coisas caindo e em choque chamou a atenção de Bella, depois o ritmo delicado e antigo ganhou vida, junto com a voz do cantor.


    Bella sorriu e me encarou.

    - O que é isso?

    - Chama-se música – ela riu divertida.

    - Sim, professor Cullen. Quem está cantando? Eu reconheço a música, mas não da forma que está sendo cantada.

    - Dick Brave & the Backbeats - Just The Way You Are. Eles gravam músicas atuais no melhor estilo anos 60. Eu gosto. A música ganha uma magia diferente.

    - Eu gostei – sorriu calorosamente. Aproximei-me até estar bem próximo dos seus lábios e cantarolei baixinho.

    - “Quando eu vejo o seu rosto. Não há nada que eu mudaria. Pois você é incrível. Exatamente como você é. E quando você sorri. O mundo inteiro para e fica olhando por um tempo. Pois, garota, você é incrível. Exatamente como você é”.

    Beijei seus lábios, com carinho e desejo. Isabella Swan me desconcentrava, levando-me a um mundo até então desconhecido. Sua forma de agir, às vezes tímida, outras ousada, seus sorrisos, suas colocações, a forma direta como tratava assuntos que deveriam ser constrangedores, tudo isso me encantava.

    Ela reagiu bem ao beijo deixando-se envolver, permitindo meu acesso com facilidade. Mas eu não queria aprofundar. Não queria que tivéssemos mais um momento de brincadeiras não deixaria que chegasse a este ponto, apesar de já estar muito excitado.

    Afastei-me com cuidado, acariciando seus cabelos e beijando seu rosto. Deixei que meus dedos descessem pelas suas costas e brincassem um pouco em seu braço. Era um momento único, íntimo, mas sem a intimidade que estávamos acostumados. Mesmo assim era incrivelmente gostoso.

    - “Os lábios dela, os lábios dela. Eu poderia beijá-los o dia todo se ela me permitisse. A risada dela, a risada dela. Ela odeia, mas eu acho tão sexy”.

    Repeti uma parte da música que eu achava que se encaixava perfeitamente em Isabella Swan. Bella riu, deixando-me ainda mais deslumbrado.

    - Estive pensando em uma coisa, Bella – ela apoiou o braço no encosto do sofá e a cabeça no braço observando-me atentamente. – Dentro de um mês estarei na Feira do Livro de Frankfurt. É um grande evento, acho que você já sabe – peguei mais um pedaço de queijo colocando diretamente em sua boca. Isabella recebeu sem contestar. – Eu gostaria muito que fosse comigo. Quer dizer... – Acrescentei rapidamente, devido à forma como seus olhos cresceram. – Alice vai estar lá também e com certeza conseguirá fazer uma grande divulgação do seu trabalho. Obviamente será apenas uma parte mínima já que, com certeza, não teremos nem um terço do trabalho pronto, porém já poderemos fazer com que as pessoas a conheçam. Então...

    - O que eu faria lá? Como você disse será apenas uma divulgação superficial. Minha presença não é importante, e... Por que exatamente você quer que eu vá? – A ruga entre as suas sobrancelhas ficou mais acentuada. Sorri. Bella era tão ingênua!

    - Porque sei que será bom para você, para o seu livro e para mim. – Depositei um beijo doce no canto de seus lábios depois mais um em seu pescoço. Ela não recusou minha investida.

    - Meu livro é apenas uma hipótese. Pode acontecer ou não. Como poderia ser bom para você? Digo, em se tratando de um evento tão importante como este. – Ela virou o rosto no exato momento em que eu buscava por seus lábios. Ok. Estava sendo uma tortura me controlar o. Dei-lhe um beijo profundo, intenso e rápido, suficiente para fazê-la parar de perguntar tanto.

    - Nós poderemos ficar juntos... – murmurei e dei um beijo leve em seus lábios. - Trabalhar um pouco... – beijei seu rosto – namorar um pouco... – mordi levemente o lóbulo da sua orelha. Bella estremeceu deixando-me deliciado.

   Busquei seus lábios e novamente não encontrei resistência da parte dela. Com a mão espalmada em suas costas puxei-a em minha direção. Segurei em sua nuca e aprofundei nosso beijo. Droga! Eu gostaria de poder ir mais além. Minha aluna gemeu em meus lábios. Eu sabia exatamente como ela estava queimando por dentro. Tal constatação me deixou atordoado. Obriguei-me a me afastar.

