O professor - Capítulo 13

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Oi meninas! Mais um capítulo, meigo, fofo e hot rsrsrsrsrs Acho que consegui a medida certa desta vez. Vamos as desculpas rsrsrsrs Então... Aconteceu uma coisa que acabou atrasando o capítulo, mas a culpa é toda minha, confesso. Eu escrevi o capítulo no tempo certo para postar com uma semana, mas aí a internet aqui da minha casa resolveu me deixar por 4 dias (muita sacanagem). Como não tinha como postar e nem como enviar para a Mariza, deixei o capítulo guardado. Quando a internet voltou, a tonta aqui, que vcs vão matar depois disso, simplesmente esqueceu que estava com o capítulo pronto e aguardando correção, e só foi lembrar deste detalhe depois de dois dias. Como eu não tinha dito nada a Mariza, ela achou que eu não escreveria, e aí aproveitou para colocar a vida dela em ordem, já que eu bagunço todo o horário da coitada rsrsrsrsrsrs Aí a Mariza não tinha como corrigir o capítulo e só pode me entregar hoje. Por isso peço perdão a todas pois sei como é doloroso aguardar por um capítulo. Eu tb leio fics e quando a autora não posta eu fico meia que... Bom vcs sabem como é isso kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Então aproveitem. Volto a falar do grupo lá no face "Fanfics Tatiana Amaral", lá eu coloco pedaços da fic assim como dos livros. Quem quiser é só pedir para ser add. O grupo é secreto, ou seja, podemos liberar geral rsrsrsrsrsrsr Bjs e comentem


    Estava deitada de barriga para baixo em minha cama assistindo Alice brincar com o meu computador. Edward tinha razão. Ela era uma força da natureza. Quando soube que eu já tinha terminado o livro correu para a minha casa não me dando a chance de esconder dela.

    Meu pai estranhou a nossa amizade, afinal de contas, Alice é mais velha do que eu. Não muito, mas é. E, ainda por cima, não fazia parte do meu círculo social. Mal sabia ele que eu não tinha um. Apesar de estranhar, ele adorou a presença da irmã do meu... Hum! Como classificar Edward em minha vida?

    - Meu Deus do céu! Esse homem é tudo de bom! Você vai escrever uma continuação não é? – Ela não conseguia ficar parada.

    Deitada em minha cama, com os pés dobrados para cima e balançando, se mexendo como uma criança impaciente, Alice parecia mais jovem do que eu. Ela realmente estava adorando o livro e a sua empolgação me contagiava.

    Por outro lado minha cabeça não parava de voltar à noite passada quando Edward disse aquelas palavras me deixando mais confusa do que nunca. O que ele quis dizer com aquilo? Ele falou de amor para mim? Não. Claro que não. Se ele estivesse gostando de mim teria dito quando eu confessei que estava apaixonada. Mas ele não disse nada.

    Merda! Minha cabeça estava uma doideira só. Pelo menos ele tinha concordado em dar continuidade ao nosso plano. E o melhor não precisávamos mais esperar pela formatura, bastava apenas que eu não tivesse medo. Como tinha finalmente conseguido dizer o que sentia e não fui punida por isso, não havia mais motivos para esperar. Poderia acontecer inclusive naquele dia mesmo. Como ele disse: Onde e quando eu quiser. Ok. Eu quero. Só bastava definir onde e quando.

    - Vamos ouvir a música que estava tocando antes de eu chegar e te atrapalhar.

    - Alice, não... – não deu tempo. Ela rapidamente clicou e a música recomeçou “Will you still love me tomorrow”.

Fiquei vermelha imediatamente. Alice não deixaria passar batido. ( http://www.youtube.com/watch?v=USrflLJfZBE )



    - Hum! Leslie Grace? Eu gosto. – Ela estreitou os olhos. – Influência de Edward? – Fui ficando cada vez mais vermelha.

    - Não. Na verdade ele me apresentou uma banda legal ontem e resolvi procurar por cantores mais originais e encontrei a Leslie. – Desviei o olhar me sentindo completamente envergonhada.

    - “Eu gostaria de saber se seu amor é amor mesmo. Que eu possa ter certeza. Então me diga agora que não perguntarei novamente. Você ainda me amará amanhã?” – Cantarolou inocentemente. Meu rosto pegou fogo.

    Puta merda! Eu estava pensando em Edward e em nossa situação quando encontrei esta versão da música. Ela se encaixava tão perfeitamente em nossa história que a repeti várias vezes.

    - Então... – Alice começou. – Você e Edward estão bem – afirmou.

    - Alice, eu não sei até onde seu irmão te contou sobre nós, mas posso garantir que não é tão simples quanto você imagina. – Ela me olhava com atenção. Oh, Droga! Alice também sabia. Merda! E Edward se fazendo de “senhor da razão” por eu ter contado aos meus amigos.

    - Acredito que qualquer que tenha sido o motivo para vocês dois embarcarem nesta loucura já foi superado pelos sentimentos que agora os unem. – Balancei a cabeça rindo da afirmação dela. Bom... Eu estou apaixonada, mas Edward... Não sei.

    - É... Complicado.

    - Você gosta dele? – Revirei os olhos e enterrei a cabeça nas mãos, rindo nervosa. – Oh, céus! Você está completamente apaixonada! – Ela riu e bateu palminhas. Tão infantil! – Não se envergonhe Bella. Isso é maravilhoso! Você gosta dele e ele de você. Perfeito!

    - Não é como você está pensando – afirmei.

    - Nunca tinha visto Edward se comportar ao lado de alguém do jeito que ele estava com você ontem. Ele sempre foi tão... Frio, impessoal, distante... Sempre foi Edward.

    Eu não conseguia imaginar esse Edward. Comigo ele era tão quente, atencioso e preocupado. Tudo bem que no inicio ele foi difícil, mas assim que percebeu que eu realmente precisava da sua ajuda começou a trabalhar de maneira a permitir minha presença em sua vida. Aquilo tinha sido tão carinhoso da parte dele.

    - Devo confessar que nem sempre foi assim, mas ultimamente ele anda mesmo se importando com a qualidade dos nossos encontros e... – Meu telefone apitou avisando a chegada de uma mensagem.

    “Pensando em você. Edward” – Só ele mesmo para assinar seu nome completo numa mensagem tão curta. Ri sozinha.

    - Notícia boa? Posso apostar que é uma mensagem do meu irmão certinho. – Certinho? Definitivamente Alice não conhecia Edward. Se eu contasse para ela as coisas que ele fazia comigo, tiraria de sua cabeça esta ideia equivocada.

    - Sim. Uma mensagem fofa e meiga do meu professor Edward. – Ela suspirou teatralmente depois riu.

    - Pois é. Meu amado irmão derreteu a geleira que tinha no peito e sucumbiu aos seus encantos. Agora me conte menina que tipo de coisas você anda fazendo para enlouquecê-lo desta maneira? – Ela piscou me deixando outra vez vermelha demais para o meu gosto.

    - Na verdade... Não posso falar sobre isso – ela riu alto.

    - Ah! Qual é? Troca de informações entre amigas. Todo mundo faz isso. Eu te conto o que ando fazendo com o meu marido e você me conta o que faz com o seu... Namorado.

    - Ele não é meu namorado e nós não... – Outra mensagem. Desta vez no What's up.

    “Está on?” – Novamente revirei os olhos. Claro que eu estava. Ele não viu?

    - Então? – Ela arqueou a sobrancelha aguardando. Suspirei e deixei o celular de lado.

    - Alice, eu sou virgem! – Falei com mais facilidade do que eu imaginei ser capaz.

    - Puta que pariu! – Seus olhos ficaram imensos. – Puta merda, Bella! – Então uma expressão divertida apareceu em seu rosto. – Não acredito que meu irmão, aquele filho da puta, falso moralista, que já comeu metade da cidade está de quatro por uma virgem? Puta que pariu! – Começou a rir. – Desculpa! Não dá para ficar indiferente diante desta informação – e começou a gargalhar.

