O Professor - Capítulo 9

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Oi meninas! Mais um capítulo para vcs. Agora as coisas começam a ganhar sentido. Vamos saber como será para estes dois de agora em diante. Mais uma vez quero falar sobre o meu livro Segredos. Ele já está a venda na Amazon por apenas R$ 6,21 e o link para compra é http://www.amazon.com.br/Segredos-ebook/dp/B00CY1KULW/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1375225606&sr=1-1&keywords=Segredos

POV Bella 


    Eu estava quentinha envolvida por braços fortes e seguros. Vagava entre a realidade e o sonho enquanto sentia os lábios de Edward traçando beijos em minhas costas e suas mãos macias acariciando minha barriga. Ele estava às minhas costas, os braços ao meu redor e seu corpo colado ao meu. Era tão gostoso e aconchegante acordar ao seu lado.

    Lentamente me virou para ele. Eu ainda não tinha conseguido aterrissar completamente no mundo real e não contestava, apenas me permitia ficar ao seu dispor aproveitando o momento.

    Ele beijou meu pescoço, desceu para meus seios e os beijou também com carinho. Foi incrivelmente bom. Gemi e me movimentei embaixo dele recebendo suas carícias. Edward após brincar com meu corpo tornando-o ainda mais sensível desceu os lábios pela minha barriga, roçando seus dentes ao mesmo tempo em que massageava minha cintura com seus dedos hábeis. Eu já estava em chamas.

    Seus beijos molhados desceram mais e sua barba por fazer eletrizava todo o caminho. Seus lábios eram macios e gentis mas também fortes e exigentes. Ele sabia o poder que exercia sobre mim e não hesitava em utilizá-lo. Meus gemidos baixos e manhosos preenchiam o silêncio do quarto.

   Quando sua língua alcançou o meio das minhas pernas eu fui jogada abruptamente de volta à realidade.  Abri os olhos sentindo Edward me explorar com desejo, seus lábios se fechando em meu sexo e seus dentes espalhando mordidas deliciosas por toda a minha feminilidade. Gemi mais alto e alcancei seus cabelos sentindo-o se aprofundar ainda mais em sua exploração. Céus! Esta definitivamente era a melhor forma de se começar o dia.

    - Ah! Edward... – Me perdi nas carícias espalhadas pelo meu sexo, que tiravam de mim a energia necessária para recusá-las ou impedi-las.

    Ele sugou meu clitóris me fazendo quase gritar e logo depois fechou seus dentes nele puxando-o um pouco para cima. Arqueei o corpo em sua direção sentindo minhas pernas tremerem e meu ventre entrar em combustão. Eu gozaria a qualquer instante.

    Instintivamente rebolei em sua boca. Edward gemeu e introduziu sua língua em mim.

    - Puta merda! – Segurei seus cabelos completamente entregue à sensação mais deliciosa que já tinha experimentado em toda a minha vida. Edward começou a me foder introduzindo sua língua com habilidade até que não houvesse mais um caminho de volta e eu gritasse seu nome em êxtase.

    Fiquei fora do ar por alguns instantes, deixando que o calor do prazer se espalhasse pelo meu corpo, como chamas lambendo cada pedacinho meu e depois as senti recolhendo-se como numa grande explosão onde sobem queimando tudo que encontram pela frente e segundos depois são puxadas de volta até nada mais existir. Relaxei completamente.

    Edward estava de volta ao meu pescoço. Beijando e acariciando minha pele. Sua ereção cutucava meu ventre, porém não pedia passagem entre as minhas pernas, apenas se posicionava esperando que eu lhe permitisse agir. Abri os olhos lutando contra a claridade e encontrei aquele par de olhos cinza me encarando.

    - Bom dia! – Sorriu lindamente. Tive que sorrir de volta.

    - Bom dia! – Me espreguicei embaixo dele e sua ereção acompanhou meu movimento. Ele beijou meus lábios e pude sentir o meu próprio gosto neles. Isso era erótico demais para o café da manhã.

    Ele continuou me beijando e aos poucos fui cedendo ao desejo de tê-lo, nem que fosse uma única vez. Abri minhas pernas recepcionando-o permitindo que avançássemos um pouco mais.  Virei o rosto para o lado para que Edward se apossasse do meu pescoço. Foi quando vi o relógio.

    - Puta merda! – Gritei.

    - O que foi? – Ele se assustou.

    - Merda Edward! Meus pais. Você precisa ir embora – empurrei-o para que saísse de cima de mim, porém ele me segurou na cama.

    - Bella! É muito cedo.  Ainda temos algum tempo.

    - Meu pai acorda com o nascer do sol. Você precisa ir agora – empurrei-o novamente, desta vez ele saiu de cima e permitiu que eu levantasse.

    Olhei para a minha perna e percebi que ainda estava com as meias. Apenas com elas. Oh droga! Meias sete oitavos eram uma maravilha para seduzir, mas definitivamente não para acordar e expulsar o... Professor? Bom, não sei. Mas para expulsar Edward da minha cama, não era nada legal. Olhei para ele que me encarava tranquilamente com um sorriso safado nos lábios, deitado em minha cama, completamente nu, as mãos atrás da cabeça e uma ereção magnífica como se estivesse em um dia de férias.

    - Levanta Edward! Estou falando sério. Meu pai vai me matar se o encontrar aqui. Aliás ele vai te matar também. Vamos, fora! – Peguei suas roupas e atirei para ele.

    - Você está incrivelmente gostosa. Eu arriscaria minha vida para comê-la agora – o sorrisinho sacana continuava lá.

    - Exatamente. É a sua vida que está em jogo – fui ao meu closet e peguei uma camisa longa e folgada que pertencia a Jacob vestindo-a rapidamente. Cobriu até quase meus joelhos. Quando passei por Edward ele me puxou de volta para cama deitando-se sobre mim.

    - Edward, por favor! É sério. Meu pai...

    - Não posso conhecê-lo? Você poderia me apresentar...

    - Só se eu quisesse ir ao seu enterro. Você não tem ideia da minha situação, vou fazer um breve resumo enquanto você se veste. E seja rápido – ele riu e saiu de cima de mim. Pegou sua calça e começou a vesti-la.

