O professor - Capítulo 10

12


POV EDWARD


    Eu estava mais do que frustrado. Liguei para Bella quatro vezes e ela não me atendeu. O que ela queria? Que eu realmente batesse em sua porta e enfrentasse o seu pai? Caramba! Uma garota de 21 anos que morre de medo do pai? Era só o que me faltava. Onde eu fui me meter?

    O mais correto seria cair fora. O problema do seu projeto final já estava solucionado e ela não precisava de mim para mais nada. Se eu simplesmente seguisse frente com minha vida não precisaria me preocupar com Tanya, Irina, faculdade, carreira de Isabella, o diabo a quatro. Tudo voltaria a ser como antes em seu devido lugar.

   Como antes: Vazio e sem cor. Claro que eu nem sabia que me sentia assim. Era muito confortável manter distância de qualquer relacionamento. Minha postura em sala de aula não permitia que ninguém se aproximasse, pelo menos não as alunas, que era o certo. Sempre separei o profissional do pessoal. Quando estava a fim era só ir à caça e pronto. Sempre havia uma mulher disposta a passar pela minha cama. Era o suficiente, sem cobranças, nem satisfações. Porém nada seria como antes. Simplesmente porque eu não conseguia mais ficar longe dela.

    Dormir com Isabella ampliou meus horizontes. Ela era quente, macia. Se encaixava perfeitamente em meus braços. Sem contar que havia algo de errado com aquela garota. Não era normal o tesão que eu tinha por ela. Eu nunca estava saciado. E olha que eu nem a tinha comido ainda.

    Andei pelo campus e me vi procurando desesperadamente por Isabella. Não tínhamos aula, mas talvez cruzasse com ela pelos corredores, quem sabe no intervalo entre uma aula e outra. Como sou uma pessoa de muita sorte Tanya me encontrou primeiro.

    - Edward! Nossa, adoro seu perfume – sorriu sedutoramente. Fiz um esforço imenso para não ser grosseiro.

    - Eu também – continuei procurando pela minha aluna.

    - Indo para a aula? – Não. Estou procurando uma ponte para me atirar. Que saco! Ri com ironia.

    - É só o que posso fazer por aqui.

    - Estou vendo que você hoje não está para conversa. Aconteceu alguma coisa? Problemas com algum aluno? – Parei imediatamente. O que Tanya estava tentando insinuar com esta pergunta? O que ela já sabia?

    - Não. Por que está me fazendo esta pergunta? – Não era para ser rude, mas acabei sendo.

    - Calma Edward! Só perguntei porque estamos no final do semestre e seus alunos estão no último ano. Sempre surgem problemas... – Respirei aliviado. Tanya nunca poderia saber.

    - Desculpe-me Tanya. Estou com a cabeça cheia hoje. É melhor me apressar ou vou acabar me atrasando. Vejo você depois da aula – não deveria ter dito esta última frase. Tanya sorriu e seus olhos brilharam com a promessa. Droga!

    Enfiei a cara no trabalho. Pensar em Bella e na confusão que ela provocava em minha mente, acrescida de todos os problemas que ela me trouxe, e, terminando com Tanya, era demais para esgotar toda a minha paciência. O melhor a fazer era trabalhar e esquecer. Nem senti o tempo passar.

    Arrumei todos os papéis, coloquei em minha pasta e saí conversando com uma aluna que organizava uma antologia de contos de terror. A iniciativa era ótima, porém os outros alunos envolvidos não conseguiam se destacar e agora ela se via desesperada para conseguir finalizar seu projeto.

    Assim que coloquei os pés para fora da sala de aula Tanya enlaçou meu braço e saiu me puxando. Ela nunca desiste?

    - Que tal um vinho hoje à noite para relaxar?

    - Tenho compromisso. Um jantar em família – ressaltei antes que ela se incluísse.

    - Edward, você nunca vai me dar uma chance? Só quero algumas horas para provar que consigo te fazer esquecer os problemas do final do semestre.

    - Tanya, eu agradeço sua preocupação, mas de verdade, ando mesmo sem tempo. Você como professora sabe o quanto esta época é difícil para nós. Vamos deixar este programa para outro momento – se eu não deixasse uma porta aberta ela me perseguiria até conseguir seu objetivo.

    Foi neste instante que a vi. Isabella estava linda! Usava um vestido preto, justo ao corpo e esvoaçante da cintura para baixo. Era curto e sensual. Os cabelos castanhos desciam pelas costas e balançavam ao vento enquanto andava apressadamente em direção ao seu carro. Eu precisava agir antes que ela desaparecesse.

    - Com licença, Tanya. Preciso resolver uma coisa – disparei o mais rápido possível em direção a minha aluna. – Bella! – Gritei. – Bella! – Ela olhou para trás e parou hesitante. – Oi! – Consegui alcançá-la.

    - Oi... Tudo bem? – Bella olhava para os lados um pouco apreensiva.

    - Tudo bem?! Você sumiu novamente! – Estava irritado demais para fingir não me importar. – Eu liguei...

    - Edward... Por favor! Estou mesmo com pressa. Ontem houve um problema e não consegui te atender nem retornar, não posso explicar agora...

    - E quando? Quando vai me explicar? Isso é tão... Frustrante! Eu realmente não sei o que esperar de você.

    - Por favor! Eu vou resolver tudo, agora preciso ir – ela parecia angustiada.

    - Qual é o problema?

    - Tenho uma consulta e preciso correr para não me atrasar.

    - Consulta?

    - Algum problema? – Merda! O que Tanya estava fazendo ali?

    - Professora Denali! – Bella ficou tensa imediatamente.

    - Isabella Swan, nossa! Estou admirada. Fez seu professor correr atrás de você. – Que droga! Tanya com certeza já imaginava que algo estava acontecendo.

    - Tenho pendências com a minha aluna, Tanya. Preciso do último capítulo Isabella, o tempo está curto e não poderei fazer nada antes de finalizar o projeto.

    - Eu compreendo professor. – Bella parecia mais do que tensa. Ela começou a trocar o peso do corpo de um pé para o outro. Merda! Eu precisava de respostas, mas não podia expô-la. – Vou escrever o capítulo o mais rápido possível.   – Agora preciso mesmo ir.

    - Bella! – Era só o que me faltava. O que aquele cão de guarda estava fazendo ali? Deus só podia estar de brincadeira comigo para testar tanto assim a minha paciência. – Caramba! Aonde você vai toda gostosa desse jeito? – Puta que pariu!

    - Jake! – Bella o repreendeu, mas achou graça. – Pensei que não viria hoje. – Por que inferno ela ficava mais relaxada quando aquele garoto estava por perto?

    - Eu não ia. A noite foi cansativa, mas sabe como é, estou pendurado em uma matéria e... Não dá para resistir aos apelos de uma professora doidinha para me aprovar. – Puta merda um milhão de vezes! Isabella tinha contado ao amigo? Mas que porra! Olhei para ela querendo repreendê-la, mas ela não me olhava.

    - Jacob Black! Essa é uma acusação séria – Tanya se adiantou. – Sabe que algo desse tipo pode gerar um processo contra o professor, comprometer sua carreira acadêmica e ainda prejudicar a imagem da faculdade? – Caralho! Que merda de dia era esse?

    - Eu sei. Eu sei professora Denali. Estou só brincando. Ninguém faria uma besteira dessas. – Se Tanya não estivesse presente eu arrancaria a cabeça daquele imbecil ali mesmo. – Então Bella, ontem você estava com tudo, hein? Toda empolgada. Nem acreditei. – Ok. Para mim chega.

    - Preciso mesmo ir, Jake, nos falamos depois. – Isabella ficou ainda mais constrangida.  Seu rosto pegava fogo e ela não conseguia me olhar nos olhos. – Preciso ir. Com licença! – Ela entrou em seu carro e foi embora.