    - Ok, Alice!  Esse é o momento em que eu coloco você para fora do meu quarto – ameacei. Ela levantou as mãos se rendendo ainda rindo.

    - Bella, não estou te ridicularizando por ser virgem. Eu casei virgem. Claro que não por minha vontade e sim pelo fato de Edward, o mesmo filho da puta que tenta te comer e Emmett, o filho da puta que come a Rosalie como se o mundo fosse acabar amanhã, forçaram Jasper a fazer desta forma. Eu deveria tentar convencer você e Rose a entrarem para um convento, só para me vingar deles. – Ri. Alice era uma comédia.

    - Edward não está tentando me comer, Alice. Na verdade... – outra mensagem.

    “Por que não fala comigo? Alice ainda está aí?”

    Digitei rapidamente uma resposta “Ah sim. Digamos que ela está se divertindo muito a minha custa”.

    - Bella, você é muito confusa. Agora entendo porque Edward ultimamente está sempre indeciso, sem saber como agir – continuou rindo. – O filho da puta, está apaixonado por sua aluna, que ainda por cima é virgem – falou debochada. – Era tudo o que eu queria ver nesta vida – e recomeçou a rir.

    - Alice!

    - Pronto. Parei. Não vou mais falar sobre isso – me encarou com olhos imensos. Ficamos alguns segundos assim até que ela explodiu em nova crise de riso.

    - Já chega. Rua, Alice, ou então vou mandar seu irmão te pegar.

    - Ai que medo! – Continuou rindo. – Tenho mesmo que ir. Você pode mandar este capítulo para o meu e-mail?

    - Não. Ainda não me decidi quanto ao final.

    - Mas está perfeito. Final feliz. Como todo mundo sonha.

    - Se formos dar uma continuidade ao livro, acredito que um final triste com esperança de felicidade pode ser mais instigante – ela inclinou a cabeça um pouco, exatamente como Edward fazia e suspirou.

    - Acho que você tem razão.

    - Eu sempre tenho – sorri amavelmente.

    - Ok. Escreva o outro final e me envie os dois. Voltaremos a discutir esse assunto após o feriado. – Ela levantou calçando os sapatos. Pegou a bolsa enquanto eu ajeitava minhas roupas para acompanhá-la à porta e se virou rapidamente em minha direção. – Bella?

    - Sim. – Olhei curiosa para a irmã do meu professor que me encarava com seriedade.
  - Acho que precisamos conversar um pouco sobre sexo e virgindade – falou decidida voltando a se sentar na cama. Revirei os olhos. Seria uma tragédia.



POV EDWARD.

                                                            

    Bella não estava respondendo minhas mensagens. Eu queria combinar com ela sobre o feriado. Tinha consciência de que Irina não facilitaria em nada. Precisava conversar com Bella para juntos encontrarmos uma forma de manter a confiança um no outro para talvez conseguirmos sobreviver a três dias de pressão tanto do pai dela quanto da minha melhor autora.

    Não me sentia frustrado, como sempre ficava quando não conseguia falar com ela direito. Depois do que ouvi dela na noite passada, tudo tinha mudado dentro de mim. Sentia-me mais seguro, confiante. Entendia melhor a insegurança dela e, se isso era possível, passei a desejá-la ainda mais. De uma maneira quase insuportável.

    Precisava dizer que estava decidido a conversar com o pai dela e conseguir sua permissão para namorarmos durante o feriado. Só de me imaginar como um adolescente pedindo para namorar a filha de um ex-combatente do exercito, minhas mãos já ficavam suadas. Que merda! Por que as coisas não podiam ser mais fáceis?

    Passei o dia na editora. Precisava adiantar alguns processos para poder encaixar o livro da Bella. Havia o problema do livro da Irina. Ela ainda não tinha dado uma resposta e precisávamos que ela assinasse. Esta questão eu deixaria aos cuidados de Alice. Irina queria algo que eu não podia dar a ela, o melhor a fazer era me manter afastado. Sem contar que eu já sabia como Bella ficava quando se sentia ameaçada e não queria enfrentar aquela situação novamente.

    Eu queria era ficar em paz, com Bella em meus braços, sem precisarmos nos esconder. Namorar escondido era um dos pontos que eu não gostei na minha adolescência. Por outro lado tudo tinha o seu devido tempo. Com certeza permaneceríamos nesta situação mais algum tempo já que ela precisava se formar e se desvincular de mim, pelo menos como professor e aluna e se acertar com a editora.

    Ainda havia um longo caminho a percorrer.

   Não sei quanto tempo fiquei imerso em meu trabalho, de repente Alice entrou na sala, da maneira intempestiva como só ela sabia fazer e parou diante de mim me encarando com olhos severos.

    - Posso usar o seu computador? – O que?

    - Estou trabalhando, Alice – censurei a minha irmã.

    - Serão menos de cinco minutos. Preciso te mostrar uma coisa. – Afastei-me um pouco, para que ela pudesse virar o aparelho em sua direção e observei minha irmã abrir uma página do Youtube e digitar o nome de uma música: “Will you still love me tomorrow”. Fiquei curioso, mas aguardei.

    Era uma versão que eu gostava muito, que mesclava inglês e espanhol de forma harmoniosa. Sem contar que a cantora estava em minha atual playlist.

    - O que existe de tão importante nesta música? - Eu mesmo tinha falado a ela sobre a cantora.

    - Nada se eu não tivesse surpreendido Bella ouvindo esta música pela bilionésima vez – ela cruzou os braços no peito e estreitou os olhos.

    - Ah, Bella! Esqueci que você esteve importunando a minha namorada enquanto deveria estar trabalhando. – Ela ficou lívida.

    - Segundo informação da própria Isabella, vocês não são namorados, são... alguma coisa complicada de explicar.

    Uau! Como responder a uma rebatida tão forte quanto aquela? Fiquei confuso e envergonhado. Passei as mãos nos cabelos me concentrando um pouco na letra da música. “Se você me amará amanhã”, o refrão repetia em minha mente. Puta que pariu! Bella estava insegura em relação ao que eu queria.

    - Bella é minha namorada, Alice. Nós precisamos apenas resolver alguns detalhes – tentei me explicar sem me aprofundar nesta conversa.

    - Você deveria dizer isso a ela. A garota está apaixonada por você. – Não consegui evitar o sorriso de satisfação que se abriu em meus lábios.

    - Eu sei – respondi visivelmente relaxado.

    - Sabe? – Minha irmã estava sendo irônica. Por que? – Então você sabe que ela está apaixonada, mas não alivia o sofrimento da garota dizendo como se sente em relação a ela? Meu Deus! Será que meus irmãos nunca vão aprender?

    Abri a boca para me explicar, mas não consegui dizer nada. Merda!

    - Se você gosta dela... Se for um sentimento verdadeiro... Deve dizer. Ou deixe que ela siga o seu caminho, Edward.

    - Eu disse. Eu... O que está acontecendo Alice? Você virou guardiã do coração dos outros? Não vou discutir meu relacionamento com a minha irmã mais nova.

    - Mais nova e mais inteligente. Será que a única coisa que você conseguiu herdar de nossos pais foi a beleza? Francamente Edward! Eu esperava bem mais de você.

    - Vá à merda, Alice! Eu tenho mais o que fazer. E estou oficialmente te proibindo de encher a cabeça de Bella com bobagens.

    - Você deveria era estar me agradecendo.

    - Pelo que exatamente?

    - Por eu estar aliviando a sua barra com a “sua namorada” – ela abriu aspas com os dedos suspensos. – Eu contei a Bella que você estava apaixonado.

    - Você o que? Pelo amor de Deus! Eu não sou um adolescente para mandar recadinhos. O que você está fazendo é um absurdo...

    - Então pare de agir como um. Deixe de ser infantil e diga a Bella que também está apaixonado.

    - Eu disse.