    - Edward! – ela reivindicou buscando meus lábios. Ri feliz com o nosso entrosamento.

    - E então, você irá ou não? – Bella abriu os olhos me encarando. Puta que pariu! O que havia de errado?

    - Edward eu... – balançou a cabeça negando alguma coisa, depois me lançou um sorriso que era um misto de inocente e travesso. Lindo! – Em um mês? Então nós já... Quer dizer... A formatura é daqui a alguns dias. Devo acreditar que terei algumas aulas extras? - Ri da forma como ela se referia ao fato de já estarmos transando ou não. Ela ficou séria. – Você não desistiu, não é? – Mordi os lábios. – Edward? Minha formatura acontecerá em alguns dias, nós combinamos...

    - Não é nada disso, Bella – interrompi antes que ela colocasse tudo a perder. – Não existe um prazo definido. Nós vamos transar – enfatizei. – Onde e quando você quiser – acariciei o seu rosto, atento a todas as suas expressões. - Mas eu preciso que você esteja completamente segura quanto a sua decisão.

    - Eu...

    - Bella! Você está com medo. Sei que está. Dá para ver em seus olhos. E posso jurar que seu medo não é do que vai acontecer, é algo mais profundo. Que não quer me contar. Sei que quando estamos juntos... de maneira mais íntima... Você se entrega e deseja muito que aconteça. Mas, Bella... existe um antes e um depois. Não quero que se arrependa.

    Pela forma como ela me olhava, atenta, com a boca levemente aberta, ficou bem claro que eu tinha ido exatamente ao ponto. Bella estava mesmo com medo. Como desfazer este sentimento?

    - E quanto às aulas extras – sorri quebrando um pouco da seriedade das minhas palavras. – É bem verdade que quando finalmente começarmos a transar você ficará “zerada” de conhecimento – ela sorriu levemente. – Não dá para comparar algumas aulas de entrosamento com a prática real dos fatos. Eu quero que saiba que acontecerá somente quando você quiser. – Ela abriu a boca para falar. Fui mais rápido colocando o indicador em seus lábios para silenciá-la. – E quando estiver pronta para me contar o que realmente está se passando por esta cabecinha linda que não serve apenas para pensar nas obscenidades que escreve.

    Bella engoliu em seco desviou os olhos e começou a ficar vermelha. Tão vermelha que fiquei confuso com sua reação. Era algo bom ou ruim o que ela queria tanto me dizer? Por que estava evitando?

    - Você tem razão – ela começou. – Eu me sinto preparada e tenho a certeza de que quero que seja com você, mas... – mordeu o lábio inferior, perdendo-se em pensamentos.

    Quase interferi. Quase. Ela recomeçou a falar quando pensei que não suportaria mais o seu silêncio.

    - Edward – voltou a me olhar nos olhos. Fiquei tenso. – Eu acho... Acredito que... Isso que existe entre nós dois... Não sei se posso chamar de relacionamento – riu um pouco nervosa.

    - Por mim, tudo bem. Dê o nome que achar melhor.

    - Ok. – puxou o ar com força. – Nada entre nós aconteceu da maneira convencional. Na verdade é um acordo mais parecido com um contrato do que com um relacionamento de fato.

    - Bella...

    - Deixe-me continuar – pousou sua mão em meu peito. Meu coração estava disparado. Ela percebeu. – Para que chegássemos até aqui tivemos que nos basear na verdade e na confiança, ou nada seria possível. Eu confio em você e preciso ser sincera e preciso que você me prometa que o que vou dizer agora, não vai interferir em nosso acordo. Preciso que confie em mim. Que acredite quando eu digo que não quero que nada mude.

    - Eu confio em você e acredito.

    - Prometa que nada vai mudar – sua voz era baixa e sofrida, quase uma suplica. Fiquei com medo do que ela iria me dizer.

    - Prometo! Eu prometo Bella! – Ela respirou tensa mais aliviada. – Agora diga! – Segurei em seu queixo exigindo o seu olhar. Ela sustentou por um tempo, se afastou pegando a taça de vinho e virando todo o conteúdo de uma só vez. Puta que pariu! O que ela tinha para me dizer?

    - Eu sei que não deveria ser assim. Estou ciente que você me avisou de todos os riscos e que eu insisti para que aceitasse participar desta loucura. Eu... – ela voltou a me encarar. Hesitante. Os olhos cheios de lágrimas.