    Olhei seu corpo enquanto se vestia. Caramba! Edward era uma delícia de homem. Que corpo mais lindo! E que ereção! Acho que isso deve contar muito na hora “h”. Bem definida, prolongada, completamente ereta e... Grande. Muito grande. Nossa! Como eu estava ficando pervertida.

    - Tem certeza que quer que eu vista a calça? – Ele estava me observando. Claro! O que Edward perdia?

    - Infelizmente sim, e logo – ele riu. – Meu pai foi médico do exército. E, bem... O que importa que ele acha que pode andar armado. Não que seja violento, nem nada parecido, mas como eu disse, ele é do século XVIII, ou talvez antes.

    - Ele não quer que você namore? – Parecia um pouco espantado. Normal. Eu tinha 21 anos estava me formando e tudo mais.

    - Pior. Ele não implica com namorados, desde que seja alguém confiável, que ele conheça e possa ter ao alcance das vistas, ou seja, ninguém. E esta não é a pior parte – fiquei sem jeito, mas era melhor colocar toda a merda para fora de uma vez. Quem sabe assim ele desistia da ideia de tirar a minha virgindade e eu estaria protegida contra a dor que viria depois. Não da dor da primeira vez, mas a do meu coração se partindo em mil pedaços após a formatura.

    - Fala de uma vez Bella – pegou a camisa e passou pelos braços.

    - Ele quer que eu me case virgem. – Edward parou, antes de passar a camisa pela cabeça. – Na verdade... Ele exige – desviei o meu olhar.

    - Seu pai anda armado e defende a sua virgindade? É isso? – Fiz que sim com a cabeça sem coragem de encará-lo. – Puta merda, Isabella! E você toda ansiosa para que eu faça isso – mordi os lábios sentindo as lágrimas se formarem.

    - Ok. Hora de ir embora – fui em direção à porta e Edward me interceptou no caminho.

    - Hey! Nós precisamos conversar. Você não pode simplesmente me atirar uma bomba dessas e me expulsar de sua casa.

    - Edward, acredite em mim. É o melhor a ser feito. Meu pai vai atirar primeiro e depois perguntar. Entendeu? Por favor! Vá embora! – Dei alguns saltinhos como uma criança e ele riu.

    - Isso é o pior que pode me acontecer? Talvez eu prefira te levar de volta para a cama e te comer logo.

    - Bom... Ele pode te forçar a casar comigo. Acho que seria muito pior – ele ficou sério. Seus olhos avaliavam meu semblante. – Vá por mim. Ele seria capaz. Agora, Rua. De verdade. Rua, Edward.

    Ele obedeceu sem protestar. A história do casamento deve ter sido demais. Voltamos para a sala. Eu com cuidado, pois as meias escorregavam e ele perdido em pensamentos. Quando alcançamos a porta, Edward se virou para mim.

    - Quando vou te ver? – Ele continuava sério. Ok. Forcei a barra, mas talvez fosse melhor assim. Era a deixa para que terminássemos esta etapa da nossa experiência. Eu tremia, como se um vento gelado circulasse ao meu redor e meu coração batia acelerado, dolorido pelo adeus.

    - Vou tentar escrever e ver se consigo fugir deles. Eu te aviso. Agora vá, pelo amor de Deus.

    - Ok, Bella. Já estou indo. Pode ficar tranquila – abriu a porta e saiu. Eu apenas olhei para fora com receio de ser pega em flagrante. – Tchau! – Sua voz parecia fria e triste. Atingiu-me em cheio.

    - Adeus, Edward – um nó se formou em minha garganta. Fechei a porta e me encostei na parede.

    Minha garganta ardia, meus olhos estavam úmidos. Meu coração maltratava meu peito batendo desesperado, implorando para não deixar Edward sair da minha vida.

    - Bella? – Droga! Rose estava em casa. – O que aconteceu? – Abri os olhos e a vi vindo em minha direção, logo atrás um rapaz me olhava com atenção, um pouco preocupado. Era muito bonito, alto, forte de verdade, cabelos loiros com cachinhos e olhos verdes que me observavam atentamente.

    - Rose, eu... Nada. Estou preocupada, só isso – passei as mãos pelos cabelos tentando arrumar a bagunça.

    - O que faz vestida desse jeito encostada próxima à porta? – Seu tom de voz subiu um pouco.

    Só então me dei conta de que estava com meias sete oitavos e uma camisa comprida e folgada. Nada mais. Puta que pariu! Nem de calcinha eu estava. Fiquei 50 tons de vermelho.

    - Pensei ter ouvido alguém bater e vim verificar. Eu... – Puxei a camisa para baixo. – Vou voltar para o meu quarto e me preparar para receber meus pais.

    - Ai meu Deus! Emm você precisa ir. – Olhamos para o rapaz que apenas nos assistia e ele sorriu. Tinha covinhas e era encantador. – Não temos tempo para as devidas apresentações, então esta é Bella e este é Emmett, agora vá embora, por favor!

    Pelo visto todas as camas desta casa foram aquecidas esta manhã. Quase sorri, mas a lembrança me trouxe Edward e com ele todas as minhas angustias.

    - Vou subir. Eles devem estar chegando a qualquer momento. Tchau, Emmett, foi um prazer – corri escada acima e me tranquei no quarto. Todo o ambiente cheirava a sexo e a Edward. Puta merda!

  
POV EDWARD


    Dois dias se passaram. Dois dias sem falar com Bella. Ela não me atendeu, não respondeu a minha mensagem e não compareceu a minha aula. Droga!

    Eu repassava nossos momentos e toda nossa conversa em minha mente, e tentando descobrir onde estava o erro. Claro que não tinha sido o fato dela ter me visto com Irina. Eu havia me explicado e Bella parece ter compreendido então o que? Não conseguia entender.

    Faltavam apenas duas semanas para o término de nossas atividades então as provas finais e pronto. Acabou. Bella estaria formada e nós dois finalmente livres para ficarmos juntos.  Isto se ela já não tivesse desistido de mim. De nós dois. Não conseguia me conformar.

    A verdade era que eu sentia uma falta absurda daquela doidinha e de nossas aventuras. Deus!  Como eu sentia falta dela. Isabella Swan tinha conseguido me dobrar, reconheço. Mas... Puta que pariu! Por que diabos ela resolveu desaparecer?