    Imediatamente dei as minhas desculpas e parti com meu carro na mesma direção que ela. Peguei o celular e liguei apesar de não acreditar que ela atenderia. Estava enganado. Ela atendeu.

    - Encoste o carro! Preciso falar com você – quase gritei. Estava enfurecido. Com muita raiva.

    - Edward! Não posso parar agora, desculpe. Eu disse, tenho uma consulta. Preciso desligar.

    - Bella... Não desligue... – Porra! Ela desligou. Parei o carro bruscamente, encostei a testa no volante e tentei recuperar um pouco do juízo que um dia tive. Que merda do caralho! O que essa garota estava fazendo comigo?

    Era problema demais para um dia só. Desci do carro e atravessei a rua procurando uma coisa que não fazia há alguns anos. Comprei um cigarro e o acendi imediatamente. A fumaça queimou meus pulmões. Uma distração prazerosa para encobrir o turbilhão dos meus pensamentos.

    Encostei-me no carro e fiquei observando o mar. Que porra eu estava fazendo? Isabella seria a minha ruína. Se eu não tentasse colocar minha cabeça no lugar agora não teria mais volta. Terminei o cigarro e entrei no carro. Dirigi até a editora. Mais trabalho.

    Alice me encontrou no corredor após uma videoconferência com editoras de fora do país. Ela estava agitada, mas minha irmã sempre era, então não me surpreendi. Peguei os recados que Simone, minha secretária, me entregou e entrei na sala. Todo o peso do mundo se resumia a Isabella Swan e meus ombros não estavam suportando mais.

    - Tudo certo para o jantar de hoje à noite? – Soltei o ar me sentindo completamente desanimado.

    - Sim. Pode contar com a minha presença – ela sorriu.

    - O que está te incomodando? Sua cara está péssima – me acomodei na cadeira e apoiei o rosto em minhas mãos.

    - Tem alguma resposta para aquele material que te enviei? – Claro! Se Isabella não fosse os meus pensamentos, com certeza seria as minhas palavras. Tudo parecia girar em torno dela.

    - Claro! Adorei por sinal. Esta garota é incrível! – Não consegui evitar o sorriso. Eu sentia orgulho dela. – O material é maravilhoso. Só preciso saber como ela vai terminar a história. Mas Edward, que enredo incrível! Original. Bem escrito. Eu apostaria todas as fichas nela. É sucesso garantido.

    - Eu concordo. – Era frustrante conversar sobre o destino do trabalho de Isabella sem que ela pudesse participar. Encostei-me à cadeira e passei as mãos pelos cabelos. Meus olhos se perderam na paisagem ao lado da mesa. O mar ao longe.

    - É por isso que está tão pra baixo? Eu pensei que vocês dois estivessem se entendendo – minha irmã era incrivelmente perceptiva. Não tinha como fingir para ela.

    - Isabella é complicada... Mas não quero que meus problemas com ela interfiram na oportunidade de incluirmos seu trabalho em nossas publicações.

    - Não. Certamente que não. – Alice colocou os papéis de lado e se inclinou em minha direção. – Você está gostando dela tanto assim? – Óbvio que ela saberia. Como não saberia se ninguém me conhecia melhor do que minha irmã caçula?

    - Foi um erro me deixar envolver tão profundamente com uma aluna, Alice. Eu devia ter sido mais forte, por outro lado, sinceramente, não acredito que Isabella cresceria tanto em sua escrita se não tivéssemos passado mais tempo juntos – deixei que Alice absorvesse as informações. Não queria confessar a minha irmã toda a merda que tinha feito até chegar a este ponto.

    - Meu Deus, Edward! – Ela entendeu. – Isso é... Complicado – concordei com a cabeça. – E você se apaixonou – constatou e um sorriso lindo brotou em seu rosto. – Ah, Edward! Você se apaixonou por uma aluna! Uma garotinha colocou você de joelhos – começou a rir descontroladamente.

    - Não tem graça nenhuma, Alice – tentei repreendê-la, era inútil.

    - Claro que tem. Tirando todos os problemas que vocês poderão enfrentar... Se bem que Isabella já está se formando e... Eu acredito que vamos contratá-la como autora... Acho que não serão tantos assim.

    - Não é como você está pensando. – Claro que não! Isabella estava fugindo de mim como o diabo foge da cruz e eu parecia um adolescente de 17 anos, correndo atrás da namoradinha.

   - Vocês já conversaram a respeito? Já contou a ela como se sente?
- Não. – Ela fez cara de reprovação. – Mas eu deixo claro, Alice. Todas as minhas atitudes demonstram o quanto eu quero ficar com ela. Apesar disso Isabella continua insegura, indecisa. Vocês mulheres são complicadas demais.
    - Por que? – Alice parecia não acreditar nos argumentos que eu utilizava.
  - Porque Isabella Swan é uma pentelha igualzinha a você e está me deixando completamente louco.

    - Edward! – Pronto. Consegui irritar minha irmã. – Vocês homens são todos uns idiotas mesmo. Não sei o que seria de vocês dois sem mim como irmã. – Dois? Então Emmett também estava tendo problemas com a namorada? Ri da pequena diante de mim. – Pelo amor de Deus! Quando vão entender que as mulheres precisam ouvir. São apenas três palavras: Eu te amo! Dói dizê-las? Mas não!  Vocês machos que pensam apenas com o pênis, acham que assumir que amam suas fêmeas é o mesmo que pular de um precipício...

    - É como pular de um precipício...

    - Ah, cala a boca, Edward! – Comecei a rir. Alice era ótima em me distrair. – Vou deixá-lo sozinho, quem sabe assim consegue colocar algum juízo nesta cabeça e deixa de ser tão infantil.

    - Eu sou infantil? – Brinquei com ela.

    - Ah, sim! Você é infantil para cacete. Tchau, Edward!

    Alice saiu ainda um pouco irritada, eu sabia que minha irmã não perdia tempo com bobagens. Para ela tudo era muito lógico. Preto no branco. Nem parecia uma mulher. Aliás, ela não se assemelhava a ninguém que já conheci até hoje.

    Voltei minha atenção para os dois contratos sobre a minha mesa. O jurídico havia me enviado para revisão. Eu precisava apenas verificar se estava tudo de acordo com as normas e assinar. Depois disso iria embora. Precisava de um tempo para mim antes de encarar a família.

    Uma batida leve em minha porta chamou a minha atenção. Com certeza Simone tinha algum recado ou documento para me entregar, por isso não desviei a minha atenção do que estava fazendo.

    - Com licença. Posso entrar?

    Levantei os olhos, surpreso. Isabella Swan estava lá.



POV BELLA



    Calcei as sandálias altas, passei a mão no vestido, conferi o cabelo, a maquiagem, o esmalte, a bolsa... Tudo para protelar um pouco mais a minha decisão. Lógico que estava com medo. Por que não estaria? Edward estava irritado. Mas o que ele queria que eu fizesse? Não podia conversar com ele na presença da professora Denali e do Jacob.

    Jacob! Nós teríamos uma conversa bem séria mais tarde. Ele precisava parar de tentar enlouquecer Edward.

    Olhei mais uma vez para o prédio onde ficava a editora do meu professor. Nem sabia se Edward iria querer falar comigo. Mas que droga! Eu tinha tomado uma injeção! Um dos meus maiores medos e ainda sentia a dor da picada em minha bunda, então ele teria que me receber e fazer a dor valer a pena.

    Caminhei em direção à entrada com passos vacilantes. Será que eu estava fazendo a coisa certa? Parei na recepção, uma mulher loira e perfeitamente maquiada me analisou dos pés a cabeça. Graças a Deus minha mãe insistiu em me fantasiar de boneca para ir a faculdade. Talvez fosse melhor tentar me acostumar com este estilo de agora em diante.