    - Não disse. – ela bateu o pé no chão me encarando com fúria.

    - Puta que pariu! – Levantei e comecei a caminhar pela sala. – Ok. Eu não disse. Não tão diretamente mas de uma forma sutil... E faço sempre questão de demonstrar. Ela com certeza sabe como eu me sinto. – Fiquei bastante irritado com aquela conversa. Se Bella estava confusa por que não conversava comigo?

    - Quantas vezes vou precisar repetir: Mulheres precisam ouvir! Diga Edward, com todas as palavras.

    - Eu não consigo! – Gritei. – Eu não consigo, Alice. Eu juro que tentei, mas trava. Não sei como fazer. Tenho medo de estar me precipitando e estragar tudo – confessei. – Bella ainda precisa de tempo. Ela tem que se formar, convencer o pai e assinar o contrato. Não quero que faça nada apenas porque eu correspondo ao seu amor. Não tem que ser por mim e sim por ela.

    - Quanta baboseira! – Rebateu me deixando furioso. – Bella já é uma mulher, Edward. Bem forte e capaz de tomar suas próprias decisões. A única incerteza que tem é sobre o seu amor. E essa merda existe! – Explodiu. – Se você a quer tem que dizer ou então se prepare para perder a única mulher que você já amou nesta vida. – Prendi a respiração encarando a minha irmã.

    - Ela não é a única mulher que eu já amei nesta vida – sentei no sofá, me sentindo completamente derrotado.

    - Não?

    - Não. Eu amo você e a mamãe também. – Ficamos em silêncio, depois ela riu e veio sentar em meu colo me abraçando com força.

    - Eu amo você também, seu cretino. Tá pensando que vai me desarmar? Está muito enganado.

    - Eu conheço muito bem a bruxinha da minha irmã – ela riu levantando a cabeça para me encarar.

    - É sério. Você precisa dizer a ela. Principalmente porque Bella é... – Alice fez uma careta como se estivesse desculpando. – Virgem. – Oh, merda!

    - Ela te contou? – O que mais Bella tinha dito?

    - Hum hum! – Piscou inocentemente. – Nós conversamos sobre... Virgindade... Sexo... Primeira vez – encolheu os ombros esperando minha reação.

    - Puta merda, Alice!  - Retirei minha irmã do meu colo e levantei apreensivo. – Por que você fez isso?

    - Porque alguém tem que conversar com ela sobre esse assunto.

    - Eu converso – respondi irritado.

    - Edward! Você não tem a menor ideia de como é. Bella precisa conversar com uma mulher.

    - Ela conversa com a amiga dela, Rosalie.

    - Então por que não sabia dos principais detalhes?

    - Como assim? – Aquela conversa estava me deixado cada vez mais confuso.

    - Ela não sabia, por exemplo, que é praticamente impossível a mulher gozar nas primeiras vezes – Alice arqueou uma sobrancelha me desafiando. Encarei minha irmã com um misto de vergonha e deboche.

    - Alice não quero discutir sobre a incompetência do Jasper. – Ela fez uma cara engraçada.

    - Escuta aqui, meu marido não é nenhum incompetente. Ele só estava ansioso e tenso, e... Merda, Edward! Vocês infernizaram a nossa vida. Nem uns amassos eu conseguia dele. É óbvio que na nossa primeira vez ele não conseguiria se controlar. – Minha irmã estava tão constrangida que não me olhava nos olhos.

    - Tudo bem, Alice. Não quero mesmo saber da sua vida sexual com Jasper e, por favor, fique longe da minha com Bella. Isso é constrangedor. Não quero ter que pensar em Jasper, mesmo sendo seu marido... Não. Não quero pensar sobre isso. – Ela riu voltando ao seu normal.

    - Você já fez isso alguma vez?

    - O que? Não podemos simplesmente encerrar a conversa?

    - Não. Você já tirou a virgindade de alguém? – Mas que droga! Por que ela estava insistindo nesta conversa?

    - Alice...

    - Se você não me responder eu não vou embora.

    - Não! Agora pode ir – voltei para a minha mesa e fingi interesse em meu trabalho.

    - Você nem sabe como tirar a virgindade de alguém – bufei.

    - Não deve ser muito diferente de comer alguém. Então... Neste ponto... Eu tenho bastante experiência. Pode ficar tranquila, a primeira vez de Bella não será traumática como a sua. Agora vá embora, por favor!

    - A minha primeira vez não foi traumática! Eu apenas não tive um orgasmo... Quer dizer... Não no ato em si, mas...

    - ALICE! – Gritei impedindo que a minha irmã continuasse. – Eu não quero e nem preciso saber!

    - Ok! Mas devo te dizer que eu contei a Bella sobre a dor – enterrei o rosto em minhas mãos.

    - Alice, você está destruindo a confiança dela. Pelo amor de Deus! Não se meta mais nesse assunto. Deixe comigo eu vou resolver os problemas da Bella. Vou conversar com ela e esclarecer todas as dúvidas. Por favor! Não diga mais nada a ela ou serei obrigado a enfiar uma estaca em seu coração e te prender em um caixão por mil anos.

    - Nossa! Você vai demorar este tempo todo para tirar a virgindade de uma mulher?

    - Saia da minha sala. Fora! – Ela riu e foi embora saltitando como se tivesse acabado de ganhar na loteria. Merda! Eu precisava consertar as merdas que Alice enfiou na cabeça de Bella.



POV BELLA



    Ainda estava um pouco desnorteada com as informações fornecidas generosamente por Alice. Fiquei um bom tempo olhando a tela do computador sem conseguir digitar uma letra. Rose entrou no quarto com um sorriso do tamanho do mundo e sentou na cama.  Seu sorriso se desfez rapidamente quando viu a minha cara.

    - O que aconteceu? – Perguntou séria.

    - Nada. Eu só... Rose posso te fazer uma pergunta muito íntima?

    - Bella, você sabe até o tamanho do pênis do meu namorado, então pode tudo, amiga – sorriu preocupada.

    Fiquei incrivelmente envergonhada ao me lembrar do dia em que Rose insistiu em encontrar alguma coisa que demonstrasse com perfeição o tamanho do... Do membro do irmão do meu professor que seria, muito provavelmente, o primeiro homem da minha vida.

    - Ok. Então tá. – Mordi os lábios sentindo o fogo alastrar em meu rosto. – Quanto tempo levou para que você tivesse o seu primeiro orgasmo? – Ela voltou a sorrir.

    - Você teve a sua primeira vez? Não acredito que não me contou. Quando foi?

    - Não é nada disso. É só que...  Só estou curiosa. Eu sei que o ato em si é diferente de tudo o que conheço como sexo. Então queria saber quanto tempo demora até que tudo passe a ser... Normal?

    - Bom... Você sabe que a minha primeira vez foi uma porcaria. Deus! Nem acredito que permiti que aquele idiota fosse o meu primeiro homem – ela balançou a cabeça expulsando os pensamentos. – As seguintes também já que o mesmo imbecil participou delas – rimos. – Mas quando finalmente me livrei dele, sem me sentir derrotada pelo sexo ruim, encontrei uma pessoa que me mostrou o outro lado. Ele era mais maduro e mais experiente e conseguiu me mostrar como podia ser bom – minha amiga piscou para mim e sorriu largamente. – Acredito que o Edward não vai te decepcionar. Você sabe que não me sinto muito feliz dizendo isso, mas o cara é um profissional, tenho certeza. Fique tranquila. Se não conseguir na primeira com certeza na segunda.

    Fiquei um pouco mais relaxada. Não que Alice tenha me traumatizado nem nada do tipo. Ela até que foi bem natural ao falar sobre o assunto e revelou que o sexo não precisa ser apenas a penetração. Muitas vezes as brincadeiras que eu e Edward fazíamos eram perfeitamente adequadas para o momento. Ela tinha dito: Bastava eu me entregar, relaxar e aproveitar. O resto Edward tiraria de letra.