    - Fale Bella – insisti. O coração disparado. A angústia me dominando. Estava difícil respirar.

    - Edward, eu... – baixou a cabeça encarando suas mãos. – Eu me apaixonei por você!

    “Eu me apaixonei por você”. As palavras ecoavam dentro de mim com badaladas fortes e intensas. Uma mistura de sentimentos me confundia. O ar ficou suspenso e preso nos pulmões. “Eu me apaixonei por você”. Então era isso? Era por este motivo que estava fugindo? Meu Deus! Como Bella era inocente. Ela não conseguia ver que meus olhos refletiam o que eu sentia por ela?

    - Eu sei que você não esperava por isso. Eu... Desculpe-me Edward! Eu não imaginava que... Por favor, não desista! Eu vou saber lidar com este sentimento depois... eu...

    - Bella! – A encarei sem saber ao certo se tinha conseguido captar tudo o que ela estava dizendo. – Foi por causa disso que você fugiu? – O que estava acontecendo comigo? Por que simplesmente não dizia que também havia me apaixonado?

    - Foi. Eu tive medo do que aconteceria depois. Também tive medo de que você descobrisse e me evitasse. Droga, Edward! Eu não quero que seja diferente. Quero que seja com você – lágrimas rolaram de seus olhos escorrendo pelo rosto.

    - Bella! – Suspirei, secando suas lágrimas.

    - Você prometeu que nada iria mudar – suplicou.

    - Não vai. – As palavras estavam presas em minha garganta. Por que simplesmente eu não as dizia? – Nada vai mudar. – Puxei seu rosto beijando-a com devoção.

    “Eu me apaixonei por você”. As palavras ainda dançavam no meu interior. Eu estava feliz? Sim. Muito feliz. Estava me sentindo leve, completo, realizado. Sabia exatamente a extensão dos meus sentimentos, apenas não conseguia externá-los.

    Bella se entregou ao beijo como nunca. Foi um beijo apaixonado repleto de emoção e sentimentos. Nós nos buscávamos com as mãos e com os lábios. Sua perna passou por cima da minha estreitando a distância entre os nossos corpos. Eu a segurei, levantando seu corpo e encaixando-a em mim. Coloquei-as de frente para mim sobre minhas pernas como na primeira vez em que tivemos momentos iguais a este.

    Deslizei minhas mãos pelas suas costas, passando-as para dentro do seu vestido curto e solto, me apossando da sua bunda puxando-a de encontro a minha ereção. Bella gemeu e se mexeu causando um atrito delicioso entre nossos sexos. Nossas línguas dançavam em movimentos lentos, saboreando cada toque como se fossem únicos.

    Então a campainha tocou! Alice e Jasper. Por algum tempo me esqueci que, na minha tentativa de dar a Bella um encontro normal acabei convidando minha irmã e meu amigo para assistirem um filme ou apenas beber um vinho. Um encontro entre casais. Em nenhum momento do dia imaginei que me arrependeria daquela decisão.

    Puta merda!

    Bella se afastou com relutância. O rosto afogueado e a respiração pesada. Nos encaramos reconhecendo o sentimento que nos dominava.

    - É Alice. Eu disse que você viria. Convidei Jasper e minha irmã para beberem alguma coisa e assistir a um filme... – O desapontamento era nítido em seus olhos. – Desculpe! Eu pensei que deixaria você mais confortável. – Passei as mãos em seus cabelos e beijei seus lábios com doçura. Bella sorriu, saindo de cima de mim e ajeitando seu vestido. Levantei, colocando-me ao seu lado.

    - Pelo visto o mundo inteiro conspira para impedir que eu perca a minha virgindade! – Ri balançando a cabeça.

    Fui até ela abraçando-a e beijando seus lábios. A campainha soou novamente lembrando-me dos convidados.

    - Não precisamos ter pressa – sussurrei em seu ouvido. Ela sorriu e eu fui abrir a porta.

   

POV BELLA



    Edward caminhou para a porta e eu quase dei pulinhos de alegria por ter contado tudo sem que ele desistisse de levar nosso plano adiante. Bom... Meu professor pareceu um pouco atordoado, no entanto sua reação foi melhor do que eu poderia imaginar. E o que foi aquele amasso? Toquei meus lábios, ainda sentindo o calor dos dele surpresa por me sentir tão bem.