    - Boa tarde! Posso ajudá-la?

    - Vim falar com o professor... Quer dizer... Edward Cullen, o editor chefe. Sou Isabella Swan. Ele... Bom... Ele sabe quem eu sou. – A mulher sorriu com deboche, ironizando o meu nervosismo. Pelo amor de Deus! Eu tomei uma injeção na bunda, dá para ter mais piedade?

    - Tem hora marcada? Certamente o nosso editor chefe não tem tempo disponível para visitas não agendadas – sorriu triunfante.

    - Bom... Acho que... – Eu tomei uma injeção. Uma injeção! Dá para acreditar que esta mulher estava tentando me impedir de encontrar com Edward depois de tomar uma injeção? – Olha só...

    - Bella! – A voz do professor Jasper fez com que eu recuasse. – Tive que olhar duas vezes para ter certeza que era você mesma. Olha só. Você está linda! – A forma como ele sorriu não deixava transparecer que havia nada além do elogio. Relaxei. – O que faz aqui?

    - Eu queria falar com Edward, mas...

    - Claire, não precisa anunciar. A Srta. Swan está comigo. Vamos, Bella, eu a levo até ele.

    Entramos no elevador logo em seguida. O professor Jasper cumprimentou algumas pessoas sem se dar ao trabalho de me apresentar a nenhuma. Achei melhor assim. Quanto menos testemunhas melhor. Paramos no quarto andar. Assim que saímos avistei Alice caminhando em direção ao elevador. Ela abriu um sorriso imenso para o marido.

    - Princesa! – O professor Jasper a envolveu em seus braços cobrindo-a de carinhos. – Saudades? – Eles eram tão lindos juntos. Alice se derretia de amor pelo marido.

    - Sempre!

    - Veja quem eu encontrei perdida por aí – ele apontou em minha direção. Só então Alice me viu. Seu sorriso ficou ainda maior.

    - Isabella! Estava agorinha mesmo falando de você. Li o seu material. Incrível! Menina, o que é aquele Robert Carter? Nunca li nada parecido. Adorei! É sucesso garantido... O que faz aqui?

    Fiquei vermelha até o limite. Alice tinha lido o meu livro. Puta que pariu! Ela leu toda aquela pornografia. Tudo o que o irmão dela tinha me ensinado. Ai meu Deus! Ela tinha que dizer isso justo no dia em que tomei a porra da injeção?

    - Vim falar com Edward, mas não combinei...

    - Simone, esta é a Srta. Swan, ela está aqui para falar com Edward. Não precisa anunciá-la.

    Olhei para a mulher atrás da mesa. Ela era alta, magra, com um corpo incrível, visivelmente moldado por seu vestido colado. Tinha cabelos negros caídos até a cintura. Esta era a secretária de Edward? Era melhor eu não continuar olhando. Já tinha tido a minha cota de estresse do dia e precisava continuar acreditando que tomar a injeção valeria a recompensa.

    - Entre. Isabella. Edward está em sua sala. Falo com você depois.

    Alice saiu arrastando o professor Jasper. Fiquei parada um tempo ainda sem saber como agir. A mulher, Simone, continuava me observando. Fui até a porta e bati de leve. Ele nada disse. A secretária se aproximou e abriu a porta me dando passagem.

    Entrei cautelosamente. Edward estava lá. Sentado do outro lado da sua mesa. Não se deu ao trabalho de levantar os olhos. Não sabia o que fazer. Meu professor estava usando paletó e gravata e ficava incrivelmente sexy com estas roupas. Ainda mais bonito.

    - Com licença. Posso entrar?

    Ele levantou a cabeça e me encarou. Seus olhos cravaram em mim, sua expressão era confusa, sem deixar que eu soubesse ao certo como se sentia com a minha presença.

    - Isabella? – A voz era baixa e controlada. Ele arqueou uma sobrancelha, me observando. Oh droga! Ele estava com raiva? Estava irritado por eu ter tido a ousadia de aparecer em seu trabalho? O que ele estava pensando?

    Como eu fiquei calada, ele se levantou, arrumando os papéis sobre a mesa. Caminhou lentamente em minha direção e parou, mantendo uma distância segura entre nós. Suas mãos estavam nos bolsos das calças e ele apenas me olhava.

    - O que faz aqui? Aconteceu alguma coisa? – Sua voz era leve e suave. Uma carícia para os meus ouvidos.

    - Não. Você disse que precisava conversar comigo... Achei que não haveria problema se eu aparecesse...  Podemos deixar para outra hora se preferir...

    - Não. Tudo bem. Eu só... Achei que você não queria conversar comigo. Quer dizer... – Edward tirou uma das mãos do bolso e gesticulou no ar. – Você fugiu e... Isso é tão... – Fechou os olhos, puxou o ar e passou a mão pelos cabelos. – Não consigo compreender você, Isabella. É tudo confuso demais.

    - Edward eu...

    Ele passou por mim e sentou deixando o peso do seu corpo cair sobre o sofá espaçoso. Edward apoiou os cotovelos nos joelhos e enterrou o rosto nas mãos. Devia estar cansado e eu só estava atrapalhando. Tive vontade de ir embora, porém seria desgastante demais. Era melhor facilitar as coisas, então ajoelhei diante dele, colocando minhas mãos sobre seus joelhos e aguardei. Ele levantou o rosto e me encarou. Por breves segundos fiquei perdida naqueles olhos quase cinza que me dominavam completamente.

    - O que quer de mim, Isabella? – Ele não sabia?

    - Edward... – Como fazer isso? – Eu não pude te atender ontem. Aconteceram algumas coisas e eu me vi envolvida numa situação complicada... – Ele fechou os olhos novamente e esfregou a mão na testa. Edward estava impaciente. Eu teria que ser mais convincente. – Rose me pediu ajuda para encontrar com o namorado. Ela não é filha do meu pai, mas por causa de uma história muito longa, eles acreditam que devem agir como pai e filha... Tudo bem, eles devem agir assim... Então Rose precisou de ajuda e, quando combinamos de fazer a visita à ala infantil de crianças com câncer do hospital, ela inventou que precisava estudar com uma amiga para as provas finais e conseguiu fugir da vigilância acirrada do meu pai. Só que quando estávamos nos preparando para voltar para casa, ela me enviou uma mensagem dizendo que não conseguiria chegar no horário combinado. Isso deixaria meu pai aborrecido e ela sabe que perderia muito com isso, então precisei inventar um monte de coisas para passar o tempo. Minha sorte foi encontrar um amigo do meu pai, um ex-colega de faculdade, que ele não via há muitos anos. Aproveitei a deixa para entretê-los ainda mais na conversa, fingindo interesse pelos assuntos do hospital até Rose conseguir chegar em casa. – Acabei de falar e ele ficou me encarando. Depois balançou a cabeça, incrédulo.

    - Então Rose consegue arrumar um jeito de enrolar seu pai e você não? – Oh merda!

    - Edward, por favor! Seja mais compreensivo. Ontem foi um dia complicado. Eu acabei discutindo com Rose por causa do que ela fez. Perdi sua ligação, fiquei até tarde tendo que ouvir as desculpas dela e para piorar, meu pai resolver incluir o tal amigo em nosso jantar de hoje. Não sei se tenho criatividade ou disposição para inventar mais conversas sobre o hospital.

    - E Jacob Black. Onde ele se encaixa em sua noite terrível? – Minha injeção começava a não valer mais a pena.

    - Não fique aborrecido com isso. Jake está só querendo me defender, prometo resolver este problema hoje mesmo. Eu prometo! Por favor! Não fique tão irritado comigo – supliquei. Eu estava ajoelhada e minha bunda doía. Maldita injeção.