    - Obrigada Rose!

    - De nada! E você sabe que sempre poderá contar comigo. – Minha mãe bateu na porta.

    - Interrompo alguma coisa? – Ela estava linda em seu vestido verde claro, afivelado na cintura e com um decote mínimo, mas muito elegante. – Preciso participar do bingo beneficente das esposas solidárias – revirou os olhos – mas gostaria de me encontrar com vocês mais tarde. Vamos escolher os vestidos para a formatura.

    - Perfeito! – Rose praticamente pulou da cama. Olhei para ela imaginando o motivo de tanta euforia.

    - Mãe, eu tenho um milhão de vestidos novos. Não preciso de mais nenhum.

    - Um milhão de vestidos novos que não correspondem à importância da sua formatura – rebateu. – Além do mais, precisamos estar deslumbrantemente vestidas, afinal de contas, não é todo dia que alguém se forma já tendo o emprego dos seus sonhos garantido.

    - Do que você está falando? – Rose parou curiosa.

    - Do contrato que Bella assinará com a editora para lançar o seu primeiro livro. Não é maravilhoso!

    - Ah, sim! Verdade. Precisamos comemorar.

    - Não precisamos. Só vou assinar o contrato quando terminar a faculdade.  Até lá tudo pode acontecer.

    - Não seja dramática. – Minha mãe me repreendeu.

    - Não sou. Apenas estou seriamente preocupada com a economia mundial. Não preciso gastar uma fortuna em um vestido novo se tenho muitos outros que nunca usei.

    - Você tem vestidos simples, Bella – Rose se intrometeu para me convencer.

    - Eu sou uma pessoa simples, Rose.

    - Bom... Se está querendo impressionar o seu professor, é melhor começar a se comportar como uma mulher que se preocupa com o visual. – Minha mãe me encarou séria. Eu e Rose nos olhamos atônitas sem conseguir reagir. Puta. Que. Pariu! Como ela tinha percebido a minha situação? - Não me olhe com esta cara de espanto Bella. Eu sou sua mãe. Apesar de estar longe na maioria do tempo continuo sendo a sua mãe e você é o melhor livro que já li.

    - Mãe... Eu...

    - Tudo bem. Ele é mais velho, no entanto sabe valorizar você como profissional o que já é um grande passo para o relacionamento de vocês. E eu sei que está apaixonada. Basta olhar para você quando ele está por perto. Resta agora saber: Ele corresponde aos seus sentimentos? – Respirei profundamente. O que poderia dizer?

    - Eu... Não sei, mãe. Nós não conversamos sobre isso. Desde que você e papai chegaram não tivemos muito tempo.

    - Entendo. Para o bem dele é bom que corresponda querida. Ninguém vai desprezar a minha filhinha. Ou eu mesma vou pedir ao seu pai para utilizar sua arma.

    - Mãe! – Ela riu.

    - Estou brincando, mas pense muito sobre isso, Bella. Se você gosta dele, precisa saber se vale a pena. Outra coisa, não deixe seu pai saber antes de ter a certeza dos sentimentos do seu professor. Estamos entendidas?

    - Sim – minha cabeça girou uma centena de vezes. O que tinha sido aquilo tudo?

    - Ótimo! Encontro você às sete?

    - Claro! – Ainda estava tonta.

    Minha mãe saiu do quarto e Rose me olhou sem entender. Dei de ombros. Como explicar a sabedoria de minha mãe? Impossível.

    - Por que você ficou tão animada? – Questionei a minha amiga.

    - Porque vou ganhar algumas horinhas com Emm – minha amiga piscou e saiu alegremente do meu quarto. Que ótimo!

    Meu celular indicou uma mensagem.

    “Will you still love me tomorrow?”

    Bom… Era tudo o que eu não precisava. Alice passando informações para Edward.

    “Gosto da música. O que dizer? Acabei assimilando um pouco do seu gosto peculiar” – enviei e deitei na cama encarando o teto.

    “Gosto peculiar? Hum! Gostaria de entender o verdadeiro significado dessas palavras. O que a música significa para você?” – Estávamos entrando em um território delicado.

    “Para mim as músicas possuem significados. Esta fala por si só.” – Será que estava errada indo diretamente ao assunto? Ele não respondeu.

    Minutos depois recebi um arquivo em mp3 encaminhado pelo meu professor. “Teenage in love – Adolescente apaixonado”. Uau! Que dia estranho! Imediatamente coloquei a música para tocar prestando atenção na letra.


    “Cada noite eu pergunto às estrelas acima. Por que eu tenho que ser um adolescente apaixonado?” Ri sozinha. O que Edward queria dizer com aquilo? Será que ele se considerava mesmo um adolescente apaixonado? Apaixonado? A palavra brincou em meu coração. Ah, Edward! Como eu gostaria que fosse verdade!

    “Qual o significado?” Enviei rezando para que fosse uma resposta boa.

    “A música fala por si” foi o que ele respondeu. Fiquei um pouco pensativa. Edward estava tentando me dizer que eu não precisava ter medo? Que ele também estava apaixonado? Mas por que não dizia diretamente, como eu havia feito? Fucei meus arquivos e encontrei a música perfeita. Imediatamente enviei.




    Aguardei enquanto ele ouvia e digeria a minha resposta. Claro que escolhi uma versão peculiar da música original. Não perderia a batalha em busca de músicas diferenciadas. Depois de incontáveis minutos ele enfim me respondeu com uma frase da música que eu tinha enviado.

    “Eu te farei feliz, garota. Apenas espere e veja” Uau mil vezes! Estava ficando interessante. Muito interessante.

    “O senhor está me deixando encabulada, professor. Quanta demonstração de sentimentos!” Na verdade eu estava mesmo me sentindo assim. Edward era surpreendente e me deixava confusa sem saber ao certo como deveria andar ao seu lado. O que afinal de contas ele queria com aquela história de músicas com significados? Quase que imediatamente a sua resposta chegou tirando-me do devaneio.

    “Muito amor leva um homem a loucura... Me beije garotinha, uuu, me senti bem... Me segure garotinha, quero amar você como um amante... Eu quero contar para o mundo que você é minha” e mais um arquivo contendo a música. Puta merda! Este homem me fazia queimar por dentro.



    O que dizer a um homem como Edward? Bondosas, graciosas e grandes bolas de fogo me atingiam fazendo tudo vibrar por dentro à medida que ouvia a música. A batida acendia meu corpo e a minha única vontade era estar com ele e ser a sua garotinha.

    Enquanto eu pensava na música, outra mensagem apitou. “Não tenha medo!” Uma súplica? Nossa! Edward me confundia. O que eu poderia responder? Pensei e rapidamente a resposta apareceu em minha mente em forma de música “Stand By Me”. Era a resposta que eu precisava.




    Aguardei repassando a letra “Não, eu não terei medo. Não, eu não terei medo. Desde que você fique. Fique comigo”. Bom... Meu recado estava dado. Será que ele entenderia?

    A resposta não veio da forma como imaginei. Ao invés de me escrever uma mensagem ou enviar uma música, Edward simplesmente me ligou. Levantei, tranquei minha porta e atendi a ligação.

    - Gosto peculiar e duvidoso – riu.

    - Eu gosto da música – voltei a deitar em minha cama.

    - Sim, eu também. Mas esta versão... – deixou que eu entendesse o final.

    - Alguma coisa contra os ritmos latinos, Professor Cullen? - Ele riu.

    - Estou começando a acreditar que ele corre em suas veias – brincou.

    - Seria ótimo já que o comentário geral é que as mulheres latinas possuem sangue quente e são sexy. – Meu rosto ficou vermelho e eu me escondi no travesseiro me sentindo ridícula.

    - Com certeza! Você é sexy – a atmosfera começou a mudar, eu podia sentir.

    - Professor Cullen, é muita falta de consideração. Não é justo ficar atiçando suas alunas quando não pode fazer nada por elas. – Ele deu uma risada rouca e cheia de promessas.

