Docinhos: Função CEO - A Descoberta da Verdade (parte 10)

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"Penteei os cabelos, coloquei minha colônia, apenas um pouco para dormir me sentindo cheirosa, mesmo dormindo sozinha, desfiz a cama e apaguei as luzes do quarto. Deitei puxando o lençol até o pescoço e esfregando minhas pernas uma na outra tentando aplacar o desejo que se estalara ali. Era impossível.
A minha imagem sentada em sua mesa, sem calcinha, tocando-me com prazer enquanto ele me assistia, seus olhos famintos em meu sexo molhado, sua língua umedecendo os lábios, ansioso demais para me tocar, para me possuir. Merda! Por que eu não conseguia pensar em algo mais fácil, como caminhar em um jardim, ou comer bolo de chocolate? Por que eu precisava me torturar com aquelas lembranças que não me deixariam dormir? E por que merda eu não conseguia me livrar daquele desejo insuportável? 
Meu telefone tocou me fazendo estremecer. Praguejei por precisar levantar para buscá-lo em minha bolsa, largada no chão do closet e ensaiei milhares de desaforos para dizer a Dean por ele ficar tão preocupado comigo. Mas não era meu marido na linha. Meu coração quase parou quando identifiquei o número. Robert Carter. 
- Alô! – pigarreie para limpar a garganta e liberar o bolo que me impedia de falar com naturalidade.
- Melissa! – aquela voz rouca, aquele timbre dominante. Minha pele correspondeu imediatamente ao comando, se arrepiando e espalhando pequenos espasmos por todas as minhas células. 
- Robert? Como... Merda! – ele riu. Claro que eu ficaria confusa. Aquele número era novo. O antigo eu precisei descartar após descobrir que estava grampeado"


"- O que você quer? 
Eu não conseguia sair daquele closet, não conseguia desligar a ligação e principalmente não conseguia me livrar do formigamento que se espalhava em meu sexo. Ele riu mais uma vez, permitindo que minha mente fantasiasse com todas possibilidades do que ele queria comigo naquele momento.
- É muito simples, Melissa. Eu. Quero. Você."



"- Ainda está aí?
- Não – minha voz saiu fraca. Tentei desanuviar minha mente, mas foi impossível. Ele deu uma risada curta e rouca que lançou correntes elétricas em meu corpo como um todo. 
- Onde você está? 
Merda! Eu conhecia aquela brincadeira. Sabia aonde chegaríamos. Poderia me permitir? Poderia ir um pouco além?
- Onde você está? – devolvi a pergunta tentando ganhar um pouco mais de tempo. Aproveitei e saí do closet, tranquei a porta do meu quarto e fiquei parada, sem saber se deveria ou não deitar. Era muito arriscado. 
- Isso não vem ao caso.
- Claro que vem ao caso. Eu conheço o seu jogo, Sr. Carter, mas as circunstâncias mudaram – o que eu estava fazendo? Eu queria jogar? 
- Ok. Dê as suas cartas, Melissa, mas jogue comigo – oh, merda! Era muita tentação, mas eu não podia.
- Não vai acontecer, Carter – tentei ser dura porém falhei consideravelmente. 
- Estou na praça em frente ao seu prédio. Neste momento estou olhando fixamente para a sua janela. Então, definitivamente não vai acontecer como aconteceu antes. Mas..."


"- Mas eu sei que você deseja tanto quanto eu – respirei profundamente. Merda! Eu detestava aquela segurança dele que me desestabilizava por completo. – Tenho duas propostas.
- Robert...
- Ah, meu amor! Eu amo ouvir meu nome saindo de seus lábios quando está excitada. Como senti falta disso – eu também sentia. Queria poder gritar seu nome no momento do êxtase, e sentir seus braços em volta do meu corpo para me certificar de que não fui pulverizada com o gozo e que meu mundo ainda se resumia a ele. Como eu o queria. – A minha primeira proposta, e devo ressaltar que sei qual será a sua resposta, por este motivo deixarei claro que farei a mesma todo os dias até conseguir um sim – sorri. Aquele era o meu Robert. 
- A resposta é não – continuei sorrindo. Ele fingiu não me escutar."


"- Eu sei que neste momento seu corpo está correspondendo a minha proposta da forma como eu morreria para presenciar. Sua pele está arrepiada, seus seios subindo e descendo devido a respiração descompassada, seus lábios entreabertos e seu sexo... Ah, Melissa! Eu enlouqueço ao imaginar o quanto você está úmida só em ouvir a minha voz.
Filho da puta convencido! Que droga! Como ele podia saber daquilo tudo sem nem me ver? Como podia ter tanta certeza de como o meu corpo reagia se eu só o tinha menosprezado desde que cheguei? 
- Minha... – vacilei. Não era normal me sentir daquela forma. Aliás, era perfeitamente normal, afinal de contas quem estava do outro lado da linha era o homem da minha vida, mas não deveria ser. Pigarreie. – Minha resposta ainda é não – eu tinha certeza de que ele sorria, que se divertia com a minha fraqueza. 
- Tudo bem. Teremos tempo. A segunda proposta é..."



"- O que você está vestindo? – olhei para meu corpo. A camisola fina de seda descendo até meus pés, acariciando levemente a minha pele e fazendo com que os bicos dos meus seios ficassem rijos. 
- Meu moletom velho – ele demorou um pouco mais para reagir. Seu silêncio foi quase constrangedor.
- Já houve época em que eu desejei tocar fogo neste conjunto ridículo que você insistia em usar. Hoje eu sinto falta de vê-la tão à vontade."