    Edward fechou os olhos por alguns segundos, mordeu os lábios e balançou a cabeça como se negasse algo a si mesmo. Suspirou com força e me encarou.

    - Você fugiu hoje pela manhã.

    - Eu tinha uma consulta! Edward, por favor! Eu tomei uma injeção hoje. Tem alguma noção do que é encarar uma agulha? Estou apavorada até agora. – ele me olhou sem acreditar no que ouvia. Depois riu. Foi uma risada gostosa.

    - Venha aqui, menina – me puxou para o seu colo. Doeu um pouco, mas o prazer de estar em seus braços foi mais forte e mais importante.

    Edward me cercou com seus braços, segurando minha nuca com uma das mãos me puxou de encontro aos seus lábios. Rapidamente me deixei envolver. Minhas mãos correram para seus cabelos e meus lábios se abriram recebendo sua língua quente e aveludada.

    O beijo foi doce e sedutor. Edward era um mestre nessa arte, o que já me deixava completamente excitada. Ele saboreava meus lábios e minha língua enquanto suas mãos acariciavam minha pele. Era muito, muito bom. Minha calcinha começou a ficar molhada. Mas ele interrompeu nosso beijo.

    - Que consulta foi essa? – Sua voz rouca lançava choques em meu corpo. Eu adorava saber que Edward também se excitava apenas me beijando. No entanto ele tinha feito a pergunta errada para o momento e logo eu estava tensa novamente.

    - Bom... – Me acomodei em seu colo e ele se mexeu fazendo-me sentir sua ereção. Puta merda! – Edward! – Gemi seu nome sem conseguir conter a saudade de nossos momentos íntimos. Ele riu baixinho juntando nossos lábios brevemente.

    - Você sabe o efeito que tem sobre mim – sorriu me deixando encantada com tanta beleza e sensualidade. Mordi os lábios. – Vai me contar sobre a consulta? – Ok. Foco, Bella! Respire fundo e tome coragem.

    - Precisei dirigir até quase fora da cidade para conseguir chegar a tempo na consulta.

    - Não estou entendendo, Bella. Conte logo tudo de uma vez – ele se moveu de novo. Céus! Edward estava tão excitado. E eu o queria, naquele momento, sem perda de tempo.

    - Fui a uma ginecologista. Procurei uma que não fosse amiga de meu pai – admiti me sentindo tímida.

    - Uma ginecologista? – Ele piscou sem compreender a profundidade da minha revelação. – Nós conversamos sobre meios contraceptivos... – Um pequeno sorriso torto brotou em seus lábios. Fiquei admirada com a facilidade que Edward tinha em me deslumbrar.

    Seus dedos correram meu ombro, subindo e descendo até o meu pescoço, causando-me arrepios. Seus olhos acompanhavam os dedos em minha pele.

    - E a injeção?

    - Ela me aplicou um anticoncepcional. Disse que não existia forma de alcançar segurança total porque o ciclo não estava no início, mas que o correto era iniciarmos logo... Eu disse que começaríamos antes... – meu rosto ficou quente. – Ela recomendou que usássemos camisinha por enquanto até que eu possa recomeçar junto com meu ciclo... – Edward me puxou para um beijo me pegando de surpresa.

    Este veio mais carregado de desejo. Era urgente, quase sufocante, me apertava em seus braços, explorando meu corpo sem pudor. Senti uma mão em minha coxa. Meu sangue aqueceu, fervendo em minhas veias.

    Edward subiu a mão, correndo seus dedos pela minha perna subindo até o limite da minha coxa, onde se prolongou em carícias. A outra mão apertava minhas costas mantendo-me presa a ele e à mercê da sua vontade. Ele me dominava, submetia e enlouquecia. Não havia como fugir ou desistir.

    Seus dedos longos me apalpando com vontade enquanto aprofundava nosso beijo. Suas duas mãos se encontraram embaixo do meu vestido, mais precisamente em minha bunda, onde ele fez uma pressão maior, puxando-me para si forçando-me a sentar em seu colo com as suas pernas entre as minhas. Quando consegui me acomodar, seus dedos invadiram a minha calcinha e alcançaram meu sexo.

    - Ah, meu bem! Você está tão molhadinha! – Edward gemeu acariciando minha boceta espalhando a umidade. Atrevi-me a mexer o corpo um pouco forçando o contato e aumentando ainda mais minha excitação. Eu estava incrivelmente sensível. Pronta para explodir.

    - Edward! – Rebolei com mais vontade.

    Ele me apertou com força, e começou a introduzir um pouco do seu dedo em mim. Ah Deus! Era tão gostoso! Delicioso. Senti seus dentes em meu pescoço, arranhando e pressionando. Estávamos presos em uma bolha só nossa. Agarrados em nossa urgência. Uma de suas mãos saiu de mim e foi ao decote do meu vestido abaixando-o.

    No mesmo momento em que seus lábios se fecharam em meu seio, chupando o bico e me deixando louca, o dedo da sua outra mão foi mais fundo. Puta. Que. Pariu! Joguei a cabeça para trás e empinei a bunda implorando por mais. Edward recuou. Céus! O que ele queria? Enlouquecer-me? Fazer-me implorar?

    - Edward, por favor! – Seu dedo voltou e outros dois acariciavam os lábios do meu sexo que já pulsava.  – Ah, Deus! – Gemi com vontade. Edward brincava comigo tirando toda a minha força e equilíbrio. Nada mais importava ou fazia sentido.

    - Bella, você é tão quente! Gostosa demais – suas palavras entraram em meu corpo junto com seus dedos. Dois deles estavam dentro de mim enquanto o outro continuava a carícia. Era pouco eu queria mais. Sabia que ele poderia ir ainda mais fundo.

    - Por favor, Edward. – Ele continuava chupando meus seios, um de cada vez, brincando com o bico e deixando-me em chamas. Minhas mãos estavam em seus cabelos, prendendo-o e segurando-me para poder me movimentar melhor. – Eu quero... Eu preciso de você agora... – Seus lábios subiram pelo meu pescoço sugando e lambendo. – Tem que ser agora, Edward. Quero você dentro de mim.

    Edward me puxou um pouco para trás buscando pelos meus olhos. Seus dedos me abandonaram. Oh droga! Eu nem conseguia me concentrar em nada. Estava a ponto de explodir de tão excitada, prontinha para ser preenchida por ele. Não havia mais nenhuma dúvida. E eu havia tomado a porcaria da injeção. Pelo amor de Deus!

    - Bella, você quer mesmo fazer isso aqui? – Ele perguntava sério, me encarando.

    - Quero. Agora. Por favor! – Ele suspirou e colou sua testa na minha. Droga, Edward! Não desista! Por favor!

    - Bella! Meu bem! Não pode ser assim. É a sua primeira vez...

    Broxante! Só conseguia pensar nisso. Porra! Eu toda quente por dentro, aliás, por fora também e ele me diz que não pode ser desse jeito? Fiquei tão irritada que comecei a me levantar de seu colo.

    - Bella! Espere... – Me puxou e acabei caindo sentada em seu colo, só que de costas para ele. Edward me abraçou pela cintura mantendo-me junto dele. – Isabella, não seja infantil. Você sabe tanto quanto eu que o que mais desejo neste momento é estar dentro de você. Mas não pode ser assim, não de qualquer jeito.

    - Ah, Deus! – Deitei em seu peito descansando a cabeça em seu pescoço. Edward riu e beijou o topo da minha cabeça. – Estou em chamas, Edward. Eu tomei uma injeção! – Ele gargalhou com vontade, acariciando meus braços e beijando meu pescoço. Imediatamente meu sangue voltou a correr mais forte.

    - Então vamos tentar conter um pouco deste fogo e fazer esta injeção valer a pena. – Ah! A doce e quente promessa! Pelo menos iríamos brincar um pouco.