    - Não estou provocando minhas alunas, estou provocando “minha aluna deliciosamente sexy”. E sim Srta. Swan eu posso fazer muito por você. Basta me dizer aonde e quando.

    - Nunca imaginei que o senhor seria um homem fácil – provoquei sentindo minha calcinha umedecer.

    - Bom... Eu te disse: Muito amor leva qualquer homem à loucura. – Quase gritei com as suas palavras. Mas precisava ser cautelosa.

    - Eu pensei que o senhor tinha dito: Me segure garotinha, quero amar você como um amante.

    - Sim, eu disse isso também. Eu tenho dito muitas coisas, Isabella, e você não tem prestando muita atenção.

    - Você tira toda a minha atenção, Edward.

    - Tiro é? – Sua voz rouca mostrava o quanto ele também estava excitado. Oh, merda! Eu daria tudo por alguns minutos com ele. – Estou começando a acreditar que seu único interesse é sexo, Isabella, tarada e viciante. – Ele falou sério, mas eu sabia que estava brincando. Não tinha como não ter levado a sério o que eu tinha dito. Eu estava irrevogavelmente apaixonada.

    - Hum! Acho que o senhor me pegou professor.

    - Não. Eu ainda não te peguei, Bella. Mas vou. E de jeito! – Eu podia sentir aquele sorriso torto, quente e provocante, em seus lábios.

    - É uma promessa, Prof. Cullen?

    - Um juramento, aluna. – Meu sangue borbulhou. Eu estava tão excitada! – Adoro quando te deixo desse jeito. – Sim, claro! Ele sempre sabia como me deixar maluca.

    - Volto a dizer: Isso não é justo! – Ele riu. O som carregado de desejo.

    - Posso resolver sua situação. Basta você pedir.

    - Por favor, Edward! – Gemi seu nome.

    - Posso te encontrar em minha casa dentro de uma hora.

    O que? Como assim? Hoje? Quer dizer... Puta merda! O que eu poderia dizer?

    - Continua com medo?

    - Na verdade... Não.

    - Então te encontro em minha casa.

    Ele desligou o telefone sem me dar chance de responder. Eu não podia ir. Quer dizer... Tinha minha mãe, Rose, e... Merda! Eu queria tanto transar com ele. Queria muito! Mas assim? Droga! Pulei da cama. Precisava de um banho, depilação... Hum! Uma lingerie decente para a minha primeira vez e... Um vestido? Sim. Um vestido seria interessante. E o cabelo? Solto seria melhor? Acho que sim. Edward gosta do meu cabelo. Precisava escolher um perfume que não fosse muito doce, nem muito forte... Ai meu Deus! Eu não sabia por onde começar.



POV EDWARD



    Meu telefone tocou minutos antes de eu ir embora. Era Emmett.

    - Encontro de garotos – revirei os olhos.

    - Eu tenho 34 anos, Emm!

    - Edward sei que você é um lobo solitário, isso não significa que não possa perder um tempo com seu irmão. Jasper vai tentar fugir de Alice – ri pensando sobre o que Alice tinha me dito sobre sua primeira vez.

    - Ah é? Jasper vai?  - Ri – Não sei Emm. Tenho um encontro muito importante hoje.

    - Olha só, Edward. Você pode comer suas namoradas durante todos os outros dias, hoje você vai encontrar seu irmão e seu amigo, ou eu vou te caçar. Vou até a sua casa e lhe arranco de lá, pelado mesmo. Quero esta sua bunda branca sentada no bar as sete em ponto. Ok? – O que?

    - Essa eu quero só ver.

    - Maninho, há muito tempo você deixou de ser o mais forte. Quero saber o que Isabella vai achar quando eu invadir o quarto e te arrancar de lá – Droga! Por que todo mundo estava viajando em Bella?

    - Você não vai saber onde eu vou estar – desafiei.

    - Basta pedir para Rose encontrar Bella. Simples assim – bufei. Era tudo uma grande merda!

    - Rosalie não é uma boa companhia, Emm. Repense com quem anda saindo.

    - Pelo menos não estou comendo minha aluna. Você é quem deveria ter cuidado antes de ficar olhando para ela com olhos brilhantes e apaixonados – ele deu uma risada estrondosa.

    - Merda, Emm! Eu não... Dá para parar de falar da Bella?

    - Depende. Se você aparecer hoje eu prometo não fazer nenhuma piada sugestiva na frente do pai dela amanhã...

    - Vá se fuder, Emmett! – Ele continuou rindo.

    - É só um encontro entre amigos Edward. Você vai relaxar um pouco, nós vamos curtir a noite e tudo ficará bem. Eu mando o endereço por mensagem. Beijos irmão.

    Ele desligou. Que droga!

    Olhei para o relógio e... Puta que pariu! Eu tinha demorado tanto assim? Pretendia passar na loja de bebidas importadas para comprar um vinho, mas... Merda! Eu ia me atrasar. E se Emmett resolvesse ser mesmo um mala e aparecesse lá em casa querendo me arrastar com ele? Droga! Eu precisava de um tempo para conversar e não simplesmente chegar, dar uns amassos em Bella e sair correndo para atender a um pedido infantil do meu irmão. Ela não ficaria nada feliz.



POV BELLA



    Vinte minutos depois do combinado eu estava batendo na porta do meu professor. Atrasada. Saco! Por que perdi tanto tempo escolhendo uma calcinha adequada se nem a usaria por muito tempo? E o que foi aquele vestido? Vermelho? Merda! Tomara que Edward não perceba minha ansiedade.

    Edward não atendeu. Olhei pelas janelas e não havia nenhum tipo de movimento na casa, ou ele estava tomando banho ou não tinha chegado ainda. Voltei para o carro e aguardei. Aguardei. Aguardei.

    Mais quinze minutos e nada de Edward. Onde ele estaria? Resolvi ligar, afinal de contas não seria nada demais. O telefone só dava caixa postal. Comecei a ficar irritada. Onde diabos ele poderia estar? Custava avisar que não poderia comparecer? E eu estava com uma minúscula calcinha de renda pura, toda enfiada na bunda que começava a me incomodar. Merda!

    Esperei mais vinte minutos que pareceram uma eternidade sentada dentro do carro com a calcinha me fazendo lembrar da sua existência a cada segundo. Resolvi tirá-la. Que se dane! Ninguém merece uma tortura dessas. Se Edward aparecesse eu daria um jeito de colocá-la no devido lugar.

    Mais dez minutos e desisti de esperar. Liguei o carro e então percebi uma luz no fim da rua, logo depois ele buzinando me pedindo para esperar. Respirei três vezes para manter a calma. Eu iria perder a minha virgindade e faltavam apenas vinte minutos para o encontro com a minha mãe.

    Desliguei o carro, arrumei meu cabelo, dei uma última olhada no espelho e sai para encontrá-lo. Edward parou alguns minutos para me observar, desfrutando da imagem enquanto eu caminhava em sua direção. Ele passou a mão nos cabelos e sorriu lindamente.

    - O Senhor está atrasado, Prof. Cullen! Não é de bom tom deixar uma aluna aflita esperando por tanto tempo. – O vento do litoral começou a fazer efeito. Merda! Eu estava de vestido e sem calcinha. Era melhor apressar a nossa entrada.

    - Desculpe-me, Bella! Quando estava quase saindo um autor chegou querendo conversar sobre um problema que aconteceu com o livro dele. Tive que voltar para tentar resolver. Fiquei preso no transito e, para piorar, meu celular descarregou justo hoje que não havia carregador no carro. Tudo deu errado. – Ele respirou fundo e me encarou. – Você está bem?

    - Sim. Podemos entrar? Está esfriando – sorri inocentemente, louca para rir. Eu bem sabia onde estava esfriando.

    - Claro! – Pareceu confuso, porém caminhou ao meu lado em direção à porta. – Você está estranha – comentou ao abri-la.