    “Não vamos mais conversar sobre o seu livro? Sou seu orientador e preciso do material. Entre em contato”.

    Enviei a décima mensagem do dia. Apenas mais uma que não seria respondida. Liguei o carro e fui me encontrar com Alice. Minha irmã estava furiosa por eu ter saído correndo na noite em que eu e Bella quase... Eu tinha deixado Irina sozinha na boate e isso agravou bastante a situação.

    Assim que cheguei à editora fui cercado pelas secretárias que normalmente conseguiam encher meu dia de atividades. Pedi que Alice fosse chamada e sentei em minha cadeira me sentindo desconfortável. Liguei o computador no mesmo instante em que meu Iphone apitou indicando uma nova mensagem de e-mail.

    Acessei minha conta e fiquei surpreso com a mensagem de Bella. Ela foi fria e rápida.

    “Professor, estou enviando meu trabalho. Falta apenas o último capítulo, todo o restante já está pronto e modificado. Marquei as partes alteradas para facilitar. Assim que terminar enviarei o material completo. Obrigada pela paciência. Isabela Swan”.

   Puta que pariu! Bella não falou nada sobre nós dois e nem marcou um encontro. O que ela queria? Droga! Eu tinha feito tudo o que me pediu. Aceitei as suas condições. Entrei de cabeça nesta loucura, o que mais ela queria que eu fizesse?

    Digitei uma mensagem rápida: “Não vou avaliar nada sem te encontrar. Você sabe que precisa discutir os detalhes pessoalmente comigo. Se ainda tiver interesse em ser escritora me encontre amanhã à tarde. Estarei na praia. Atenciosamente, Edward Cullen”.

    Alice entrou em minha sala no momento em que cliquei para enviar a mensagem. Ela estava agitada, mas parou quando percebeu que eu não estava para brincadeira.

    - Algum problema? – Perguntou.

  - Alguns. Podemos começar? – Ela hesitou, mas sentou na cadeira diante da minha e colocou alguns originais sobre a mesa.

    - Irina está impossível – começou com a voz baixa. – Fui procurada pelos seus agentes. Eles recusaram nossa proposta. Disseram que os livros dela são bastante rentáveis e que, pela forma como ela vem crescendo, deveríamos valorizá-la mais.

    - Não posso dar o que Irina quer. Deixe que ela saia. Duvido muito que consiga um contrato melhor do que o nosso – Alice me encarou sem acreditar.

    - Não podemos perdê-la, Edward. Há muito mais do que dinheiro em jogo se perdermos os livros dela. Existe a nossa reputação e uma série de consequências.

    - Alice, você quer assumir o meu lugar? – Minha irmã me encarou espantada com a minha reação. – Irina não vai tirar os livros dela da editora. Duvido muito que queira fazer isso. Está apenas usando este argumento para me forçar a ficar com ela. O que não vai acontecer. Entendeu?

    - Entendi, Edward. Meu pai do céu! Que bicho te mordeu?

    - Um bicho chamado Irina. Estou de saco cheio!

    - Ok, Edward! Vamos deixar este assunto para outra hora.

    - Ótimo! – Passei as mãos pelos cabelos querendo arrancar aquela garota de meus pensamentos. Isabella não me deixava mais trabalhar. Olhei outra vez para o meu e-mail e me lembrei que havia dito a Alice sobre um material novo. – Alice, você poderia dar uma olhada no livro daquela minha aluna? Eu estou gostando muito da maneira como ela escreve e mesmo que ela ainda não tenha terminado acho que merece sua avaliação.

    - Posso sim. Isabella, não é? Aquela aluna para quem você dá aulas particulares – ela sorriu e eu revirei os olhos. Tudo o que eu não precisava no momento era de mais lembranças.

    - Isso. Vou enviar para o seu e-mail. Tente me dar um retorno o mais rápido possível, pode ser?

    - Claro! Nossa! Quanta preocupação! É por causa dela que está fugindo de Irina?

    - Alice, você poderia se concentrar no seu trabalho?

    - Você está mesmo insuportável – ela me mostrou a língua. Nem acreditei no que estava vendo.

    - Quantos anos você tem? Doze?

    - Vinte e cinco. E você? Setenta?

    - É. Às vezes acho que sim. – Ela riu e eu não tive como continuar irritado com a minha irmãzinha. Eu amava aquela bruxinha.

    - Por que não volta a escrever? Seu livro é tão lindo! Perfeito.

    - Você consegue realmente acredita que existe espaço para mais trabalho em minha vida?

    - Pare de dar aulas.

    - Talvez, quem sabe, não quero pensar sobre isso agora.

    - Tudo bem. Vamos resolver logo o problema destes originais. – Ótimo! Trabalhar seria muito bom para a minha cabeça.


POV BELLA


    Edward ligou várias vezes durante estes dois dias, porém não pude atendê-lo. O que eu diria ao meu pai? Ele não aceitaria com facilidade que meu professor ficasse me ligando. O único homem que se aproximava de mim sem deixá-lo muito irritado era Jacob e isso porque éramos amigos de infância e o pai dele o melhor amigo do meu pai.

    Dobrei minhas roupas e as levei para o closet. Arrumá-las era uma ótima distração. Pelo menos não precisaria ficar respondendo aos questionamentos de Rose e sofrendo a perseguição acirrada do meu pai. Droga! Eu estava sufocando.

    Edward mandou muitas mensagens. Não tive vontade de respondê-las. Era melhor evitar ao máximo um encontro. Eu ainda não estava recuperada do nosso adeus e doeria olhar em seus olhos e não encontrar neles o mesmo sentimento que o meu.

    Pelo menos consegui escrever. Minhas novas experiências e sentimentos serviram para alguma coisa. Minha mãe não se importava em me ver na frente de um computador por horas, mas meu pai detestava. Dizia que era pura bobagem e que eu deveria ser médica como ele, ou administradora, ou qualquer outra coisa que me permitisse administrar a sua rede de hospitais. Como se eu quisesse fazer isso!

    Quero só ver a cara dele quando descobrir sobre o que eu escrevo. Ri sozinha. Meu pai iria enfartar. E claro! Eu seria deserdada. Pelo menos não teria que assumir porcaria de rede de hospitais nenhuma.