    - Pelo visto estamos atrapalhando. – Jasper entrou fazendo gracinha enquanto Edward abraçava a irmã que segurava uma garrafa de vinho numa das mãos.

   - Cale a boca, Jasper! – Esbravejou meu professor ao fechar a porta.

   - Bella! – Alice veio em minha direção e me abraçou com intimidade. – Como anda o nosso livro? Estou ansiosa para começar a trabalhar nele.

    - Não sei como ela vai conseguir terminar, amor. Edward está monopolizando o tempo da garota. – Edward deu um soco leve no braço do amigo e deu risada. Pareciam duas crianças.

    - Na verdade eu trabalhei ontem no capítulo. Consegui escrever bastante, estou pensando em dois finais. Decidi escrever os dois e depois decidir qual ficará melhor.

    - Eu sei que não deveria, mas posso te ajudar a escolher? – Os olhos da irmã do meu professor brilhavam.

    - Você realmente não pode fazer isso, Alice. – Edward passou entre nós duas e colocou a mão em minha cintura. Foi impossível não notar que os olhos de Alice e Jasper acompanharam seu movimento e que os dois sorriram largamente. Fiquei muito sem graça.

    - Mas eu posso enviar os dois para você – Edward revirou os olhos sorrindo para a irmã.

    - E então? O que estavam fazendo – Alice passou os olhos pela sala.

    - Pergunta indiscreta amor – Jasper riu e beijou o topo da cabeça da esposa.

    - Jura? – claro que Alice não estava nem um pouco constrangida.

    - Estávamos esperando vocês – Edward me socorreu.

    - Vamos assistir a um filme? Conversar? Encher a cara? – Jasper já estava indo em direção à cozinha em busca de taças. Edward o acompanhou. O ouvi dizer.

    - O que as garotas preferirem – e ele também sumiu.

    Ficamos apenas eu e a irmã do meu professor.

    - Quer dizer que você e Edward estão se acertando? – Ela me puxou para o sofá, onde antes eu estava quase transando com o irmão dela.

    Fiquei envergonhada com a pergunta. O que poderia responder? Não. Eu e Edward temos um acordo e o estendemos um pouco mais para que possamos transar até a exaustão. Claro que não poderia dizer aquilo a Alice.

    - Não sei. Estamos em um processo de... Reconhecimento – sorri e ela retribuiu.

    - Ele gosta de você – revelou sem esperar que eu estivesse preparada.

    - Bom... Não sei – admiti.

    - Mas eu sei – rebateu sem tirar os olhos de mim.

    - O que você sabe bruxinha? – Edward entrou na sala trazendo o vinho e Jasper as taças.

    - Que o livro de Bella será um enorme sucesso – sorriu tranquilamente sem demonstrar a mentira que estava dizendo. Como Alice conseguia ser tão dissimulada! Tudo bem. Era melhor mesmo que Edward não soubesse o que ela tinha acabado de me dizer.

    Ele serviu o vinho colocando pouco em minha taça. Estreitei os olhos, ele nem ligou e continuou conversando.

    - Eu já disse a ela. Aliás, Alice eu convidei Bella para nos acompanhar a Frankfurt. Acho que seria interessante.

    - Seria muito mais do que interessante – Alice respondeu animada. – Já estou com a cabeça cheia de planos.

    - Seria interessante e... – Jasper olhou inocentemente para Edward – Prazeroso.

    Meu professor engasgou, mas deu risada. Sem nada acrescentar. Puta merda! Eu devo ter ficado que nem um tomate.

    - Você vai gostar Bella. Só não sei como ficará depois de algumas horas ao lado de Alice. Ela vai fazer você andar e falar com cada pessoa que estiver lá. – Continuou sem se preocupar com o meu embaraço. – Depois você estará tão acabada que não conseguirá fazer mais nada. – Edward riu, acompanhado de Alice.

    - Jasper! Não assuste a garota. Teremos longos dias para planejar. Principalmente agora que vamos passar o feriado juntas.

    - Vamos?

    - Vão?

    Eu e Edward falamos praticamente ao mesmo tempo. Alice era louca ao ponto de programar até isso?

    - Ah, vocês ainda não sabem? – Ela piscou, parecendo sem graça pela primeira vez, com o que tinha acabado de revelar.

    - Do que exatamente não sabemos? – Edward ficou mais atento.

    - Bem... Achei que nosso pai tinha te ligado para contar a novidade.