    - Bom, fiquei um bom tempo aguardando dentro do carro – dei de ombros. Ele fechou a porta e eu caminhei em direção à cozinha.

    - Não tive culpa, Bella. Eu queria muito estar aqui. As coisas foram acontecendo não pude evitá-las. – Sorri e sentei em um dos bancos altos encarando meu professor. Ele parecia cansado.

    - Tudo bem. Não posso demorar. Minha mãe quer me obrigar a comprar um vestido novo para a formatura – revirei os olhos. Edward sorriu se aproximando de mim com intimidade.

    - Um vestido novo, é? Para uma ocasião especial ou só para a formatura mesmo? – Seus lábios exibiam um sorriso carnal e os olhos estavam estreitos, aguardando um sinal meu.

    - Achei que seria quando e onde eu quisesse – desafiei.

    - E será.

    - Agora! – Edward parou surpreso. Seus olhos ficaram imensos e ele avaliou a minha expressão. Eu não estava brincando. Já tinha sofrido demais com a calcinha e a expectativa. Se fosse para enfrentar a minha mãe, então que fosse.

    - Agora? – Repetiu sem acreditar.

    - Sim. Por que?

    - Por que? – Edward estava mesmo parecendo um adolescente apaixonado. Eu ri.

    - Agora é você que está estranho!

    - Puta merda, Bella! Você joga uma bomba dessas em minhas mãos e fica achando engraçado? – Ele abriu minhas pernas se encaixou entre elas enterrando o rosto em meu pescoço.

    - Uma bomba? Caramba! – Meu professor riu ainda com o rosto escondido em meus cabelos. Cerquei seu corpo com meus braços. Graças a Deus que na posição em que estávamos Edward não perceberia que eu estava sem calcinha.

    - Estou exausto, Bella! Emmett prometeu que iria arrombar a porta e me tirar daqui na marra para passar um tempo com ele e eu só tenho meia hora para me aprontar. Eu juro que meu único desejo neste momento é levá-la para minha cama, fazer amor com você da maneira como merece e passar o resto da noite com você em meus braços, mas... – suspirou derrotado.

    - Uau! – Ri das suas palavras. Ok! Eu não estava decepcionada. Não tínhamos tempo mesmo.

    - Não faça assim. Você também está sem tempo. Não quero que a sua primeira vez seja uma “rapidinha” – levantou a cabeça e encarou meus olhos. – Preparada para amanhã?

    - Não. Podemos conversar sobre isso apenas amanhã? – Ele riu se afastando um pouco. No entanto deixou que suas mãos brincassem em minhas coxas e mordeu os lábios com uma expressão zombeteira. Rapidamente senti um calafrio na espinha. Merda! Eu estava sem calcinha. Que ideia idiota! – Bom... – Fiquei inquieta na cadeira. Suas mãos estavam em mim e eu estava começando a esquentar. – Já que não teremos nossa tão almejada primeira vez... – sorri docemente. – E corremos o risco de ser arrastados por uma força da natureza como Emmett... Vou embora.

    Edward não deixou que eu descesse do banco. Ele manteve as mãos em minhas coxas e me segurou com força. Espalmei minhas mãos em seu peitoral e fingi surpresa.

    - Não – pediu manhoso. – Ainda temos um tempinho. – Aproximou-se avançando com as mãos em minhas pernas. – Ainda nem ganhei um beijo! – Protestou com voz mansa e sensual.

    - Você está cansado – brinquei.

    - Não seja malvada.

    Edward conseguia mexer com meus neurônios até mesmo quando estava cansado e apelativo. Suas palavras murmuradas em minha pele pareciam um formigueiro inteiro caminhando por meu corpo. Passei as mãos por suas costas largas e musculosas e ofereci meus lábios me entregando à luxuria.

    Nosso beijo foi quente, lento e muito bem executado. Como se tivéssemos sido ensinados ou ensaiados para que nossos lábios se movimentassem simultaneamente e nossas línguas tocassem os lugares exatos na velocidade ideal, tornando tudo muito mais quente e sensual.

    Não me dei ao trabalho de impedir que Edward adentrasse o meu vestido com as mãos em busca de mais proximidade entre nossos corpos. Percebi que seus dedos, longos e ágeis procuravam por algo que não estava lá. Ele vagou pela parte externa dos meus quadris com toques leves e nada respeitosos. Quem estava se importando? Eu com certeza não estava. A última coisa que desejava naquele momento era respeito.

    Ele buscou pela minha bunda e quando percebeu que não encontraria o que estava faltando, gemeu deliciosamente em meus lábios. Foi um som selvagem, arrancado bem de dentro, do seu lado mais animal e instintivo carregado de desejo carnal que reverberou em meu sexo sem nenhum pudor.

       Edward gemeu fazendo meu corpo vibrar. Suas mãos ficaram mais ousadas, seu corpo ganhou movimentos e seus lábios ficaram mais urgentes. Imediatamente comecei a queimar de dentro para fora mais rapidamente do que o normal.

    Seus dedos vagaram pela minha bunda. Sem pensar um só segundo sobre o que estávamos fazendo, comecei a me movimentar de encontro a sua ereção. Ele estava no modo “mais excitado possível” e eu simplesmente correspondia. Quando menos esperava ele, com a mão espalmada em meu quadril, deixou que o polegar acariciasse meu sexo. Gemi descaradamente.

    Edward mordeu meu pescoço em resposta fazendo-me ficar ainda mais preparada para ele. Meu corpo implorava por alívio. De volta aos meus lábios, com a língua explorando cada pedacinho da minha boca e seguindo o ritmo do seu corpo, uma combinação mais do que perfeita, ele introduziu um dedo em mim de forma lenta e angustiante.

    A sensação era única. Gemi despudoradamente. No mesmo instante mais um dedo se juntou ao outro entrando e saindo, lentamente, deliciosamente, sem se aprofundar muito. Edward girou seus dedos afastando-os levemente depois os juntando. Quando se aventurou um pouco mais fundo, senti uma pontada de dor angustiante e ao mesmo tempo deliciosa. Ele recolheu os dedos. Gemi em protesto.

    Novamente ele avançou, recomeçando a tortura lenta, rodando e afastando os dedos. De novo e de novo. Não dava para me segurar.

    - Céus, tão pronta! Quente e molhadinha! – Gemeu em meus lábios sem aparentar estar falando comigo, como se estivesse em seu próprio mundo, delirando com os acontecimentos.

    E aquelas pequenas palavras “Céus, tão pronta”, acompanhadas do habitual “quente e molhadinha”, somadas aos movimentos de seus dedos, fez com que meu corpo se partisse em pedaços que levitavam e derretiam em cascatas de luzes. Não consegui me segurar e gozei em seus dedos.    Edward permaneceu com eles dentro de mim, movendo-se lentamente enquanto minha respiração se normalizava. Quando abri os olhos ele me encarava.

    - Uau! O que foi isso? – A voz grave e baixa deixava clara a sua aprovação. Respirei com mais intensidade na ânsia de  levar mais oxigênio ao meu cérebro.

    - Desculpe-me! Chegou sem me avisar e me dominou rapidamente. – Tinha consciência de que estava muito vermelha pelo orgasmo e pela vergonha.

    - Pelo amor de Deus, não se desculpe! – Edward me segurou contra seu corpo revelando sua enorme ereção.

    - Foi mais forte do que eu – ri sem graça. Ele me abraçou com mais força e me beijou.

    - Intenso. Muito intenso. Eu também já estava perdendo a cabeça. – Abrindo minhas pernas um pouco mais. Ele encostou sua ereção em meu sexo molhado e ainda quente.

    - Gosto quando você perde a cabeça – sussurrei colando meus lábios aos dele. Edward gemeu e recomeçamos.

    Entre as minhas pernas ele roçou seu sexo no meu, ainda dentro da calça preta de seu terno. A fricção era gostosa, principalmente porque eu continuava sensível. Segurei em suas costas e forcei meu corpo em sua ereção. Edward correu as mãos pelas minhas costas e bunda, levantando meu vestido se esfregando descaradamente em mim.