    - Bella! – Rose gritou do quarto dela. – Vem cá. – Deixei tudo em meu closet e corri para o seu quarto. Rose estava elétrica. – Bella preciso da sua ajuda. Tenho que ver o Emm hoje ou então vou ficar doida, me ajude amiga!

    Dei risada. Minha amiga estava mais do que apaixonada.

    - E o que posso fazer? Rose, meu pai não é o seu pai e ele não tem nenhuma autoridade sobre você, pelo amor de Deus!

    - Eu sei, mas não quero decepcioná-lo. Seu pai é um super pai e me ajudou muito. Não posso simplesmente dizer a ele que preciso sair para transar – rimos juntas.

    - Diga que vai estudar para as provas finais com uma amiga e que eu não posso porque preciso me dedicar ao livro. Ele vai entender. Então você passa a noite com seu “Emm” – fiz voz doce e ela riu me batendo no braço.

    - Emmett mora com os pais. O máximo que vou conseguir é algumas horas num motel.

  - Meninas – minha mãe entrou no quarto sem bater. Mães! – Vamos sair para fazer compras? Aproveitem que Charlie está com a mão aberta. Ele quer que eu encha vocês de presentes. Disse que as meninas dele merecem ter sempre o que há de melhor. – Rose bateu palmas e deu um gritinho.

    - René, você é incrível. Se tivesse tido um filho ao invés de Bella, eu me casaria com ele.

    - Deus me livre! – Rimos e eu fui me arrumar.

    Parei na frente do computador e fiquei muito tentada a escrever para Edward. Mas o que eu diria? Que queria vê-lo? Não. Não podia. Salvei meu arquivo e chequei meu celular. Mais uma mensagem do meu professor.

    “Não vamos mais conversar sobre o seu livro? Sou seu orientador e preciso do material. Entre em contato”. Sorri largamente. Sim, eu queria conversar sobre o meu livro, mas era covarde demais para me deixar machucar. Respirei fundo tentando colocar meus pensamentos em ordem. Sabia que teria de finalizar esta etapa, afinal de contas ele era o meu orientador e eu precisava da sua aprovação. Quem sabe se recomeçássemos?

    “Professor, estou enviando meu trabalho. Falta apenas o último capítulo, todo o restante já está pronto e modificado. Marquei as partes alteradas para facilitar. Assim que terminar enviarei o material completo. Obrigada pela paciência. Isabela Swan”.

    Bom, foi uma mensagem tranquila, sem cobranças ou qualquer das nossas loucuras. Se ele responder que irá avaliar e entrará em contato era porque realmente o melhor a ser feito era nos afastarmos. Droga! Pensar nisso fazia com que meu peito sangrasse. Como eu fui me apaixonar? No que eu estava pensando? Edward era um homem, maduro e experiente. Muito mais velho. O que ele poderia querer com alguém como eu?

    A resposta chegou rápido demais. Eu não estava preparada.

    “Não vou avaliar nada sem te encontrar. Você sabe que precisa discutir os detalhes pessoalmente comigo. Se ainda tiver interesse em ser escritora me encontre amanhã à tarde. Estarei na praia. Atenciosamente, Edward Cullen”.

    Uau! Esta foi rápida e certeira. Meu professor estava furioso. O que será que eu fiz desta vez?

    - Bella, vamos! – Minha mãe gritou não sei de onde. Tudo o que eu menos precisava neste momento era de roupas novas, porém ela fazia questão de me vestir e maquiar como uma boneca todas as vezes que me visitava. Era melhor não lutar contra. Minha mãe sempre vencia.

    Desliguei o computador e parti para o meu dia de beleza, como se estivesse sendo levada para a guerra. À noite teríamos um jantar com alguns médicos, ou seja, meu dia estava perdido. Sentia falta de Edward.


POV EDWARD


    Peguei minha prancha e fui para a praia. Não sabia se Bella iria me encontrar. Tinha bons motivos para acreditar que ela não daria as caras. Não sei se sentia raiva ou frustração. Eu pensei que estávamos no caminho certo. Isabella era mesmo uma caixinha de surpresas.

    Assim que cheguei encontrei Jasper. Ele sempre me acompanhava, mas desta vez pedi para que ele me encontrasse lá, pelo menos teria uma distração.

    - Que demora do cacete! – Jasper reclamou antes mesmo que eu o cumprimentasse.

    - Tanya me deu uma canseira hoje. Achei que nunca conseguiria tirá-la do meu pé. Você nem vai acreditar na coincidência – coloquei a prancha na areia e comecei a me aquecer.

    - Tanya te deu uma canseira, é? Eu sabia que você não iria resistir. Esta coisa de ficar de brincadeirinha com aquela garota não podia dar certo. Bater punheta é para adolescente, meu caro. Você é um homem feito tem suas necessidades. Precisa estar lá dentro, se sentir em casa, brocar, entendeu?

    Puta que pariu! Jasper era absurdo. De onde ele tirava estas maluquices? E que conversa era essa de que eu precisava estar dentro? Só rindo.

    - Eu não transei com Tanya, Jasper. Você não tem jeito mesmo – comecei a rir.

    - Tá gamado na garota. Tenho certeza. É sempre assim. Bocetinha nova, cheia de fogo, esfregando na sua cara...

    - Jasper! – Fiquei exasperado. Não precisava de mais lembranças. – Posso contar o que descobri ou você vai continuar com esta conversa de malandro? Meu Deus não sei o que Alice está fazendo com você.

    - Ok. Sua irmã está acabando comigo, mas vamos ao que interessa. O que descobriu? – Ri. Quando será que Alice deixaria de ser tão fogosa? Se bem que nenhum homem gostaria que sua esposa deixasse de ter interesse sexual. Bem...

    - Voltando a minha descoberta... Tanya me abordou hoje na faculdade e quase perdi uma aula inteira porque ela fez questão de me contar que é prima de Irina. Dá para acreditar? Como se não bastasse meu problema com Irina querendo voltar para a minha cama, tenho a prima dela doida para conseguir deitar nela também.

    - Primas? Hum! As duas querendo você? Nossa! – Os olhos de Jasper se perderam no mar diante de nós. Eu sabia exatamente aonde ele queria chegar. Depois ficava reclamando de Alice. Meu cunhado era um depravado.