    Ele recomeçou a beijar meu pescoço deixando sua língua acariciar minha pele. Suas mãos reiniciaram os movimentos, só que mais afoitas.  Edward não desperdiçou tempo, rapidamente uma mão já estava em meu seio, apertando, puxando e me enlouquecendo. A outra invadiu a minha calcinha e seus dedos pressionaram meu clitóris. Soltei um gemido alto. Forte.

    - Isso, minha menina. Quero o seu desejo, o seu prazer. – Sua voz rouca atiçava o meu lado animal e insano. Rebolei em seu dedo sem reservas. – Abra as pernas, Bella! Abra suas pernas para mim! – Minhas pernas ganharam vontade própria se abrindo deixando as dele entre as minhas. – Isso mesmo. Ótimo! – Ele mordeu meu pescoço me fazendo arquear o corpo. Neste instante seus dedos voltaram a me explorar, acariciando, invadindo e me deliciando.

    - Hum! Edward!

    - Estou aqui e vou gozar em você. Bem aqui... – Apertou o centro das minhas pernas me fazendo gritar de prazer. Sua mão se fechou em meu seio, com força forçando-me para baixo enquanto seu dedo entrava e saía, com cuidado e precisão.

    Sua mão me abandonou quando comecei a me contorcer, louca para me entregar ao orgasmo que eu sabia que seria maravilhoso. Choraminguei, protestando.

    - Calma linda! Levante só um pouco. – Edward me apoiou com uma mão e com a outra abriu as calças e colocou seu pau para fora.

    Vi sua ereção sair de dentro das calças, em seguida Edward me puxou novamente, sentando-me com cuidado e posicionando seu membro quente e pulsante entre as minhas pernas que continuavam abertas. Respirei fundo. O que iríamos fazer?

    Ele recomeçou as carícias. Uma mão trabalhava em meus seios e a outra em meu sexo. Ele passou a língua em meu pescoço e introduziu um dedo, não todo, o suficiente para me fazer delirar.

    Passei uma mão para trás do pescoço dele e fechei os dedos em seus cabelos. Com a outra, segurei seu pau com vontade, masturbando-o enquanto sentia seus dedos entrarem e saírem de mim.

    - Ah, Bella! Venha. – Ele segurou o próprio pau e, afastando a minha calcinha para o lado, colocou-o dentro dela, soltando-a depois, ela bem apertada, comportando o meu sexo e o dele ao mesmo tempo. – Agora, meu bem. Quero que você mexa, rebole em meu pau enquanto eu me masturbo em você.

    Não questionei. Apenas obedeci. Com as pernas abertas. Uma das mãos de Edward segurava minha coxa, mantendo-a afastada e a outra subia e descia em seu próprio pau envolto por minha calcinha. Puta. Que. Pariu! Era muito excitante estar assim com o meu professor.

    Imediatamente comecei a me esfregar nele acompanhando o movimento de suas mãos. Era incrivelmente bom. A fricção dos meus lábios úmidos e do meu clitóris inchado e latejante naquele pau duro e quente estava me levando às alturas. Gemi deixando que minha cabeça se apoiasse em seu peito e forçando mais o contato entre os nossos sexos.

    - Ah, Bella! Você está deliciosamente molhada, meu bem! Vai me fazer gozar rapidinho. – Eu também gozaria rapidinho se ele continuasse se esfregando em mim, gemendo e mordendo como estava fazendo e ainda falando com aquela voz orgástica. Puta merda! Tudo em Edward era excitação pura.

    - Me faça gozar, Edward – implorei. – E goze em mim, por favor!

    Sua mão que estava em minha coxa voou para o meu clitóris, pressionando-o com o polegar enquanto os outros dedos de estiravam na junção das minhas coxas com minha boceta, puxando-me para trás. O movimento de sua mão em seu pau foi ficando mais frenético.

    - Vou gozar Bella. Vou gozar em você. Quero deixá-la lambuzada com meu gozo. Quero melar a sua calcinha para quando você voltar para casa se lembrar que eu estive bem aqui – forçou ainda mais meu clitóris me mostrando do que ele falava. – Bem pertinho de te comer. Gozando nessa bocetinha onde só eu vou poder me enterrar... – Rebolei com mais vontade sentindo o vulcão dentro de mim entrar em erupção. – Agora goze minha linda!

  Explodi sentindo o dedo dele me apertando. Seu pau roçando meu sexo me fez ver estrelas. Eu pensei que o orgasmo seria como sempre, forte como um vulcão e rápido como um raio. No entanto, quando comecei a sentir seu gozo me lambuzando, jorrando em mim, meu sangue se aqueceu novamente e meu orgasmo ficou ainda mais intenso.

    Ele continuou acariciando seu pau, com calma e cuidado enquanto meu corpo ia se acomodando. Edward beijou meu ombro, pescoço e cabeça.

   - Mais tranquila? – Ri.

   - Ah, sim, professor! Suas aulas sempre me deixam mais calma – Edward ficou em silêncio durante um tempo. Imaginei ter dito alguma coisa que o desagradou, então ele recomeçou acariciar meus braços com as pontas dos dedos.

    - Bella, eu queria te dizer uma coisa... – Sua voz ficou séria. Meu coração acelerou. Como a boa covarde que sou preferi fugir a ouvi-lo me dizer que não precisaríamos mais de aulas.

    - Preciso dar um jeito nessa bagunça que você deixou em mim. – Levantei um pouco e ele beijou minhas costas. Deitou a testa em meu ombro, como se quisesse me impedir, depois desistiu e me liberou.

    - O banheiro é ali – apontou para uma porta em sua sala. – Mas não quero que se limpe – olhei para ele, que sorria. – Eu falei sério quando disse que queria que voltasse para casa levando uma lembrancinha minha.

    - Vou fazer o possível – beijei seus lábios e levantei.

    Entrei no banheiro segurando o vestido, para que não se sujasse de porra e eu acabasse chamando a atenção da minha mãe para as minhas brincadeiras com meu professor. Enquanto tirava o excesso com papel, ouvi uma voz feminina na sala. Podia ser sua secretária. Eu precisava sair rapidamente, mas composta.

    Terminei o serviço, arrumei o vestido, dei uma olhada no espelho para checar. Minhas bochechas estavam rosadas e os olhos brilhantes. Mesmo assim eu precisava sair. Abri a porta, com os olhos baixos. Estava envergonhada. Fiquei chocada com o que vi. A loira fatal, a autora que queria Edward de volta, estava lá. Sentada de frente para ele, usando um vestido incrível com decote generoso.

    Edward estava com sentado em seu lugar, atrás da mesa e apoiava o queixo nas mãos. Quando entrei na sala ele levantou e me chamou para perto. Andei timidamente na direção dos dois.

    - Isabella, deixe-me apresentá-la. Irina, esta é Isabella Swan, a mais nova promessa da editora. – Oi? Acho que perdi alguma coisa.

    A mulher me olhou de cima abaixo. Ok! O que acontecia com as mulheres que rodeavam Edward? Agradeci mentalmente a minha mãe de novo pela sua insistência em me vestir hoje pela manhã.

    - Isabella... – Apertou minha mão olhando-me nos olhos. – Nunca ouvi falar de você. Qual é o seu livro?

    - Ah...

    - Ela está lançando o seu primeiro livro com a gente. E já é uma promessa. Você realmente precisa ler o material dela. Vai ficar admirada, assim como Alice. Ela realmente quer apostar em Isabella. – Por que Edward estava fazendo isso?

    - Entendo – ela desviou seu olhar de mim. Foi nítido que a “autora” não ficou nada feliz com minha presença, muito menos com essa brincadeira de Edward.

    - Preciso ir Edward. Tenho que começar a me preparar para o jantar de hoje a noite. – Não queria sair e deixá-lo sozinho com aquela cobra pronta para dar o bote.