    Em segundos ele encontrou o seu prazer. Gozando entre minhas pernas apenas com a fricção entre nossos sexos. Foi intenso! Muito intenso! Continuamos nosso beijo enquanto ele ainda gemia e gozava. Suas mãos me puxavam contra seu corpo como garras me segurando firmemente. Após alguns minutos nós nos olhamos. Edward parecia envergonhado.

    - Uau! – Foi a minha vez de falar. 

    - É. Uau! – Passou as mãos pelos cabelos e me deu um selinho, ainda sem graça pelo ocorrido. Depois olhou para suas próprias pernas, verificando o resultado. – A senhorita fez um grande estrago aqui. Agora sim posso realmente dizer que sou um adolescente apaixonado. Céus!

    - Hum! – Puxei-o para mim e beijei seus lábios. – Gosto mais deste adolescente apaixonado do que daquele professor todo certinho que se recusava a me ensinar a prática do amor. – Ele me encarou com olhos confusos, piscando várias vezes. A boca levemente aberta e a testa um pouco enrugada.

    - Eu te ensinei apenas as técnicas do sexo.  Sou completamente leigo em tudo relacionado a sentimentos. Podemos dizer que nessa matéria você é que tem me ensinado.

    Não soube como reagir. Uma parte de mim gritava animada como uma líder de torcida com seus pompons vibrantes, por entender que ele admitia estar tão apaixonado quanto eu. A outra, no entanto, um pouco menos otimista, esmaecia. Edward poderia também estar afirmando não saber ao certo o que estava sentindo e por causa disso se deixava conduzir por mim, o que não era nada bom.

    Resolvi mudar de assunto antes que todos os meus conflitos me invadissem. Eu nada poderia cobrar dele e também não daria uma de menina mimada. Sempre soube no que estava me metendo e qual poderia ser o resultado. Corria o risco de flutuar nas nuvens em algum momento para depois ser derrubada de uma altura imensurável e me espatifar toda no chão.

    - O que foi aquilo? – Ele parou me encarando sem entender aonde eu queria chegar. – Com os dedos... Você... Hum! – Como explicar? – Introduziu dois dedos em mim e...

    - Ah! – Ele me interrompeu entendendo do que eu falava. – Eu estava... Não sei – riu um pouco nervoso. – Acho que tentei testar a sua elasticidade para quando for me receber. – Analisou os meus olhos para verificar se eu aprovava ou não a sua atitude.

    Mantive-me imparcial. Qualquer que fosse a decisão de Edward sobre tornar nossa primeira vez menos dolorosa e mais agradável para mim seria bem vinda, mesmo que significasse testar minha capacidade de recebê-lo, como ele tinha acabado de dizer.

    - Parece ter surtido efeito. – Completou por fim, com um sorriso torto de tirar o fôlego.

    - Ah, sim! – Afirmei correspondendo ao seu sorriso.

    - Vamos nos dar muito bem neste quesito, Bella – seus olhos escureceram e sua voz assumiu um tom mais grave que incendiou tudo abaixo da minha cintura. Ah, sim, professor Cullen! Com certeza nos daremos muito bem.

    - Só precisamos resolver onde e quando – provoquei. Edward segurou meu rosto com as duas mãos capturando meus olhos.

    - Quando você quiser – reafirmou.

    - Eu quis hoje – estreitei os olhos como uma menina mimada. Edward riu.

    - Amanhã – meu corpo inteiro estremeceu.

    - Amanhã? – Minha boca ficou seca.

    - Sim. Bella você é tão confusa! Está sempre me cobrando uma posição e quando me decido, fica pálida como um fantasma.

    - Amanhã vamos estar no rancho. Com meus pais, seus pais, seus irmãos e sua “autora favorita” – desdenhei esta última parte.

    - Você é a minha autora favorita. E sim. Vamos estar com todas estas pessoas, mas nenhuma delas vai dormir em meu quarto, o que deixa a madrugada todinha só para nós dois, teremos tempo de sobra.

    - Durante a madrugada? – minha voz subiu uma oitava. – E se doer e eu gritar, o que você vai fazer quando meu pai bater na sua porta? – Edward riu.

    - Primeiro, não dói tanto assim – fez uma careta lembrando de alguma coisa. – Bom... Pelo menos eu acho que não, mas... De qualquer forma não será uma dor  tão grande ao ponto de você gritar acordando a casa toda. Não me diga que Alice colocou esta baboseira em sua cabeça. – Ele parecia estar um pouco irritado.

    - Não. – Apressei-me a desfazer a minha idiotice. - Só fiquei imaginando se não vou estar muito tensa e estragar tudo. Não sei se conseguirei relaxar sabendo que meu pai estará em algum lugar da casa pronto para atirar em quem cruzar o meu caminho.

    Edward parou, inclinando a cabeça um pouco para o lado. Seus olhos perderam um pouco do foco e ele mordeu o lábio interior.

    - Temos uma cabana um pouco afastada da casa principal. Fica depois do rio que corta a propriedade. Se conseguirmos a desculpa perfeita podemos passar uma tarde ou quem sabe uma noite lá. Seria perfeito.

    Ok. Tenho que confessar que seria mesmo perfeito. Uma casinha, esquecida no meio do nada, arrumada e preparada só para nós dois. Era um sonho! Passei a desejar ainda mais aquele momento desde que encontrei Edward pela primeira vez.

    - Tudo bem. Será realmente mais fácil sem meus pais por perto – sorri confiante.

    - E sem os meus – ele completou sorrindo.

    - E sem Jasper com suas gracinhas – brinquei com nossos planos. Edward confirmou com a cabeça.

    - E Alice e todas as suas teorias conspiratórias – ele piscou confidente.

    - E Rose e sua vontade de me proteger contra tudo e todos.

    - Ah sim! Realmente será muito melhor sem Rosalie por perto.

    - Edward! Ela é como uma irmã para mim – repreendi meu professor.

    - Eu sei. Tenho que me acostumar com aquela garota, afinal de contas ela está saindo com o meu irmão.

    - O mesmo que está vindo te buscar a qualquer momento – ele abriu os olhos assustado demonstrando que tinha esquecido completamente do seu compromisso.

    - Droga! Acho que preciso de um banho. – Sorriu de maneira incrível. Tinha sido mesmo muito intenso. Muito!

    - Só quero acrescentar que para mim será muito mais fácil sem Irina perambulando pela casa e se oferecendo para você a cada segundo.

    - Não precisa se preocupar com Irina – falou um pouco impaciente. – Não existe nenhuma chance de ela estragar nossos planos.

    - Acho ótimo! – Pulei da cadeira para me afastar. Edward segurou meu braço fazendo-me olhar para ele.

    - Bella, Irina não significa nada para mim. Nem ela, nem ninguém vai me impedir de ficar com você. Nem mesmo o seu pai e a arma dele – fez biquinho para evitar o riso. Ficava lindo quando fazia isso. Meu telefone tocou desviando-me do charme do meu professor.

    - Oi Rose! – Olhei para ele deixando clara a minha animação por estar falando com a minha melhor amiga. – O que aconteceu?

    - Preciso de carona. Emm está indo buscar Edward e vai me deixar aí. Você pode me esperar? – Olhei confusa para o meu professor, mas não demorei a responder.

    - Sim. Tudo bem. Como sabe que estou aqui? – Eu não tinha dito a Rosalie que estaria na casa de Edward quando saí ela já não estava em casa.

    - Emm me disse – respondeu naturalmente. Ok. Emmett era mais um que sabia da minha vida quase sexual com Edward. Droga! Já estava ficando chato.

    - Certo. Fico aguardando.

    - Em dez minutos – e desligou.

    - Você disse a Emmett que eu estaria aqui? – Edward ficou confuso tentando recapitular alguma coisa.