    - Que absurdo! Não sei por que ainda perco o meu tempo conversando com você. Dá para pensar em outra coisa que não seja sexo? Você vive reclamando que Alice não te dá uma folga, porém não perde oportunidade de pensar besteiras.

    - Vai dizer que você nunca sonhou em ir para a cama com duas mulheres? Ainda mais duas mulheres como Tanya e Irina. Puta que pariu! Que Alice nunca saiba. Pelo amor de Deus! E não daria nem trabalho convencê-las a aceitar. Bastaria você fazer a proposta que...

    - Jasper! Foco cara! Eu não quero levar nenhuma das duas para a cama, muito menos as duas ao mesmo tempo.

    - É a Isabella, não é? Caralho, Edward! Você está gamadinho na garota.

    - Olha só, vamos surfar porque conversar está sendo impossível.

    - Tudo bem. Não vou falar mais besteiras. Qual é o problema no fato de Tanya ser prima da Irina?

    - Nenhum desde que Tanya nunca nem desconfie de que estou... Estava... Nem sei mais, enfim, ela não pode nem imaginar o que aconteceu entre mim e Isabella, entendeu?

    - Ok. Mas o que o fato delas serem primas tem a ver com Tanya não poder descobrir? Acho que seria ruim para você como professor, também concordo que o trabalho de Isabella ficaria desmoralizado, desacreditado, ou até mesmo poderia ser cancelado, o que com certeza prejudicaria a carreira dela, e...

    - Ai meu Deus! Não preciso de mais desespero, ok? Eu já sei de todos os riscos. Me torturo com isso todos os dias, tenho outro problema tão grande quanto a necessidade de preservar a integridade de Bella...

    - Bella, é? – Ele riu debochado.

    - Ah, vá à merda, Jasper!

    - Agora sim. Este é o meu amigo Edward e não o dissimulado certinho e correto que está tentando parecer.

    - Você está impossível cara! Já pensou em procurar um psicólogo? – Meu amigo não se ofendeu, apenas riu. – O problema é que se Tanya descobrir e contar a Irina, aí é que ela tira mesmo o contrato da editora. Alice me mata.

    - Mata mesmo. Pode acreditar.

    - É... – Olhei para o mar e voltei a pensar em Bella. Sua risada infantil, seu jeito inocente de aprender, sua pele macia, seus gemidos, a forma como ela... Sentia muita falta dela.

    - Vamos entrar? Tenho pouco tempo – Jasper me trouxe de volta para a realidade.

    - Vamos. É o melhor a fazer.

    Entrar no mar era a minha terapia. Nele eu conseguia esquecer todos os problemas e até mesmo encontrar respostas para algumas dúvidas, naquele momento eu não consegui encontrar a paz tão familiar. A concentração era praticamente impossível. O tempo todo me via tentando verificar se Isabella estava na praia aguardando por mim. Por causa disso caí várias vezes e quase perdi a minha prancha. Depois de uma hora resolvi desistir. Sinalizei para Jasper e voltamos para a areia.

    Quando estava caminhando ao lado do meu amigo vi o que já considerava impossível. Isabella estava na areia me esperando. Parecia tão ansiosa quanto eu. Foram três dias de tortura e ela finalmente estava lá. Jasper riu baixinho e balançou a cabeça. Talvez por ver em meu rosto uma expressão idiota. E eu estava mesmo me sentindo assim. Ver Isabella à minha espera me deixou igual a um adolescente, eufórico e contido ao mesmo tempo. Pela primeira vez em muitos anos eu não sabia o que dizer a uma mulher.

    - Acho que você vai dar aula agora – brincou antes de encontrarmos com minha aluna.

    - Não. Não é o que você imagina. Conversaremos sobre isso depois.

    - Ok. Preciso ir para casa porque a monstrinha da sua irmã vai chegar a qualquer momento. Falo com você depois. Oi, Bella! Tchau, Bella! – Nos despedimos. Eu não conseguia tirar meus olhos dos dela. Buscava por algum sinal em seu rosto, ela se mantinha impassível.

    - Oi – falei sem jeito. Não sabia como tratá-la e nem como estávamos, já que ela havia sumido por três dias além de ter se recusado a transar comigo.

    - Oi, professor! – Sorriu timidamente. Ficava tão linda desse jeito.

    - Vamos conversar? – Comecei. Merda! Eu estava tão nervoso sem saber o que dizer não sabia se tinha o direito de cobrar alguma coisa ou se deveria apenas falar sobre seu livro...

    - Vamos ao Tony´s, poderemos conversar melhor. – Concordei, mas fiquei um pouco decepcionado. Esperava que ela concordasse em ir até a minha casa.

    - Vou colocar a prancha no carro e te encontro lá. – Ela seguiu em direção à lanchonete e eu corri até meu carro. Quando voltei Bella me aguardava em uma mesa distante.

    - Oi – sentei ainda inseguro sobre como iniciar a conversa.

    - Leu o meu material? – Droga! Ela iria falar sobre o livro.

    - Li. Como sempre, está muito bom. Você evoluiu muito. Está incrível. Como pensa terminar a história? – Ela me olhou e por um breve segundo vi em seus olhos um pouco de medo ou receio.

    - Ainda não sei. Acho que eles vão se separar – desviou o olhar e mordeu os lábios. Isso não era nada bom.

    - É um risco muito grande. As pessoas não gostam de finais tristes. Normalmente o casal termina junto – arrisquei.

    - Não sei se estes não são os planos dele – seus dedos estavam apertados uns nos outros em sua mão entrelaçada sobre a mesa.

    - Você criou o personagem – não sabia como mudar o assunto da nossa conversa.

    - Acho que você tem experiência suficiente para saber que os personagens possuem vida própria. Às vezes o autor tenta dar um rumo diferente, mas no final sai exatamente como eles querem. – Concordei com a cabeça e dei risada. Ela era mesmo uma escritora, precisava apenas de um empurrão para se encontrar e foi o que eu fiz.

    - Bella, por que não tem atendido as minhas ligações? – Chega de adiar. Ela se encolheu na cadeira completamente intimidada.

    - Estive ocupada. Meus pais... Meu pai principalmente, tenta me controlar de todas as formas...

    - Você tem 21 anos, pare de agir como uma criança. – Ok! Perdi a paciência. Isabella tanto poderia me atender que agora estava ali comigo. Ela apenas usava a desculpa do pai para justificar sua atitude.