    - Foi um prazer, Isabella. Eu e Edward temos um assunto para resolver. Vejo você qualquer dia desses.

    Quanta coragem! Senti vontade de sentar e ficar mais um pouco. No entanto não poderia expor Edward. Peguei minha bolsa. Edward veio atrás de mim, acompanhando-me como um bom editor chefe.

    - Conversamos mais tarde? – Suas palavras prometiam, meu sangue ferveu.

    - Farei o possível.

    - Preciso do capítulo. – Sorri maliciosamente. Edward entendeu o motivo do meu sorriso.

    - Pode deixar, estou cheia de ideias – ele sorriu e seus olhos brilharam.

    Saí com o coração na mão. Será que Edward iria se comportar?



POV EDWARD



    Bella foi embora. Minha vontade era de festejar o avanço entre nós dois. Ela havia mudado de ideia procurado uma ginecologista e já estava tomando anticoncepcional. Se bem que corremos um grande risco, eu ia sugerir que ela ingerisse a pílula do dia seguinte. Era melhor evitar.

    Respirei várias vezes antes de me voltar para Irina. Ela nunca escolheu uma hora tão inapropriada para aparecer. Porém estávamos em meu escritório, local para trabalhar e não de quase comer uma aluna. Puta que pariu! Se Irina chegasse um pouquinho antes eu estaria muito fodido.

    - Então, Irina... – Comecei. – Já se decidiu sobre o que irá fazer? Nem pedi uma renovação do seu contrato – voltei para a minha cadeira. – Preciso da sua decisão o mais rápido possível. Queremos abrir espaço para novos autores e estamos também fazendo contatos com alguns já renomados que estão interessados em fazer parte da nossa família.

    Irina não falava, apenas avaliava o que eu dizia, olhando para mim e para a sala, como se procurasse alguma coisa. Percebi quando seus olhos aumentaram um pouco mais e sua boca se abriu, mas rapidamente ela se recompôs.

    - Como conheceu esta garota... Isabella? – Putz! Ela estava desconfiada e é óbvio que informaria a Tanya sobre suas suspeitas.

    - Sou o orientador dela na faculdade. Ela vai se formar em alguns dias e, como gostei muito do seu trabalho acabei mostrando para Alice que adorou e resolveu que devemos publicá-lo. – Tentei me manter impassível. Ela me olhava analisando minha resposta, depois balançou a cabeça e sorriu. Não era um sorriso verdadeiro.

    - Muito bom. Espero que tenham sorte com ela. Não é muito fácil encontrar histórias vendáveis, ainda mais com um autor desconhecido, mas...

    - Vamos falar de você. – Apoiei os cotovelos na mesa e me aproximei um pouco mais dela. – O que você quer exatamente? – Prendi seu olhar ao meu. Irina piscou e perdeu o foco. Bom, pelo menos eu ainda tinha este efeito sobre ela.

    - Eu... Bom... – ela desviou o olhar e encarou o chão. – Eu não queria deixar a editora, mas você sabe como funciona Edward. Meus agentes não estão satisfeitos e na verdade eu dependo muito mais deles do que eles de mim. São sete livros no total, todos um enorme sucesso... Não sei se poderei ficar. – Voltou a me olhar. Desta vez havia uma suplica gritante em seus olhos. Ela me pedia para tocá-la. Droga! Eu queria muito que Irina esquecesse este lado do nosso relacionamento.

    - Nós temos a melhor proposta para você Irina. Nenhuma outra editora vai oferecer o que colocamos à sua disposição. Seus agentes vão conseguir diminuir os seus ganhos e depois vão acabar te abandonando. Você sabe que é uma escritora incrível e depender de seus agentes não é o correto. Vou deixá-la à vontade para decidir, mas lembre-se o seu contrato está chegando ao fim. Enquanto se decide vamos iniciar os preparativos para o livro de Isabella. – Lógico que eu sabia que colocar Bella na jogada faria Irina recuar.

    - Você tem razão, Edward – Irina falava com voz doce, educada. Era uma mulher de classe. Muitos homens matariam para tê-la. Exceto eu. – Vou conversar com meus agentes e te informo assim que tiver uma resposta. Sabe... Eu gosto de trabalhar com vocês. Adoro Alice, mas tem sido bem difícil com você...

    Ela iria mesmo começar esta conversa agora? Eu estava cansado, confuso, com fome e com horário marcado para um jantar em família. Não me restava tempo nem paciência para resolver problemas pessoais com Irina.

    - Eu pensei que já tivéssemos resolvido este ponto, Irina.

    - Resolvemos. Claro que resolvemos. Mas... Eu sinto a sua falta – colocou a mão sobre a minha. Tive vontade de puxá-la, mas seria muito grosseiro de minha parte e Irina estava por um fio, era melhor não forçar muito a barra. – Sei que você gosta da vida que sustenta e que não quer nenhum compromisso. Eu pensei se... Se não poderíamos retornar o que vivíamos... Sem compromisso... Só encontros esporádicos...

    - Não deu certo antes, por que você acredita que daria agora?

    - Por que eu não estava preparada para dividi-lo com mais ninguém Edward. Mas reavaliei e pensei que, quem sabe agora, eu estando mais madura, entendendo melhor o seu lado, as coisas possam acontecer. – Sua mão subiu pelo meu braço. Era hora tomar uma atitude. Levantei e caminhei pela sala.

    - Irina acho que você ainda não está preparada para este tipo de relação. E eu estou nesse momento muito voltado para o trabalho. Não tenho saído com ninguém, estou envolvido com diversas coisas...

    - Duvido muito que esteja sem sexo, Edward. Se esta é a maneira que encontrou para me dar um fora, quero que saiba que isso só prova que não me conhece bem. O cheiro de sexo está impregnado em sua sala e aquela garotinha que acabou de sair, estava com os olhos brilhantes e um rosado no rosto que só uma mulher muito bem comida consegue expressar. – Uau! Ela conseguiu mesmo baixar o nível. Ri forçadamente.

    - Não seja absurda Irina.

    - Não seja absurdo você Edward.

    - Eu não tenho nada com Isabella. Na verdade, nossa relação é estritamente profissional. Se você deseja acreditar no que disse, vá em frente. Não tenho nada a perder. Agora que já conversamos sobre assuntos pessoais que não deveriam estar sendo discutidos no ambiente de trabalho, me dê licença porque preciso ir embora.

    Ela ficou imóvel. Voltei para minha mesa e arrumei os papeis. Sairia da sala mesmo que ela ficasse. Não dava para sustentar uma conversa com Irina chegando tão perto da verdade. Coloquei tudo em minha pasta, desliguei o computador e comecei a me preparar para sair. Irina se levantou e veio em minha direção. Fui surpreendido com um abraço.

    - Desculpe! Desculpe Edward! Eu não queria... – Soluçou. Merda! – Eu não queria brigar com você, muito menos ficar te acusando. Por favor, me perdoe! Vamos esquecer esta história. Diga que me perdoa, por favor!

    Não podia ser tão insensível ao ponto de ficar indiferente. Abracei Irina e confortei-a. Ela ficou em meus braços chorando por alguns instantes. Ofereci um lenço de papel que eu tinha na gaveta. Ela aceitou e logo conseguiu se recompor sorrindo para mim amigavelmente.

    - Não acredito que fui capaz de fazer esta besteira. Meu Deus! Como fui infantil.

    - Tudo bem. Todo nós temos direito a ter estes momentos. Você está bem?

    - Estou Edward. Obrigada! Você sempre foi muito gentil.

    - Preciso mesmo sair agora, Irina. Tudo bem para você?

    - Claro. Vejo você em outro momento.

    Irina saiu me deixando confuso. Como ela podia primeiro se oferecer para voltar a frequentar a minha cama, depois me acusar de estar transando com minha aluna, o que está mais próximo da minha realidade, e em seguida chorar arrependida pelo que disse? Mulheres! Como entendê-las?