    - Vá direto ao ponto, amor – Jasper interferiu. Naquele instante eu tive dúvidas se seria uma coisa boa.

    - Nosso pai convidou Charlie e, consequentemente a família, para passar o feriado no rancho. E ao que parece seu pai confirmou Bella – respirei aliviada. Era somente isso?

    Rose estava sob controle e agora me apoiava. Jack fazia o que eu pedia. Meu único problema seria controlar meu pai, além de evitar que ele percebesse qualquer coisa.

    - Não é tudo – Jasper provocou. Alice fez uma careta para ele. Edward olhou rapidamente para mim. Voltei a ficar tensa.

    - Ok. Vocês sabem que eu tinha convidado Irina para passar o feriado conosco. Eu estava tentando convencê-la a assinar o contrato, então... Parece que teremos um feriado entre vários... Amigos.

    Fiquei lívida. Passaria o meu feriado ao lado de Edward sem poder encostar nele e, ainda por cima, assistindo calada às manobras daquela vaca para tirá-lo de mim. Merda!

    Edward levantou a mão em minha direção, eu a segurei e ele me puxou para si enlaçando minha cintura e beijando o alto da minha cabeça.

    - Vamos assistir a um filme? – Sugeriu olhando intensamente para a irmã. Alice mostrou a língua como uma criança birrenta. Edward me soltou e foi ligar a TV.

    - Não se preocupe Bella. – Jasper se aproximou com cara de compaixão. - Serão três dias de puro prazer. Aliás, acho que no seu caso... – entortou a boca me avaliando – Um dia de nem tanto prazer, mas depois deste... – ri da forma debochada como ele deixava bem claro que sabia de tudo. Edward estreitou os olhos em minha direção a boca meio aberta e a cara de pura reprovação e divertimento.

    - Você sabe que ele está usando o duplo sentido para te constranger, não é?

    - Sei – ri. – Mesmo assim não deixa de ser engraçado – Alice riu alto e Jasper a acompanhou.

    - Viu só Edward? Bella gosta de mim – piscou para o amigo.

    - Só Edward leva a vida tão a sério – meu professor deixou de prestar atenção na gente e voltou para a TV. - Por que você não insiste para que Edward termine o livro dele, Bella? Ele abandonou o projeto apesar de estar excelente.

    - Eu não... Não sabia que Edward escrevia – estava complicado me concentrar com tantas informações. Edward escrevia?

    - Sim. Ele é um grande escritor. Seu livro estava ficando incrível – senti mãos largas voltarem para a minha cintura.

    - Não diga besteira, Alice – repreendeu a irmã.

    - Você estava escrevendo um livro? – Ele suspirou e sorriu.

    - Estava. Vamos assistir a um filme? É só escolher – encerrou o assunto.

    - Ok, crianças! Vou apagar as luzes. Está terminantemente proibido amassos e mão boba nesse sofá. Quem quebrar a regra veste a roupa e vai embora. – Comecei a rir quase que instantaneamente. Edward também riu balançando a cabeça reprovando o amigo.

    Sentamos no mesmo sofá em que estávamos. Edward colocou um pé sobre ele e me posicionou no meio de suas pernas me abraçando pela cintura e me acomodando em seu peito. Uma posição típica de namorados. Meu coração se aqueceu.

    Deixamos que Alice e Jasper escolhessem o filme. Eles ficaram sentados no chão, encostados no outro sofá agarrados como dois adolescentes apaixonados. Assim que Jasper apagou a luz, Edward começou a beijar meu pescoço, discretamente e sem pressa numa tortura deliciosa.

    - Cheiro bom – sussurrou em meu ouvido.

    - Chama-se banho – tentei manter a voz baixa. Ele riu acariciando meus braços com toques suaves que me deixaram completamente acesa.

    Assistimos ao filme, confesso que não estava conseguindo me concentrar muito bem. Recapitulando o meu dia: Ofereci-me para ficar com ele durante a noite, fui recebida como se fossemos um casal de verdade, Edward estava estranhamente carinhoso, confessei que estava apaixonada e nem assim ele recuou, estávamos tendo um encontro entre casais... O que mais faltava para acontecer?

    - Por que você parou de escrever? – Murmurei sem conseguir me manter indiferente a esta revelação. Edward suspirou interrompendo sua carícia em meu braço.