    - Edward, eu não quero falar sobre isso nesse momento.

    - E quando falaremos?

    - Qual é o seu problema? – Ela também perdeu a paciência, mas o garçom se aproximou.

    - Vão fazer o pedido? – Parecia estar sem vontade de atender a um casal estressado.

    - Uma tequila, por favor. – O que? Ela iria pedir tequila? Isabella não tinha limites.

    - Dois sucos de laranja e cancele a tequila – olhei firmemente em seus olhos deixando claro que eu estava no controle da situação.

    - Pode trazer o suco de laranja, mas a tequila continua. – Ela me encarou de volta arqueando uma sobrancelha em desafio.

    - Isabella...

    - Com licença – o rapaz saiu rapidamente levando o pedido como ela finalizou. Fiquei com muita raiva.

    - Não pode me atender, mas pode beber e voltar bêbada para casa.

    - Não vou ficar bêbada por causa de uma tequila. Pare de agir como se fosse o meu pai, eu já estou tensa o suficiente – nos encaramos. Ela não desistiria. Eu tive que recuar.

    - O que aconteceu?

    - Não sei do que está falando – ela relaxou um pouco apesar de continuar na defensiva.

    - Você não me atendeu, não retornou minhas ligações e nem minhas mensagens. Não compareceu a aula. Estou confuso, Isabella. Pensei que precisasse de ajuda e que tinha pressa, mas você simplesmente recuou e desapareceu.

    - Eu já expliquei, meu pai...

    - Por favor! – Baixei meu rosto em minhas mãos tentando conter a raiva. – Por favor, Isabella! Pare de usar seu pai como desculpa. Você não é mais uma adolescente e sabe muito bem que existem maneiras de retornar uma ligação sem que ele veja e escrever uma mensagem é definitivamente algo muito particular, então não utilize este argumento comigo novamente. – Levantei o rosto para encará-la. Minha aluna estava assustada. Nossos pedidos chegaram.

    Bella pegou a tequila e jogou no suco de laranja. Segurou o canudinho com jeito e o colocou na boca. Puta merda! Como ela conseguia fazer isso de maneira tão sensual? Ela levantou os olhos e encontrou os meus presos aos seus lábios. Sorriu.

    - Onde estávamos mesmo? – Toda a atmosfera mudou. Ela voltou a sorrir e seu rosto ficou um pouco corado. Bem lentamente correu os dedos pelo canudo. Droga! O que ela estava tentando fazer?

    - Você... – Não conseguia me concentrar muito bem. – Desapareceu. Vai tomar tequila de canudinho? – Engoli tentando fazer com que minha voz saísse o mais normal possível.

    Ela desviou seus olhos dos meus, corando um pouco mais. Era tão lindo quando fazia isso. Mas seus lábios formaram um sorriso inocente e ela colocou o canudo na boca novamente, levantando os olhos para encontrar os meus. Puta que pariu! Sua língua, quase que imperceptivelmente percorreu a pontinha do canudo e depois seus lábios se fecharam nele.

    - Bella... – Respirei profundamente tentando reorganizar meus pensamentos.

    - Edward. Temos mais duas semanas para que meu projeto seja aprovado. Meus pais vão embora dentro de alguns dias. Você está satisfeito com o meu trabalho e eu só preciso escrever mais um capítulo. Onde está o problema?

    Onde? Merda! Ela estava mesmo disposta a acabar com o nosso... As nossas... Droga! Como definir em que tudo se transformou? E eu? Eu queria mesmo que chegássemos a um final? Ela tinha razão. O projeto dela já deveria estar aprovado. Não precisávamos mais das aulas. Por que me sentia tão incomodado com isso? E por que diabos ela estava alisando aquele canudo daquele jeito e roçando-o nos lábios?

    - Seu projeto já está aprovado, Bella. – Ela recuou um pouco, surpresa com a minha resposta.

    - Então... – Ótimo! Consegui desconcertá-la. Era o que eu precisava.

    - Pare de jogar comigo. Eu sei muito bem o que está fazendo, Isabella. Não sou mais nenhum menino. Você sabe muito bem que mexe comigo e está tentando me confundir. Não. Faça. Isso. – Inexplicavelmente senti raiva do que ela estava fazendo. – Essa atitude não é o que me atrai em você. Não é sexo, Bella! Não posso mentir que gosto quando é ousada ou quando tenta me seduzir. Mas a mulher que eu conheço... A Isabella que me encantou... Ela fica corada. É inocente até quando não precisa. É doce, gentil, tem uma boca suja da porra e mesmo assim ainda é encantadora. Esta é a minha Bella e não a que você está representando sentada aí tentando arrumar desculpas para me expulsar de sua vida. Não precisa fazer isso. Eu não vou insistir no que você não quer. Acho que já te dei provas suficientes na noite em que se recusou a transar comigo. Basta dizer que acabou e eu sigo o meu caminho. Mas diga olhando nos meus olhos. Não fique se escondendo atrás de mentiras ou desculpas. Seja madura.


POV BELLA


    - Seja madura – ele finalizou e continuou me encarando.

    As lágrimas se formaram e insistiam em cair. O nó em minha garganta apertava cada vez mais. Que merda! O que eu tinha feito? Quando encontrei Edward na praia, achei que ele estava seguro demais para quem esteve tentando fazer contato durante três dias. Era como se eu não tivesse nenhuma importância em sua vida, apesar de toda sua insistência. Na minha cabeça, Edward queria apenas finalizar o que tínhamos começado e eu não tinha forças suficientes para resistir a ele.

    Sabia que me machucaria. Claro! Ele iria me convencer a transar e eu me entregaria àquele homem maravilhoso. Não havia como me negar. Mas e depois? Eu voltaria para casa quebrada em diversos pedaços e tentaria reconstruir a minha vida.

    Ele não tinha culpa. Eu provoquei esta situação. Eu implorei para que transasse comigo. O envolvi nesta história absurda. Não tinha o direito de dizer não.

    Mas quando o vi me olhando do jeito que me olhava quando estava excitado, e que aquecia tudo dentro de mim, meu primeiro pensamento foi Irina. A forma doce e sensual como ela se expressava para ele naquela noite. O jeito gentil e habilidoso com que ele se projetava para ela. Merda! Eu queria ser mais para ele. Queria que ele me desejasse da mesma forma que desejava uma mulher experiente como Irina é. Fui muito infantil. Ele tinha razão. Suas palavras doeram mais do que uma bofetada porque atingiram o meu coração.