POV BELLA



    Cheguei em casa com um sorriso imenso no rosto. Edward tinha razão. A lembrancinha dele estava grudada em mim. Claro que meu sangue ficou quente e meu corpo reagiu na mesma hora só de lembrar. Eu precisava resolver logo minha situação com meu professor. Não dava mais para ficar só nas brincadeiras. Ele tinha concordado então eu teria que arrumar uma boa desculpa para passar uma tarde inteira com Edward sem chamar a atenção de meu pai.

    Será que quando uma garota perde a virgindade dá para as pessoas perceberem? Mudaria alguma coisa em minhas atitudes? Em meu corpo? Nossa Isabella Swan! Quanta infantilidade!

    Entrei em casa beijei meu pai e minha mãe e corri para o quarto. Tudo bem que a lembrancinha de Edward era deliciosa, mas era bom não abusar. Vai que meu pai descobre... Não. Um banho resolveria.

    Bastou colocar meus pés na água quente para Rose entrar no quarto gritando.

    - Bella! Vou entrando, então, por favor, pare de fazer qualquer sacanagem que esteja fazendo. – Puta que pariu! Ela gritou isso mesmo? E se meu pai ouvisse?  - Preciso de sua ajuda – atirou assim que entrou no banheiro.

    - Não. – Neguei antes que ela conseguisse me convencer a fazer o mesmo da noite passada. Entrei no chuveiro evitando molhar os cabelos. Minha mãe me faria secá-los e eu não estava com vontade de perder muito tempo cuidando do cabelo.

    - Você nem sabe do que se trata... – Eu sabia muito bem o que Rose queria. Uma folga para ficar um pouco mais com o namorado.

    - Sem essa Rose. Não estou com ânimo para inventar desculpas para meu pai. Você vai ao jantar ou então se resolva com a fera sozinha. Não vou encobrir suas escapadas.  Já tive problemas demais por causa disso. – Segurei a esponja e coloquei um pouco do sabonete líquido nela.

    - Problemas com seu professor pervertido? Tenha dó! Vocês não estão transando ainda e sabe Deus se vão transar.

    - Isso não vem ao caso, Rose. Seu namorado precisa entender que você sofre a perseguição do meu pai. Não posso fazer nada a respeito. Converse e se entenda com ela. Ponto final. – Esfreguei a esponja com mais força do que o necessário. Minha pele ficaria extremamente vermelha.

    - Ok. Obrigada por nada! Não se preocupe eu te ajudarei quando chegar a sua vez. – Que droga! Rose sabia mesmo fazer chantagem emocional comigo. Enchi a mão de óleo de banho e passei pelo corpo sem muito cuidado.

    - Rose, eu não posso inventar desculpas para hoje à noite. Por favor, seja compreensiva. Tem sido difícil para mim também.

    - Claro! – Ironizou. – O jantar será um saco!  Eu até aguento se puder arrumar uma desculpa para fugir e ficar com Emm nem que seja só por uma hora. – Tirei o excesso do óleo.

    - Sinto muito, amiga. Nada posso fazer desta vez.

    - Por que você não diz a seu pai que quer sair para dançar com os amigos? Ele não vai impedi-la de sair. Por favor!

    - Porque amanhã tenho aula logo cedo. Porque tenho que escrever o último capítulo do meu livro e porque estou muito cansada para tentar enrolar o meu pai que com certeza vai dizer que pode nos acompanhar. Tudo que eu menos quero nesta vida é ir para uma balada com meu pai. Como se já não bastasse ele ser o guardião da minha virgindade agora será o meu cão de guarda. Deus me livre!

    - Droga! Eu tinha dito ao Emm que daria um jeito – desliguei o chuveiro, abri a porta do box e peguei a toalha.

    - Vamos ter uma noite agradável e em família. Comece a trabalhar sua mente nisso. – Rose ficou aborrecida e saiu do banheiro me deixando sozinha. Ótimo! Um pouco de paz me ajudaria a relaxar.

    Escolhi uma roupa casual e elegante ao mesmo tempo. Uma saia preta, cintura alta com um pouco de brilho, nem tão curta nem tão comprida, uma camisa branca justa sem decote, um casaco bege prensado na cintura. Estava ótimo! Para os pés um “Peep Toe” na mesma cor do casaco e uma bolsa pequena, de mão, combinando com tudo. Minha mãe ficaria feliz ao me ver vestida como uma bonequinha sem precisar me ameaçar para isso.

    A maquiagem ficou por conta de Rose, que mesmo com muita má vontade, fez um excelente trabalho. Fiquei satisfeita. Se Edward me visse, será que ficaria animado? Será que me acharia uma garota desengonçada tentando ser uma mulher atraente? Droga! Desde quando eu me preocupo tanto com o que as pessoas pensam ao meu respeito?

    - Bella! Vamos querida! – Meu pai chamou da escada.

    Apressei-me em descer. Quanto antes começasse mais rápido terminaria. Isso se Rose não aprontasse alguma e eu tivesse que passar a noite enrolando o meu pai.

    - Uau! Como você está bonita! – Meu pai era sempre muito gentil quando se tratava da sua única filha. Era só não falarmos sobre namorados ou qualquer coisa do gênero.

    - Obrigada! – Sorri amavelmente. Apesar da sua marcação cerrada, eu o amava incondicionalmente.

    - Você está diferente, Bells. Não sei... – Parou para me observar. Fiquei gelada. O que ele tinha descoberto?

    - Eu cresci pai. Não sou mais aquela garotinha – ele sorriu. Era lindo quando fazia isso. Seus olhos se fechavam formando ruguinhas nos cantos, mas ele parecia mais jovem sorrindo.

    - Você sempre será a minha garotinha! – Me puxou para seus braços e beijou o alto da minha cabeça. – Todos esses dias aqui e ainda não conversamos sobre você. Sei do seu projeto, do final do curso, mas não sei de mais nada, Bells. – O que eu poderia dizer a ele? Andei muito ocupada fazendo aulas de sexo com o meu professor delícia e se você não se importar eu adoraria transar com ele sem que para isso ele fosse obrigado a casar comigo. Meu pai, às vezes, era incrível.

    - Não há nada sobre mim que você não saiba Charlie. – Ele não gostava, mas eu arriscava chamá-lo pelo nome para tentar igualar nossas posições.

    - Você tem... Saído... Conheceu alguém... – Comecei a ficar vermelha em todos os tons. Oh merda! Eu ia ter uma conversa sobre garotos com o meu pai? Só se eu tivesse perdido o juizo.

    - Tenho 21 anos – desviei os olhos.

    - Eu sei. Com esta idade sua mãe já estava casada comigo e um pouco acima disso já carregava você em seus braços. – A velha e longa conversa de sempre. Eu deveria conhecer um homem bom, que valorizasse a família, que respeitasse os nossos princípios. Deveria me casar em menos de seis meses, virgem, diga-se de passagem, gerar filhos, blá blá blá.

    - Pai! Não quero um casamento. Quero apenas ser a dona da minha vida. Ter o direito de escolher meus namorados, ter as minhas próprias experiências, minhas próprias escolhas... Já conversamos tanto sobre esse assunto. Por favor! – Ele me avaliou pensativo.

    - Sabe Bells... Este amigo que vamos encontrar hoje tem filhos. Com certeza algum deles deve ser médico como o pai. Já que você não quis seguir carreira na medicina, escolher um rapaz de boa família que exerça a nossa atividade seria excelente. Pelo menos não perderíamos tudo quando eu não estiver mais por aqui – Puta que pariu!