    - Porque eu tive o mesmo problema que você. Só que não tive como encontrar ajuda – Puta merda! Como assim?

    - Você não tinha experiência suficiente com sexo para conseguir descrever? – Estava chocada demais para ficar calada. Tentei me virar para encará-lo Edward me deteve prendendo meu corpo ao seu e colando os lábios em minha orelha.

    - Eu conhecia muito bem sobre o sexo, mas desconhecia completamente o amor – suas palavras causaram arrepios em minha pele. Senti meu coração disparar. – Mas esta semana... Eu voltei a escrever. – Minha respiração ficou presa. – Agora preste atenção no filme.

    Meus olhos ficaram congelados na TV. O que ele quis dizer com aquelas palavras? Ele não acrescentou nada apenas enterrou o rosto em meus cabelos e beijou minha nuca encerrando o assunto. Eu não sabia o que fazer nem no que pensar. 

7 comentários:

Renata Lamela Lenke disse...

Você esta de brincadeira que vai parar aí...bem aí na hora fofa !!!!! Já disse que te odeio hoje ?! Estamos em uma relação de amor e ódio !!!! hahahaha Lindona, amei o capitulo...como sempre perfeito e super fofo !!!! Já te disse e torno a repetir..amo a sua escrita !!!!!!!!!!! bjssss

Claudia Mendes disse...

Eu achei lindo e encantador o modo como ele disse q parou de escrever pq não sabia como falar d amor, mais q durante a semana voltou a escrever...rsrsrs! Será q Bella não vai se tocar q ele tb está apaixonado?

Agora to com medo desse feriado, com Irina atrapalhando os dois... Espero q vc seja bozinha com eles Tati e não deixe essa vadia atrapalhá-los!!!!

P.S Obg por nos atender e escrever tão rápidooooooooooooo esse capitulo! Amo vc... Amei o capitulo!!!! ;)

Tatá disse...

Olá Tatiana. Dizer que estou apenas feliz para descrever o estado que estou se torna insuficiente, a surpresa que tive ao acessar seu blog *o que faço diariamente, inúmeras vezes* e ver que havia uma nova postagem, foi tamanha e gratificante, obrigada por atender os pedidos desesperados de nós leitoras e desde já afirmo que não me importaria nenhum pouco que isso tornasse rotina e as atualizações ocorressem a cada semana ;) Sobre o livro de Bella se trata de um romance-adulto baseado na história Função CEO, eu achei mais uma das maravilhas que sua alma de escrita de sucesso poderia criar, parabéns Tatiana! Eu super apoio essa ideia...
Apesar de ser uma perva assumida, eu também sou uma apaixonada e valorizo demais gestos puros de carinho e demonstrações de afeto, fiquei "in love" com esse capítulo, e foi maldade sua parar logo ai, ansiedade me define no momento. E sobre a primeira vez da nossa amada Bella com nosso sedutor professor? Eu estou desesperada para que isso aconteça e algo me diz que a relação de professor e aluna haverá uma troca ainda mais intensa de experiencia sexual e amor verdadeiro.
Por favor Tati, nada de torturar nosso casal preferido nesse final de semana, tratemos de colocar Irina no seu devido lugar e de acalmar os ânimoa de nosso chefe Swam. Ah apenas mais uma coisinha, estou apaixonada por esse jeito de Jasper safado/direto/desbocado, haha <3 Beijoa de luz Tati torcendo para que tudo der certo na publicação dos seus livros, obrigada.

Michele Mello disse...

Fiquei enlouquecida!!!Que capitulo é esse???Estou enlouquecendo ,por favor não me deixe nessa agonia muito mais tempo...ansiosa por mais aulas...necessito!!rsrsrsrs Parabéns!!!Bom d+!!

Adriana Eves disse...

Meu Deus ..... Sem palavras

Any Athayde disse...

aii amei esse capítulo, gente que tudo esse final, tadinha da Bella com essas inseguranças dela ... eu amo esses dois :)

Valeria Jorge disse...

Que capítulo fofo... amei... o amor deles é lindo e engraçado ao mesmo tempo, pois eles têm medo desse sentimento não ser correspondido. Bela deu o primeiro passo, após várias tentativas fracassadas do Edward e agora ele não soube dizer que também estava apaixonado, rsrsrs. Tatiana você é uma excelente escritora, estou cada vez mais apaixonada e ansiosa pelo lançamento de Função CEO. Bjs.

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