    - Desculpe... Eu... – Oh merda! Eu ia chorar. Não podia, não podia.

    Edward tirou uma nota de cem dólares e jogou sobre a mesa levantando-se em seguida.

    - Venha – levantou a mão em minha direção. O que ele queria? Eu não tinha como argumentar ou me negar a segui-lo independentemente do que ele pretendia fazer. Suas palavras martelavam em minha mente me deixando confusa.

    Segurei em sua mão e ele me levou para fora da lanchonete. Caminhamos de mãos dadas pela rua. Ele à frente, com pressa e eu apenas seguindo-o até o seu carro. Edward parou, abriu a mala, tirou de lá uma sacola pegou uma bermuda e uma camisa, puxou a roupa de surfe que estava usando, ficando apenas de sunga, vestiu-se e voltou a me puxar em direção ao banco do carona.

    - Para onde vamos?

    - Para a minha casa – ele não me olhava. – Seria impossível continuarmos nossa conversa lá na lanchonete. – Ah tá! Eu ia chorar e ele não queria uma cena. Que droga! Obedeci. Era melhor terminarmos com isso logo de uma vez.

    Fizemos o curto caminho em silêncio. Edward mantinha os dedos apertados no volante e sua expressão não era nem um pouco amigável. Fiquei com bastante medo do que viria. Ele poderia exigir que fizéssemos sexo? Não. Ele não faria uma coisa dessas.

    Quando chegamos ele desceu do carro, abriu a porta do carona para mim e novamente segurou em minha mão, levando-me para dentro da sua casa. Quando entramos me colocou sentada no banco da cozinha igualando nossas alturas e, com as mãos em minhas coxas me encarou.

    - Agora me diga, Isabella. O que você quer? – Puta merda! O que eu queria? Nem eu mesma sabia. Aliás, eu sabia, mas poderia dizer a ele? Como dizer ao meu professor que o queria para mim e apenas para mim? Ele riria de minha cara e me mandaria de volta para o berçário. Tudo bem! Ele não faria isso, afinal de contas tinha até concordado em transar comigo, então não poderia me ver como uma menina.

    - O que... Eu quero? – Pisquei confusa.

    - Sim. Preciso saber se está desistindo. É isso o que você quer? Colocar um ponto final? – Ah Droga! Claro que eu não queria. Apenas queria um pouco mais do que algumas aulas de sexo. Um pouco mais até do que alguns momentos de sexo de verdade com o meu professor. Eu o queria. Como homem, namorado, marido. Para uma vida inteira de sexo e tudo o que vem junto. – Por que está tão confusa? Está me deixando frustrado.

    - Eu... – Olhei em seus olhos e ele me aguardava angustiado. – Não quero que acabe. – Estas palavras poderiam ser suficientes para ele, mas não para mim. Edward relaxou visivelmente.

    - Ótimo! Eu também não quero – seus lábios tomaram os meus. Foi um beijo urgente e repleto de saudade.

    Para mim foi um beijo doce. Delicioso. Que fez meu corpo inteiro reagir. Era Edward quem estava comigo e não poderia ser diferente, eu o amava e não importava como seria depois e sim o que seria enquanto ele estivesse comigo. Era assim que deveria ser.

    Ele me manteve firme em seus braços e entre as minhas pernas. Suas mãos percorreram minhas costas, com carinho e devoção.

    - Ah, Bella! Que saudades de você! – Suspirou em meus lábios e recomeçou o beijo.

    Edward não sabia o quanto a saudade havia me castigado. Muito menos o quanto estar em seus braços novamente revigorava o meu corpo. Era como morfina para quem sente dor. Aliviava e curava cada ferida de maneira milagrosa.

    Suas mãos ficaram mais ousadas. Buscavam por mim e me apertavam com desejo. Deixei que as minhas sentissem seus cabelos por entre os dedos, me deliciando. Como eu o desejava!

    O celular dele começou a tocar fazendo com que gemesse em reprovação. Ele não interrompeu o beijo, decidido a ignorar a ligação. Continuamos o nosso beijo e ele me puxou colando nossos corpos. Senti a sua ereção roçar meu corpo. Fiquei quente em diversos graus.

    O toque recomeçou insistindo e nos desconcentrando. Edward se afastou um pouco, já com o celular na mão e conferiu o visor. Com um muxoxo resolveu atender, antes me deu um selinho carinhoso e doce.

    - Jasper – começou a falar ainda contrariado. – O que? Mas... – Uma pausa rápida. - Droga! – Outra pausa - Não, tudo bem – neste instante a campainha da porta tocou. Fiquei tensa. - Ela acabou de chegar. Falo com você depois. – Edward desligou e olhou para mim. – Alice. Jasper ligou para avisar – fiquei sem graça e ele riu.

    Jasper realmente sabia o que rolava entre nós. Isso me deixava constrangida, afinal de contas, ele também era meu professor e eu estava apenas fazendo aulas de sexo com Edward e não tendo um relacionamento.

    - Vou ver o que ela quer – caminhou para a porta para receber a sua irmã.

    - Oi! – Ela entrou sem se importar com o que ele estava fazendo, mas estancou na sala quando me viu sentada no banco da cozinha. Desta vez nem tínhamos um computador para disfarçar.

    - Alice – Edward revirou os olhos e acompanhou a irmã. – Qual o problema desta vez?

    - Oi, Isabella! – Seu sorriso foi imenso. – Parece que estou interrompendo novamente.

    - Tudo bem. Eu tenho mesmo que ir – Edward me encarou sem saber o que fazer. – Meus pais estão me esperando. Vamos visitar uma das alas do hospital dele eu prometi que voltaria em meia hora – dei minhas desculpas.

    - Posso te convidar para jantar conosco amanhã? Será um momento em família, porém estou abrindo algumas exceções – piscou para mim. - Papai e mamãe querem muito passar algum tempo com os filhos. – Edward revirou os olhos novamente, de maneira teatral e depois sorriu lindamente.

    - Tenho um compromisso agendado para amanhã à noite. Desculpe. Meus pais estão na cidade e eu preciso acompanhá-los.