"- Está em sua cama? – meu coração acelerou, meu sangue correu com mais força e algo no meio das minhas pernas pulsou. 
- Não. Estou na janela, olhando para você.
- É alto, mas eu posso imaginá-la me olhando – a forma como ele falou foi totalmente instigante, como se quisesse sugerir que a forma como eu o olhava deixava claro o meu desejo. 
Puta que pariu! Era verdade!
- Tire a roupa.
O que? Como assim? Como ele podia simplesmente me dar uma ordem daquela? E com o meu corpo podia formigar de maneira tão intensa apenas com uma merda de uma ordem? 
- Robert, eu...
- Tire a roupa, Melissa – sua voz ficou um pouco mais baixa, contudo muito mais rouca e intensa. Um comando impossível de ser rejeitado. – Eu não posso vê-la, mas será demasiadamente delicioso imaginá-la nua, na janela, olhando para mim."



"- Eu queria poder te tocar agora. A sensação da sua pele clara e quente, em minhas mãos frias é quase real. Queria poder tirar seus cabelos do pescoço, deixá-los caídos sobre o ombro, dando-me espaço para prová-la. Ah, Melissa! Eu queria sentir o seu gosto agora, deslizar meus lábios em suas costas, correr minhas mãos em seus braços, encontrar a sua cintura fina e delicada e tomá-la para mim, cercá-la com minhas mãos e puxá-la para a minha ereção. Você ainda lembra, não é? Sabe como eu reajo ao seu corpo macio.
Enquanto ele falava, minha mão agia sem precisar de ordem. Segurei meus cabelos jogando-os sobre os ombros, como ele dissera que desejava. Depois meus dedos correram meu braço que suportava o telefone até alcançarem a minha cintura. Minha pele sentia como se fosse Robert comigo, igual como foi a primeira vez em que fizemos sexo por telefone. Controlei a minha respiração para não dar-lhe dica do que eu fazia. 
- Não – respondi a sua pergunta já com a imagem da sua ereção projetada em minha mente. Minha boca salivou e senti uma vontade incontrolável de tê-lo em meus lábios, de contornar sua extensão com minha língua e recebe-lo completamente em meu íntimo. 
- Mas eu lembro de cada detalhe seu. Se eu estivesse agora com você, colado as suas costas, tocaria seus seios com desejo, preencheria minha mão com seu volume e apertaria seus bicos entre meus dedos. Eu sei que você gosta assim – minha mão fez exatamente o que ele ditava e reprimi um gemido que por pouco não escapou. – Beijaria seu pescoço e permitiria que minha não descesse ao encontro do seu sexo, que com certeza estaria pulsado de desejo – ele suspirou audivelmente, demonstrando todo o seu desejo."




"- Droga! Eu mataria um, só para conseguir tocá-la neste momento. Se eu conseguisse alcançá-la, se minhas mãos tocassem seu corpo agora, eu seria o homem mais feliz da face da terra.
- Para que? – respirei fundo. – Pra que me tocaria?
- Para lhe dar o que tanto deseja. Eu posso sentir o seu desejo, a necessidade do seu copo correspondendo a minha própria necessidade – imediatamente meus dedos tocaram meu sexo, úmido e pulsante, como ele sabia que estava. Deixei que meu pequeno botão se acostumasse a pressão e depois acariciei a extensão com meus dedos. - Para preenche-la com tudo o que sou e assisti-la desfalecer de tanto prazer enquanto chama meu nome – encostei a testa na parede fria e mantive meus olhos abertos, presos naquela imagem enquanto permitia que meus dedos brincassem intimamente. 
Era excitante, estimulante e relaxante. Saber que ele estava lá embaixo, olhando para mim, mesmo sem conseguir me ver, mas sabendo que eu correspondia ao seu comando, que eu estava nua, olhando para ele, ciente de que estava errando, sendo fraca e, aos olhos dele, leviana, mas mesmo assim dando ao homem que eu amava o que ele tanto pedia. Eu lhe dava o meu prazer, todo o meu prazer. Não consegui segurar o gemido quando meus dedos me invadiram. Robert rosnou do outro lado, e eu recebi a sua reação com um incentivo para continuar."



"- Isso, meu amor! Se entregue para mim – meus movimentos ficaram mais rápidos, urgentes, deliciosos. – Como eu queria beijá-la agora. Não apenas seus lábios sedentos, Mel, mas seus seios, sua barriga e finalmente, seu sexo. Ah, como eu queira sentir seu gosto neste momento. Capturar sua excitação em meus lábios, acompanhar seu rebolado ensandecido e ansioso por mais. Eu sei que você quer mais, Melissa, e eu te daria sempre mais. O quanto você precisasse. 
Meus dedos entravam, se afundando em minha carne, a palma da minha mão pressionando meu clitóris e se esfregando nele, meus quadris se mexendo de encontro ao prazer e minha mente imaginando ser a sua boca a me masturbar, arrancando de mim o prazer mais profundo. 
- Goze para mim, Melissa! 
Não precisou de mais uma palavra. Não precisou que me pedisse mais de uma vez. Eu gozei sentindo o gelo do vidro em minha testa e o calor do meu gozo em minha mão, mas o que realmente me aquecia, era o meu coração, que bombardeava alegria por poder dividir mais aquele momento com Robert, mesmo que eu me arrependesse depois. E foi por isso, que naquele momento, entregue ao desejo e ao êxtase, me permitir chamar por ele.
- Robert! - os espasmos percorreram meu corpo fazendo-me tremer
- Estou aqui, Mel. Sempre estarei aqui. Boa noite, meu amor!
E ele desligou."

1 comentários:

Geisa Bono disse...

Gostoso demais!!
Delícia Robert!!!

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