    - Charlie! Nós já conversamos sobre isso – minha mãe me socorreu. Graças a Deus! – Estamos no século XXI. Os casamentos não são mais feitos por conveniência ou arranjados. Devem ser por amor, como aconteceu conosco. – Meu pai sorriu para as lembranças. Ele amava a minha mãe e os dois eram muito melosos. Chegava a ser insuportável.

    - Isso. Eu quero conhecer alguém que me interesse. Alguém que eu ame, e que...

    - Eu tenho o direito de opinar. Não vou entregar minha única filha a qualquer um. Não vou mesmo – esbravejou

    - Mãe! Tá vendo só? Eu vou acabar fugindo de casa – minha mãe riu. Ela também estava incomodada com as ideias do meu pai, mas sempre tentava me acalmar dizendo que tudo acabaria quando eu conseguisse ser independente. Só me faltava essa!

    - Charlie, vamos nos atrasar, querido. Bella é a garota mais ajuizada que conhecemos, dê um voto de confiança a sua filha. E vamos, seu velho ultrapassado – brincou levando meu pai pelo braço. Antes ela piscou para mim.

    Fiquei tensa durante todo o caminho até o restaurante. Se algum dos filhos do amigo do meu pai fosse realmente médico ele não me deixaria em paz. Implorei mentalmente para que o amigo em questão tivesse uma indisposição e não comparecesse. Rose ficou trocando mensagens em seu celular e permaneceu com a cara emburrada.

    Seria uma noite excelente. O meu pai tentando me casar com o filho do amigo, Rose no celular e minha mãe me cobrando atitudes mais sociáveis. Ah Deus! O que eu fiz para merecer tal castigo? Minha única salvação seria Jake que tinha me prometido que nos encontraria apesar de eu ainda estar aborrecida pelo que ele tinha feito mais cedo.

    Entramos no restaurante. Jake já nos aguardava na porta, o que me deixou extremamente feliz. Abraçamo-nos e entramos, ele com o braço em minha cintura e eu abraçada à cintura dele. Parecíamos um casal feliz. Espero que isso sirva para espantar qualquer pretendente que meu pai resolvesse me empurrar.

    Fomos informados de que estávamos sendo aguardados. Caminhamos até a mesa que a recepcionista nos indicou. Assim que avistei os convidados parei chocada. Edward estava lá, junto com Alice, o professor Jasper e o médico, amigo de meu pai, que eu tinha passado boa parte da noite anterior tentando enrolar para salvar a pele da Rose.

    Ele também ficou surpreso a me ver, mas seus olhos se contraíram e desviaram dos meus para encarar um Jacob possessivo segurando minha cintura. Puta. Que. Pariu!

12 comentários:

Fernanda mendonça disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...mil vezes FODÁSTICO esse capítulo! Tati, cada frase que eu li hj rolava de rir...gente, foi muita confusão....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...cara, esse medo da Bella de levar injeção na buzanfa foi hilária...ela estava tão chocada com a picada que a todo momento lembrava "tem que valer a pena"...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk..e o Edward correndo atrás dela como um adolescente com seus hormônios em ebulição!!!! Um cara de 34 anos!!!! É...chá de piriquita é outra coisa (olha como vc me força a revelar meu outro linguajar...ahauaiahauai)....kkkkkkkkkkkk...amiga, amei de verdade este capítulo...por mim, da próxima vez vc pode escrever 100 páginas que eu não me importo de passar o tempo lendo esta fic. Hj eu estava meio jururu, mas vc conseguiu arrancar boas gargalhadas de mim... :)E esse jantar hein?! Auuuuuuuuuuuuuuuuu....louca pra ver como se desenrolará....creio que será bem "agitado"....kkkkkkkkkkkkkk...Parabéns, lôra de Brotas!!!! :)

Any Athayde disse...

rsrs sinto cheiro de Irina trazendo problemas.. Bellinha muito esperta :) e vou te contar Carlisle e Charlie amigos, logo Bella e Edward ♥♥ quero maiss

Renata Lamela Lenke disse...

Ahhhhhhhhhhhhhh adorei !!!!!
Simplesmente maravilhoso...louca essa Bella com medo de entrar de injeções...mas cá para nós...valeu cada centavo...ou melhor...cada espetada...hahahahah Bjsssssssss :D

ellen candido ferreira disse...

Aiiii ki novela... To anciosa, e dps Tati vc nao ker ki sejamos anciosas??? Ta mto bom e to adorando vc postando rapidinhu!!! Amuuuu, parabens bjao

Suelen Cybis disse...

Nossa esse capitulo foi todo de lindo... eu amei... Tati eles poderiam se perder no banheiro desse restaurante o que acha??? vish ia ser uma delicia ler...kkkk beijos e ate em breve

Claudia Sula disse...

oi Tati, capitulo maravilhoso, amei, se só com as brincadeiras já estão pegando fogo, imagine na hora H, kkkkkkkkkk, adorei voce ter postado dapido desta vez, não demora para o próximo estou anciosa, bjs. Ah, adorei a foto do nosso professor gostoooooooso.

Stéphanie Cruz disse...

Estou viciando nessa fic. Sensacional, ansiosa por mais..
Adoroooo esse professor!!

Valeria Jorge disse...

Simplesmente demais... apaixonada por esse Professor delícia a cada capítulo... hehehehe... Nossa, fico cada vez mais ansiosa. E faço minhas as palavras de Cláudia Sula (adorei você ter postado rápido desta vez, não demora para o próximo estou ansiosa). Bjs

Tatá disse...

A história está perfeita. Me vejo cada vez mais envolvida nesse romance nada convencional, mas mesmo assim, tão completo. Obrigado Tatiana por me dar a oportunidade de ler mais uma de suas obras. Estou cada vez mais ansiosa por um novo capítulo, imaginando o virar acontecer, suspirando com todas as qualidadades do casal, e torcendo para que tudo der certo em cada momento de ambos juntos. Espero uma nova atualização ainda essa semana. Beijos de uma alunda sonhadora do professor Cullen! <3

Michele Mello disse...

Meu Deusssssssssssssss!!!!!!Preciso saber mais...rs.

Vanessa disse...

Amo suas fics! Adorei função CEO q vc publicava no Nyah, mas infelizmente não deu continuidade. E estou adorando O professor, mas flor vc demora demais a postar! As vezes desmotiva continuar lendo por causa da demora! Desculpa te dizer isso, e sei q vc não tem obrigação em escrever, mas é pq realmente qd a autora demora demais muitos leitores perdem o interesse e abandonam a fic! Espero q vc veja como uma critica construtiva, não tenho intenção de ofender! Vc é uma excelente escritora! Abraços e boa sorte com o livro!

Tatá disse...

Ao ler as histórias da Tatiana, eu me vejo assustada com tamanha perfeição... A escrita totalmente correta e uniforme, a descrição minuciosa das cenas e personagens que nos permitem imaginar com precisão ao ler cada capítulo, a maneira que a mesma narra de forma que por mais longo que seja a postagem ainda me parece pequena demais pra minha curiosidade e minha vontade sem medidas de ler. Existe inúmeras qualidades presentes que fazem das histórias da Tatiana este sucesso que são, eu acompanho já há algum tempo e posso afirmar isso com total certeza, eu queria antes de tudo de parabenizar por tudo, por ter essa criatividade tão única e por aumentar ainda mais minha felicidade ao saber que ainda existem autoras como você.
Eu só queria te fazer um pedido, um pedido de uma leitora descontrolada, apaixonada e acima de tudo necessitada, a demora que você posta os capítulos *já mencionada antes por outras pessoas* faz com que algumas "desistam", e se sinta meio que "decepcionada" por sempre procurar e não achar... Eu sei que você é uma profissional com muitos deveres e obrigações, e a escrita torna uma maneira de desopilar, mas espero sinceramente que atenda meu pedido, espero ansiosamente. Beijos de uma fã encantada :*

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