    - Oh! É mesmo uma pena. A namorada do nosso irmão também não poderá ir. Ela também tem compromisso.

    - Namorada? Desde quando ele namora? – Edward riu interessado.

    - Pois é maninho. Seus irmãos estão passando na sua frente – Alice me olhou e piscou. Fiquei envergonhada. Muito envergonhada. – Você vai acabar encalhado. Desses quarentões que ficam pulando de uma namorada para a outra. Até ficar velho e feio e ninguém mais te querer.

    - Não vou ficar encalhado – ele me olhou com ternura. – As mulheres são complicadas e frustrantes. Quando você pensa que está dando tudo a ela, descobre que não chegou nem perto. – Sorriu e a irmã o acompanhou.

    - Preciso mesmo ir – levantei do banco e fui até eles.

    - Eu vou levar você. Seu carro ficou na praia? – Edward perguntou apreensivo.

    - Ah! Sim, mas é pertinho. Posso voltar andando.

    - Não. Eu levo você. Alice me espere só um minuto, vou levar Bella até o carro e volto logo.

    - Ok.

    - E não fique fuçando as minhas coisas – pegou a chave e passou pela porta.

    - Deus me livre. Nem quero imaginar o tipo de coisas sórdidas posso encontrar. Tchau, Bella – ela me chamou pelo apelido. Ri da intimidade, mas Alice era adorável. – Foi um prazer revê-la. Espero te encontrar mais vezes. – Ok. Ela era indiscreta, mesmo assim adorável.

    - Tchau, Alice. Obrigada pelo convite – sorri e acompanhei Edward.

    - Não ligue para ela – ele disse ao dar partida no carro.

    - Eu gostei de sua irmã – ele sorriu.

    - Ela gostou de você também – quase me abracei.

    - Quando vou te ver outra vez? – Ah Deus! E como eu poderia saber?

    - Não sei. Vou tentar fugir de novo – Edward puxou o ar reprovando a minha infantilidade. – Meu pai é complicado. Você não entende.

    - Não entendo mesmo – afirmou.

    Paramos próximos ao meu carro ele desligou o motor e se virou para mim.

    - Quero te ver amanhã – foi categórico.

    - Edward... – Ele me puxou e se apossou dos meus lábios.

    - Linda, eu quero te ver amanhã. Nem que para isso tenha que bater à sua porta e me apresentar ao seu pai. – Essa possibilidade fez com que meu coração acelerasse.

    - Vou dar um jeito. Prometo.

    - Ok. Te ligo hoje a noite. Atenda – advertiu com voz autoritária.

    - Certo – claro que não atenderia se estivesse na frente do meu pai. – Preciso ir.

    Edward me beijou novamente. Havia desejo em seus lábios, mas também delicadeza e carinho. Eu queria poder passar o resto do meu dia em seus braços. Desta vez eu não me negaria a aceitá-lo.

    - Te vejo amanhã – sussurrou em meus lábios. Minha calcinha ficou incrivelmente molhada. Então me dei conta de que estávamos na rua. Mesmo dentro do carro se alguém passasse poderia nos ver. E se esse alguém fosse um aluno da faculdade? Ou o meu pai.

    - Tá. Tchau! – Desci do carro ainda trêmula. Edward sorria e aguardava que eu entrasse no meu.

    Bati a porta, dei partida e me afastei dele, desta vez meu coração estava em festa. Eu o tinha de volta e estava feliz!


7 comentários:

Renata Lamela Lenke disse...

Tati, amei !!!!!!!!!!!!
A fic esta cada vez mais lindaaaaaaaaaaaa...tão romântica e hot ao mesmo tempo !!!! Adoroooo !!!
Bjssssssssssssss

Fernanda mendonça disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....amei esse capítulo, Tatiiiiiiiiiiii....como prometido, vim deixar meu comentário. Caraca,esse seu Charlie é osso duro de roer...era médico do exército??????kkkkkkkkkkkkkkkkk....tadinho do Edward...será que ele vai ter a oportunidade conhecê-lo???
Bom, já em relação ao casal propriamente dito, fiquei aliviada ao saber da resposta da Bella....ainda bem que eles vão continuar....ou seja, o negócio vai pegar fogo nas ventas!!!!!kkkkkkkkkkkk...e esse Jasper totalmente descolado??uhuuuuuuuuuuuuuu...dessa vez o boca suja da história é o Jasper e não Alice...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...gostei. Amiga, parabéns por mais uma maravilha de capítulo. Eu li na faculdade, mas como da outra vez não consegui comentar pelo celular, decidi deixar pra comentar quando chegasse em casa.. :) bjosssssssssssssss e ansiosa pelo próximo!!! <3

Nina witch disse...

Oi Tati, como eu amo essa FIC, comentei no Nyah, mas acho legal comentar aqui tb.
Embora tenha os dramas da história a FIC é descontraída. Não tem como não amar esses casal. Tb amo o restante da galera, todos com características muito singulares.
Espero que essas bruxas q ficam dando em cima do professor delícia não atormentem muito a Bellinha.
Parabéns e aguardando o retorno. Bjs

Dea Capelo disse...

Awnnnn... amei este capítulo!!! Me fez suspirar... o professor é muito fofo, e sexy! E gostoso tb!!!!!
Fico imaginando como seria ele se declarando pra ela.
É legal ver essa diferença de maturidade nos dois, e também achei legal que mesmo ele percebendo a infantilidade nela, ele não perdeu o interesse. Está amarradão nela mesmo...hehehe
Ai não vejo a hora deles se pegarem de vez... uhuuulllll.
Posta maaaaaiiissss!!!!

Fernanda Farias disse...

Amo essa fic. Nunca comentei, mas.. cá estou eu.
Essa história é totalmente envolvente. To amando o Edward todo preocupado e envolvido. E essa Bella... A M O.
Pfvr, adoro os momentos fofos e hots deles... divinos, simplesmente.

Posta maaaaaais *-*

LIDIA disse...

oi tati feliz ano novo
tati fiquei com medo o que será que vai acontecer com a Bella e o Edward.Será que Bella vai morre .
por favor não mate a Bella

Elaine Cristina disse...

Oi tatiana quando vc vai postar mais capitulos da fic O professor

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