    - Não, acho que ele deduziu – fez uma careta aborrecida. – Meu irmão é um pouco... Inconveniente. Acho melhor tomar logo um banho. – Olhou para as calças que exibiam uma mancha que se destacava com muita facilidade. – Nossa! Não sei onde vamos parar se continuarmos desse jeito.

    - Eu sei.

    - Por falar nisso. O que te deu na cabeça para sair sem calcinha?

    - Não saí simplesmente a tirei porque estava me incomodando. Sabe como é calcinha pequena e de renda incomoda em alguns lugares – ele abriu a boca me encarando, puxando o ar com mais força fazendo seus olhos escurecerem um pouco.

    - Acho que entendo – falou por fim deixando seus olhos percorrerem meu corpo como um lança-chamas. Caralho! Eu estava começando a ficar excitada outra vez. – Gostaria de te ver com esta calcinha – se aproximou um pouco mais murmurando as palavras para mim. – Mas prefiro você sem.

    - Pelo menos nisso concordamos. Tenho apenas uma ressalva: Eu prefiro estar sem calcinha quando você está sem as calças e de preferência entrando e saindo de mim – fui ousada. Muito ousada. Mas o que poderia fazer? Edward me excitava de maneira inexplicável.

    Ele me puxou para si com força e determinação. No mesmo instante percebi a sua ereção. Oh céus! Ele nunca parava?

    - Vamos deixar Rosalie e Emmett do lado de fora – no mesmo instante ele me carregou, cruzando minhas pernas em sua cintura e alojando suas mãos em minha bunda.

    - Edward, eles chegarão logo! – Alertei com a voz expectante e entregue.

    - Que se dane! Eu preciso comer a minha namorada – mordeu meu pescoço e chupou o local. Gemi manhosa sentindo seus dedos quase em meu sexo.

    - Que se dane! – Ecoei suas palavras.

    Edward me pressionou contra a parede e roçou em mim sem nenhuma decência, descendo os lábios até encontrar o decote do meu vestido, onde despejou vários beijos e mordidas. Agarrei seus cabelos no mesmo momento em que ele conseguiu afastar o tecido e envolver o bico intumescido com os lábios. Gemi alto. Ele me manteve suspensa apenas por seus braços e caminhou comigo na direção das escadas de acesso aos quartos.

    Paramos depois de alguns degraus e ele me imprensou contra a parede. Suas mãos subiram agarrando minhas coxas. Aproveitei o equilíbrio para arrancar sua camisa. Literalmente arrancar já que alguns botões se perderam pelo caminho. Ele não se importou apenas se livrou dela como se precisasse daquilo para viver. Nosso beijo era selvagem e urgente.

    Ele segurou meus cabelos com uma das mãos, flexionando os quadris para manter-me presa à parede e com a outra tocou minha intimidade me invadindo com seus dois dedos. Foi breve e profundo. Edward já sabia que eu o receberia sem muita dificuldade. Pelo menos nós acreditávamos que sim.

    Gemi e rebolei quando senti seus dedos. Edward grunhiu abocanhando meus seios, ora beijando, ora chupando e, por vezes, mordendo. Eu estava no limite mais uma vez.

    - Bella! – Gemeu meu nome com reverência. – Você sempre fica tão entregue. – Sua barba por fazer arranhava meu pescoço lançando arrepios de prazer por todo o meu corpo. – Eu te quero tanto, minha garotinha. – Percebi de imediato quando ele refreou seus movimentos.

    Passamos rapidamente de uma situação de urgência para algo mais romântico. Edward queria me dar uma primeira vez perfeita, mesmo que para isso tivesse que domar seus instintos. Fiquei emocionada. Nada nem ninguém poderia ser melhor do que ele para mim.

    - E eu quero você, meu garotão. Muito! – ele riu e mordeu meu lábio inferior.

    - Vamos para a minha cama – sugeriu sem me deixar colocar os pés no chão. Não chegamos a dar nem um passo em direção ao quarto e a campainha tocou. Rose e Emmett estavam lá.

    Que saco!

    Considerei a hipótese de abrir a porta e mandar os dois à merda. Depois poderia voltar aos braços do meu amor e continuaríamos de onde paramos. Infelizmente eu sabia que só o fato de eles estarem do lado de fora já quebrava o encanto do momento.

    - Vamos ter que esperar – Edward já tinha desistido. Ele estava com as mãos paradas em minhas coxas, respirando com dificuldade tentando voltar ao normal.

    - Acho que necessito mesmo daquele banho.

    - Certo. Vá para o banho que eu vou descer e levar Rose embora – consegui descer de seus braços e comecei a arrumar minha roupa.

    - Ok. Amanhã então? – A promessa fez com que meu sangue acelerasse. Mesmo com o escuro do inicio da noite eu podia ver o brilho dos seus olhos.

    - Amanhã! – Ele beijou meus lábios selando o nosso compromisso.

    Desci as escadas, conferi meu visual e abri a porta. Emmett estava com um sorriso diabólico nos lábios e seus olhos me sondavam.

    - O que vocês estavam fazendo? Não é possível uma demora tão grande para abrir uma porta – eu podia sentir a ironia em suas palavras.

    - Vá à merda, Emmett!

    A resposta saiu sem que eu conseguisse segurá-la. Estava muito contrariada por ter que parar no meio do caminho novamente. E ele parecia se divertir com isso. O namorado da minha amiga deu uma risada estrondosa, daquelas de fazer as paredes tremerem.

    - Caralho! Edward deve cortar um dobrado com você, diabinha. – Passou por mim sem se preocupar em pedir licença. – Onde está aquela bicha?

    - Divirta-se com a “caça ao rato” – peguei minha amiga pela mão e saí puxando-a sem aguardar pela sua resposta, mas consegui ouvir sua gargalhada alta e debochada. 

6 comentários:

Fernanda disse...

Vamos lá... O que dizer desse capítulo?
Amoooo histórias musicais, com ilustração, com clima, então meu amor, hoje você se superou...
Outra coisa que tenho que te dizer...
O quase sexo anda se tornando bem interessante para mim depois do Professor, as pessoas as vezes não dão tanto valor, mas o que é isso minha gente...
E por fim, falar que você é perfeita se torna redundante...
Te amo amiga...
Mais um capítulo perfeito para sua coleção...
Esperando ansiosamente o rancho...
Beijocasss
Fe

Claudia Mendes disse...

Mais será possível q esses dois não vão ter paz um minuto? E essa Bella retardada depois de todas as insinuações e declarações ainda ta em duvida dos sentimentos do profe? Meu deus ... acho q tem q desenhar p ela!
Vai ver ela nem se deu conta qnd ele disse q tinha q “comer a namorada” dele! Rsrsrsrsrsrs....

neide disse...

essa primeira vez deles já ta ficando encruada kkkkkkkkkkkkkkkkkk sempre tem um empata foda no meio deus me livre

Michele Mello disse...

Por favor!Por favor!!Por favor!!!Nao me deixe mais nessa agonia!!!!!PRECISO de mais!!!!rsrsrsrs Essa história fica cada dia mais incrível!!!Perfeita!!!!Excelente!!!

Tatá disse...

Hey Tatiana, eu estou sem palavras boas o suficientes para relatar com exatidão tudo que essa publicação despertou em mim, a cada nova atualização e tenho a absoluta certeza que essa história está entre as três melhores que eu já, que não foram poucas. Já não tenho mais unhas para roer pela ansiedade sem limites que estou sentindo 12 dias depois, estou esperando que nos der de presente mais um cápitulo este final de semana.
Me vejo totalmente envolvida nessa história tão perfeita e cheia de singularidades, e Tati continue tão perfeita como é. Beijinhos de luz ;*

Belc disse...

Hey, eu começei a ler O Professor pelo wattpad e como vc ñ tem mais postado lá, resolvi ver no seu blog. Mas aqui é uma fanfic e eu prefiro com os outros persongens. Então gostaria de saber, vc ainda vai postar lá?

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